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Workshop: Mercúrio – Estabelecendo um diálogo com os deuses.

  • Em 17/04/2015, das 14 às 19:00 horas.
  • Local: Regulus: (11 5549-2655).

Sobre Mercúrio:

Mercúrio é o planeta que se encontra mais perto do Sol. Seu papel é de mensageiro e de transmissor do conhecimento. Representa a Mente Superior, a lógica, o discernimento e a análise. Este astro representa os primeiros passos para qualquer desenvolvimento tecnológico. O progresso começa com ele.

Porém, como “leva e traz” de informações tem uma natureza ambígua e adaptativa, sendo também o senhor das confusões e enganos no dia-a-dia.

Objetivos:

É o único dos planetas tradicionais que possui os três símbolos alquímicos em seu glifo…

Esta apresentação visa resgatar a sua importância interpretativa e sugerir outras possibilidades através de seu movimento, posição em relação ao Sol e períodos.

Programa:

  • mercurio1A importância de Mercúrio no gráfico astrológico.
  • Algumas ideias sobre o seu glifo.
  • Desenvolvimento do mito Hermes/Mercúrio.
  • Discussão: O caduceu e o símbolo da vida.
  • Posição em relação ao Sol:
  • Retrogradação: estações.
  • Antes e depois do Sol.
  • Práticas: Mercúrio no mapa natal.
  • Cotidiano: o ciclo de 46 anos.
  • Prática: Organizando e arrumando.

Fontes de referência:

  • Tetrabiblos, Claudius Ptolomeu.
  • O Livro da Instrução nos Elementos da Arte da Astrologia, Al Biruni.
  • Esoteric Astrology, Alan Leo.
  • Horoscope Symbols, Robert Hand.
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Equinócio de Outono, 2015

O Equinócio de Outono ocorre quando o Sol transita o Ponto Vernal. Por definição, o Ponto Vernal é o cruzamento da Eclítica com o Equador, quando o Astro-Rei se dirige para o Hemisfério Norte. O Ponto Vernal corresponde a 00° do Signo Zodiacal de Áries. Resulta no início da Primavera, no Hemisfério Norte e, do Outono, no Hemisfério Sul.

Astronomicamente, corresponde ao início de um novo ano terrestre. Os astrólogos calculam o instante exato deste evento para elaborar um mapa de tendências para o ano que se inicia. A carta astrológica assim obtida pode ser comparada com os países e cidades para avaliar os eventos esperados para o período.

Denomina-se Ingresso do Sol em Áries a esta carta anual, ocorrida em 20/03/2015, às 19:45, para o horário de Brasília.

No dia anterior, houve um Eclipse Solar total no último grau do Signo Zodiacal de Peixes, que deve ser considerado na interpretação do Ingresso do Sol em Áries.

Eclipse Solar

Apesar de não ter sido visível no Brasil, sua ação se estende ao país graças ao parans. É basicamente uma indicação da necessidade de mudanças, pois ocorre no Nodo Lunar Sul. Os astrólogos da antiguidade temiam os eclipses que ocorriam no nodo sul por ser um indicador de más notícias. Essencialmente, este eclipse é um indicador de sofrimentos, de pobreza e um potencializado de conflitos. Cumpre notar que o eclipse ocorre na Face de Marte, a mesma Face da Lua do mapa Ingresso do Sol em Áries.

Ingresso do Sol em Áries

ingresso1Ocorre com Marte e Vênus domiciliados, respectivamente em Áries e Touro. Contém um Grande Trígono formado por Lua, Júpiter e Saturno, nos Signos de Fogo. Os astros sociais se encontram retrógrados. A Lua se separa de Saturno e se aplica a Júpiter, o que é considerado benéfico. Mercúrio se encontra exilado em Peixes. Marte e Mercúrio encontram-se sem aspectos, ou seja, não “dialogam” com os demais astros.

Marte é o astro que preocupa. Domiciliado, pode se manifestar em seu mais alto grau, com todo o seu calor e secura, provocando toda sorte de inflamados conflitos de que é capaz. Governa quase todos os demais astros, com exceção de Vênus (domiciliada em Touro). Como se encontra, sugere conflitos, discórdia e divergências de todos os tipos, mas sem soluções ou resultados palpáveis.

Como os astros sociais se encontram retrógrados, são nítidas as limitações e impedimentos para que as classes dirigentes (políticas e empresariais) possam realizar o que desejam ou implementar qualquer tipo de ação, apesar da tendência a tentar fazer a vontade expressa pelos conflitos (no Brasil, pelas manifestações).
Ao longo do mundo, pode-se esperar por muitas tempestades com raios e erupções vulcânicas em regiões onde isso não era esperado, sempre com pequeno número de vítimas.

Há destaque para todas as modalidades esportivas, embora sempre com o espírito comercial acima do esportivo. Algum atleta importante não poderá participar de um evento fundamental para a sua modalidade em razão de um acidente grave.

Brasil

A pergunta que se faz é a respeito da presidenta. Não é preciso ser astrólogo para saber que não haverá impeachment. Como abordei ainda em 2014, qualquer que fosse o presidente eleito, teria dificuldades econômicas e insatisfação popular.

ingresso2Economia: Graças às empresas estrangeiras instaladas no país, haverá movimento da economia, refletindo-se no comércio a partir do final de junho. Até lá, lidaremos com desemprego crescente. Aumenta o número das empresas individuais em todos os setores, especialmente no de serviços, alimentado pelos desempregados das indústrias. Em sua maior parte, são mão de obra especializada, com qualquer nível de conhecimento. Câmbio em alta até meados de julho. O setor da construção civil que não está envolvido nas investigações da Polícia Federal tende a continuar a tendência de fusões, mas também se encontra em crise: boa época para comprar e há uma tendência de baixa para o 2º semestre do ano.

Educação: Particularmente o Ensino Fundamental, passa por graves dificuldades financeiras. A tendência é de evasão escolar. Haverá ainda uma pequena migração de alunos das escolas privadas para as públicas. A solução passa pela organização das comunidades envolvidas, com a participação de pais e professores na solução dos problemas de manutenção das escolas públicas. As maiores dificuldades surgirão na rede municipal.

Política: Prosseguem as investigações. Outros casos surgirão em torno da Operação Lava Jato. A perspectiva de repatriar o dinheiro desviado é mínima ou em quantidades mínimas (até 5%). O Congresso e o Planalto ficam sem se entender até pelo menos o final do 1º semestre. O Brasil se encontra à beira da ingovernabilidade, sustentado apenas pela economia (sistema financeiro) e alguns dirigentes da indústria e do comércio. A força dos sindicatos diminui em razão do desemprego, aumentado a dos setores patronais, embora sem resultados práticos. O Senado, gradualmente, assumirá a função de poder moderador.

São Paulo

É a locomotiva do Brasil e onde ocorreram e continuam ocorrendo as maiores mobilizações populares.

ingresso3A tendência é um alinhamento ambíguo do governador com o Planalto, talvez motivada pela crise hídrica. As manifestações ocorrerão até o final de junho, algumas bem violentas. Há uma tendência a aumentar os assaltos a caixas eletrônicos, sequestros relâmpago e assassinatos. A polícia age fortemente, mas sem conseguir prever as ações. Portanto, o violência urbana se intensifica.

A falta de recursos e investimentos e a crise hídrica serão os temas mais importantes na cidade. As investigações do metrô (Linha 4 e Caso Alstom) continuarão sem solução, pois sempre caberão novos embargos judiciais. E com a crise financeira e câmbio desfavorável, diminuem as PPP (Parcerias Público-Privadas). Não será fácil obter empréstimos no exterior para suprir a ausência de empresas interessadas em participar das licitações.

E não precisa ser astrólogo para prever que novas árvores cairão sobre fios, em razão das fortes tempestades que ocorrem até o início de abril. A população em geral (condomínios, comércio e indústria) instalam poços artesianos. Há um estudo de viabilidade técnica de utilização do Aquífero Guarani, engavetado desde os anos 80…
As ciclovias do prefeito Haddad ainda darão o que falar. Acabará conseguindo implantá-las em razão da morte de dois ciclistas nas avenidas em obras ainda no primeiro semestre.

O ponto positivo é que aumentam as atividades culturais alternativas na periferia da cidade e com eles, os projetos conduzidos pelas comunidades, sem a participação dos órgãos oficiais.

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O caso de Hemingway (dinâmica dos aspectos)

A dinâmica dos aspectos não é um tema estudado na Astrologia Contemporânea. Surge quando o estudante aprende Astrologia Horária ou Eletiva, ramos da Astrologia Tradicional

Porém, trata-se de um assunto crucial na delineação da interpretação de qualquer gráfico astrológico.

Astros, Signos e Casas são os elementos estáticos que apontam para um potencial, como uma semente, que pode ou não desabrochar. São os aspectos entre os Astros que apontam se esta semente germinará ou não e quais as razões que levam à sua realização ou negação.

Para este fim, tomam-se apenas os aspectos aplicativos.

Ah… tudo isso eu aprendi na Astrologia Contemporânea… (eu espero que sim!!!)

Primeiramente, identifique os significadores do que você gostaria de saber se acontecerá ou não.

Uma pergunta básica poderia ser “Ganharei na Mega Sena?”. A ideia é que se a resposta for afirmativa, deve ser encontrada no mapa natal. Existem algumas indicações que sugerem esta possibilidade, como Júpiter forte na Casa II ou V e/ou Fortuna nas mesmas condições.

Tudo o que prospera, traz felicidade, fertilidade e abundância material está, de alguma forma, relacionada à Lua. Portanto, espera-se que os Luminares estejam em bom aspecto, preferencialmente, com a Lua aumentando em luz (crescente).

Signos férteis na II também ajudam (Câncer, Escorpião e Peixes são férteis; Touro, Libra e Sagitário são moderadamente férteis).

O regente do Ascendente e os Luminares devem estar livre de aflições. O mesmo se aplica a algum planeta próximo ao Ascendente, na Casa I, numa órbita de até 15°.

Qual o raciocínio que você tomaria, considerando apenas o mapa natal? Para esta resposta há alguns caminhos possíveis. Abra as Efemérides e analise aspectos que ocorreram logo após o nascimento (no caso de um mapa natal) e veja se:

Se o regente do Ascendente, o significador da II ou o significador da V estiverem sitiados, o nativo estará em maus lençóis, não virá dinheiro ou não terá sorte, respectivamente.

Do contrário, veja então se:

  • O significador da II se aplica ao regente do Ascendente: o dinheiro vem para o nativo.
  • O significador da V se aplica ao regente do Ascendente: a boa sorte vem para o nativo.

Experimente substituir o regente do Ascendente pelo planeta na Casa I, caso houver e preencher as condições acima.

Preferencialmente ainda, os benéficos devem se aplicar à Fortuna, sem a interferência dos maléficos ou aplicarem-se entre si. Se formarem aspecto ou estiverem em mútua recepção, ainda melhor.

Se nada disso foi encontrado ainda há a possibilidade de usar a translação ou coleção de luz.

Caso não exista nenhum aspecto entre o significador da II ou V com o regente do Ascendente mas, um astro mais rápido (geralmente a Lua) se aplica aos significadores e em seguida ao regente do Ascendente, há uma boa possibilidade de ganhos na Mega Sena. Alguém ou alguma pessoa auxilia na questão (sugere os números, leva o bilhete…). Trata-se de uma translação de luz.

Se não houver nenhum aspecto entre o significador da II ou V com o regente do Ascendente mas, ambos se aplicam a um terceiro, mais lento, também há uma boa possibilidade de que o nativo obtenha ganhos por através da Mega Sena, contando com a ajuda de uma terceira pessoa (que empresta o dinheiro, organiza o bolão…). Neste caso, temos uma coleção de luz.

Embora a montagem do esquema de interpretação esteja incompleto, é suficiente para apresentar em linhas gerais o emprego e utilização da dinâmica dos aspectos.

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Cazimi: no coração do Sol

Cazimi é uma expressão árabe que significa “no coração do Sol”.

Diz-se que quando um astro estiver nestas condições estará dignificado, sua expressão será forte e poderosa, como se estivesse sendo suportado e apoiado diretamente pelo astro-rei.

É recomendável apresentar alguns conceitos:

O Sol tem um halo exterior de cerca de 17° de raio. Por ocasião do crepúsculo matutino, a escuridão noturna começa a se desvanecer quando o Sol atinge a altura de 17° abaixo do horizonte. O mesmo ocorre inversamente por ocasião do crepúsculo vespertino, pois ainda teremos o clarão da luz do Sol até que este astro ultrapasse esta órbita de 17° abaixo do horizonte.

Um astro transitando neste halo terá a sua luminosidade e brilho diminuídos e portanto, estará enfraquecido em seu poder de manifestar a sua natureza. Diz-se que está sob os raios do Sol.

Há um segundo halo que, partindo do centro do Sol, tem uma órbita de cerca de 8,5°. Um astro transitando este halo não será visível e é considerado em combustão. O poder para manifestar a sua natureza é mínimo. Num mapa natal, costuma representar hábitos, vícios e condicionamentos.

Convém descrever ainda o que os astrólogos da Antiguidade entendiam por órbita. Quando se diz que a órbita do Sol é de 15°, referiam-se a um perímetro circular a partir do centro do Sol com raio de 15°. Da mesma maneira, hoje em dia, quando colocamos um foguete em órbita, nós o colocamos para girar em torno da Terra a uma distância constante de seu centro. Em aeronáutica, quer dizer girar em círculos em torno de um mesmo lugar.

Os astrólogos da Antiguidade entendiam que órbita de um astro corresponde a uma região circular até onde a luz de um astro teria poder, o que está na base da teoria dos aspectos.

O diagrama abaixo ilustra as órbitas para um astro ser considerado sob os raios e em combustão com o Sol:

cazimi1

Por fim, se um astro estiver em conjunção com o Sol numa órbita de 17’, correspondente ao raio médio do astro-rei, será considerado Cazimi, no coração do Sol. Como vimos acima, trata-se de uma condição de grande poder e força.

Sempre tive dificuldade de aceitar esta interpretação.

  1. A poder de um astro está associado à sua visibilidade e luminosidade. Quando Cazimi, o astro não será visível e nem terá luminosidade. Com respeito aos planetas superiores, estará oculto pelo Sol. No caso dos planetas interiores, pode tanto estar oculto pelo Sol como mostrando uma face desprovida de luminosidade em razão da sombra.
  2. Normalmente, um astro fica primeiro sob os raios do Sol, depois combusto e então, Cazimi. Ao sair da órbita, repete a sequência inversa de combustão e sob os raios do Sol. Como pode um astro ir perdendo gradualmente o seu poder à medida que transita os halos do Sol, subitamente ganhar poder para depois perdê-lo quando entrar em combustão?
  3. Todos os eclipses solares são considerados nefastos por todos os autores da Antiguidade. Num eclipse solar, é a Lua que fica Cazimi. Porque com os planetas teria de ser diferente?

Em Classical Astrology for Modern Living, de Lee Lehman, ela sugere que o conceito de Cazimi tenha surgido com Albiruni, no livro que escreveu sobre as Revoluções Solares. Entretanto, a autora diz que fragmentos de edições mais antigas deste livro apontavam Cazimi como uma debilidade e apenas nas edições seguintes ocorrendo como uma dignidade.

Tentei percorrer os mesmos passos dos astrólogos da Antiguidade, que fitavam o céu em busca de presságios. Sua visão do céu e dos acontecimentos era tridimensional, razão pela qual existem tantos aforismos associados às passagens dos planetas pelas estrelas. Por mais antigo que seja o Zodíaco, tem a finalidade de instrumento de medição, como uma régua. São os astros (Luminares e planetas) que determinam os eventos, e não os Signos do Zodíaco.

Com este pensamento em mente, voltei para o diagrama dos halos do Sol e reuni as informações abaixo:

tabela

Os passos dos planetas acima indicados são passos médios, uma vez que os astros podem ter velocidades maiores ou menores dependendo de sua posição no plano de suas órbitas.

Os ciclos sinódicos se referem ao tempo em que um planeta leva para atingir uma mesma posição em relação a uma estrela, no caso, o Sol. Os antigos não consideravam apenas a longitude zodiacal, mas sim, a sua posição real entre as estrelas, usando o ciclo de retrogradações para este fim.

Por definição, apenas o Sol percorre a Eclítica com latitude zero. As órbitas dos planetas em torno do Sol são inclinadas em relação ao plano da Eclítica, resultando nas variações de latitude como acima.

Vou tomar Marte como exemplo, cuja latitude eclítica varia de 04° 34’ N a 06° 22’ S. Com os planetas inferiores é ligeiramente diferente, uma vez que podem formar conjunção inferior e superior (entre a Terra e o Sol ou além do Sol, respectivamente).

O diagrama abaixo representa as passagens de Marte. Há três possibilidades:

  • A1 representa a passagem de Marte ao norte do disco solar. Nestas condições, Marte entra na órbita sob os raios do Sol e fica em combustão, mas não na órbita de 17’ do disco do Sol (Cazimi).
  • A2 representa a passagem de Marte sendo ocultado pelo Sol, ou seja, ficando Cazimi.
  • A3 representa a passagem de Marte ao sul do disco solar. Nestas condições, como acima, Marte entra na órbita sob os raios do Sol e fica em combustão, mas não na órbita de 17’ do disco do Sol (Cazimi).

marte cazimi1

A cada 2 anos e 50 dias, Marte estará novamente na mesma longitude do Sol (conjunção), entretanto, não necessariamente Cazimi, uma vez que pode passar abaixo ou acima do disco solar.

Como repete a mesma posição no céu em relação ao Sol a cada 79 anos, podemos afirmar que este é o intervalo de tempo para estar Cazimi novamente. E como o seu passo médio diário é de 32’, permanecerá nesta condição por aproximadamente um dia.

A mesma análise pode ser aplicada aos demais planetas superiores. Saturno, o mais lento deles, permanecerá cerca de 34 dias Cazimi, repetindo esta condição a cada 59 anos.

Há duas maneiras de Vênus e Mercúrio ficarem Cazimi: na conjunção superior e na conjunção inferior com o Sol. Para Vênus, o intervalo para cada uma delas é de 8 anos; para Mercúrio, 46 anos. Em termos práticos, podemos afirmar que Vênus e Mercúrio ficam Cazimi por duas vezes nos períodos sinódicos obtidos pelos astrólogos da Antiguidade. Como são mais rápidos, ficarão Cazimi por cerca de 15 horas.

Conclusão:

Um dos principais alicerces da interpretação astrológica se fundamenta na luz emitida pelos astros. Estes tornam-se menos visíveis à medida que se aproximam do Sol a ponto de ficarem sob os seus raios e em combustão.

Os astrólogos da Antiguidade tinham uma maneira peculiar de medir os ciclos dos astros, tomando como referência sua passagem consecutiva numa mesma região do céu tridimensionalmente quando retrógrados. Para os planetas superiores, corresponde à situação em que se encontram em seu máxima luminosidade e visibilidade.

Um astro sob os raios do sol e em combustão se encontra na situação oposta àquela por ocasião de sua retrogradação: mínima luminosidade e visibilidade.

Embora não seja possível afirmar, é razoável inferir que considerassem a situação Cazimi do mesmo modo que mediam os períodos sinódicos, no céu e não no Zodíaco. Sob esta perspectiva, um astro Cazimi torna-se uma situação muito particular e incomum, de onde pode ter partido a sua natureza de dignidade.

 

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Meio-Céu e o Caminho da Humildade

É muito comum pensarmos numa Astrologia composta de astros e signos, pois esta é a informação que nos chega pela mídia. Porém, os astrólogos-sacerdotes da Antiguidade consideravam também o grau zodiacal em ascensão no horizonte oriental, hoje simplesmente denominado Ascendente.

Quando uma criança está para nascer, basta anotar a hora e verificar num software apropriado qual o grau de seu Ascendente. Os nossos antecessores não dispunham de relógios e ao invés de anotar a hora, iam direto ao assunto registrando a posição dos astros no céu, incluindo-se aí o grau ou signo que se elevava no Leste.

Desenvolvimento da Tecnologia “Astrológica”

Os primeiros relógios precisos surgiram apenas ao final do século XIX, por uma necessidade de determinar a longitude no mar com precisão. Longitude e hora são funções intercambiáveis. Até bem pouco tempo, cada cidade dispunha de um horário particular, o que levava à necessidade de ajustar os relógios mesmo percorrendo pequenas distâncias. A adoção dos fusos horários é bem recente.

Antes do surgimento das modernas calculadoras científicas e, posteriormente, dos computadores, os cálculos mais complexos eram feitos com auxílio de logaritmos. Estes só entraram em cena no século XVIII.

As primeiras efemérides relativamente confiáveis surgiram dos cálculos de Johannes Kepler sobre as observações de Tycho Brache, no século XVII. A trigonometria esférica é diferente da plana, aprendida nas escolas. Embora tenha se desenvolvido nos séculos IV e V, pode ser muito mais antiga.

Todas as tecnologias acima apresentadas são necessárias para a elaboração de um gráfico astrológico e sequer são notadas quando clicamos Ctrl + P para imprimir a representação do céu obtida no computador.

Como então faziam os antigos? Simplesmente olhavam o céu. E já empregavam a maior parte dos métodos astrológicos que conhecemos: Natividade, Mundial, Direções Primárias e Secundárias, Horária, Eletiva, etc…

Os Ângulos: Ascendente e Meio-Céu

AscDesde a Antiguidade, o Ascendente era considerado de fundamental importância, representando a ligação entre a Terra e o Céu no instante da Natividade. Podia ser “visto” na linha do Horizonte, correspondendo ao local de nascimento do Sol, responsável pela vida em nosso planeta e, por isso mesmo, adorado em muitas culturas.

Correlacionando, o Ascendente representa o influxo vital (Terra-Céu) de uma dada Natividade ou Evento. Mostra a sua atitude perante o mundo ao seu redor e como se relaciona com ele. Em sua relação com o Sol, é a ainda a expressão do caráter e natureza do(a) nativo(a) ou do evento.

A partir do momento em que o Sol nasce, eleva-se Hemisfério Oriental até atingir a sua máxima altura (culminação), cruzando o Meridiano do observador. A culminação não é instantânea. Em decorrência da rotação da Terra, pode durar uns poucos minutos antes de iniciar a sua jornada em direção ao Horizonte Oeste até se por, uma vez que o Solpermanece com a mesma altura por um certo tempo. Do momento em que o Sol nasce até a sua culminação, diz-se que o Sol ganha força e poder, diminuindo à medida que se aproxima do ocaso.

A noite é o período de repouso da maior parte dos seres viventes, que recuperam, como o Sol, as suas energias para um novo dia. Os egípcios retrataram esta jornada através da Barca do Sol, possivelmente a inspiração para o surgimento das Casas Astrológicas (Quadrantes).

Quero destacar um detalhe que talvez tenha passado desapercebido: enquanto o Ascendente é perfeitamente mensurável, pois há a referência física do Horizonte, o Meio-Céu não o é. A observação da culminação do Sol é feita desde os primórdios da navegação marítima e resulta na Latitude através de uma relação extremamente simples (a grosso modo, Lat = 90 – h – Dec). A Longitude (Meridiano), além de não corresponder a uma linha “física”, depende de um relógio preciso.

O cálculo moderno do Ascendente e do Meio-Céu.

Como abordei anteriormente, hoje em dia, partimos da hora para representar as posições dos astros e dos Ângulos. E por conta desta característica, o Tempo Sideral (TS) torna-se o argumento necessário para a obtenção das longitudes zodiacais do Ascendente e do Meio-Céu.

É preciso converter o TS em graus, o que resulta na ARMC (Ascensão Reta do Meio-Céu).

Usa-se uma relação extremamente simples para obter a Longitude Zodiacal:

MC = atan (tan (ARMC)/cos E), onde E é a obliquidade da Eclítica.

Porém, o Ascendente, que era obtido por observação imediata, tem uma relação bem complexa:

Asc = acot (-((tan Lat . sem e) + (sen ARMC x cos e))/cos ARMC), onde Lat é a Latitude do observador.

Filosofando…

O Ascendente é perfeitamente visível por ocasião da Natividade, bastando que se olhe para o céu ao invés de olhar para o relógio, quando ela ocorre. Mas se você quiser calculá-lo mais tarde, irá se deparar com uma relação trigonométrica complexa, como se Deus lhe dissesse: “Eu bem que te disse…”

O Meio-Céu é um ponto matematicamente muito simples de ser calculado e é produto direto da hora. Em nossa humanidade “tempo é dinheiro”, é o atalho ou a porta de entrada para o cálculo das Casas Astrológicas Quadrantes. Porém, não tem como se precisamente observado, como se Deus lhe dissesse “Eu estou aqui… venha me descobrir…”

Como vimos, a linha do Meridiano, que contém o MC, tem como polo o Zênite que corresponde ao “furo” da projeção de uma linha perpendicular ao plano do Horizonte na abóbada celeste. O Meio-Céu não é necessariamente o Zênite, embora eventualmente possa até sê-lo. O Zênite é a nossa ligação com o divino e os planos que se encontram além das Estrelas Fixas e do Zodíaco, onde residem os agentes de Deus.

Quando nos apropriamos do tempo, não necessariamente nos apropriamos do espaço correspondente no Universo. Porém, nos equivocamos ao supor que tomamos posse do que é definitivamente divino e transcendente.

A Tradição conta os Quadrantes seguindo a trajetória do Sol, ou seja, no sentido horário. Esta mesma Tradição nos ensina ainda que é preciso morrer e mergulhar nas trevas do Nadir para renascer no Ascendente. A viagem do herói está nas Casas, quando tem de lidar com o seu maior inimigo: sua própria sombra representada pelo desejo de grandeza de se achar semelhante aos deuses…

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Para obter o Regente do Ano

Uma discussão no Facebook me levou a uma salutar pesquisa sobre o tema. Tive o prazer de conhecer Robert Ambelain em 1990, com quem fiz um curso de Ajuste de Hora. Porém, durante os dois meses em que frequentei a casa deste ilustre senhor, aprendi muito mais do que havia me proposto.

Em seu livro “Retorno à Alexandria”, ele trata de dois métodos para obter o Regente do Ano.  No entanto, ele defende a ideia de que o Tema do Ingresso do Sol em Capricórnio deveria ser utilizado para avaliar as características do ano. Dizia ele que da mesma maneira que o dia começa à meia-noite, é o tema do Solstício de Inverno (Hemisfério Norte) que equivale à “meia-noite” e melhor caracterizaria o ano, além de estar mais próximo do dia 1º de Janeiro. Embora tenha a sua razão, usa-se o tema do Ingresso em Áries por se tratar do primeiro Signo.

Segundo os astrólogos medievais, se o Ascendente estiver em Signos Cardinais, será necessário avaliar todos os quatro ingressos; em Signos Fixos, o tema valerá para todo o ano; e em Signos Móveis, basta ainda calcular o Ingresso em Libra.

No 1° método, o Regente do Ano é aquele considerado o mais forte no tema, a partir uma certa contagem de pontos. Conforme se pode observar, o fato de empregar as Casas Astrológicas na contagem dos pontos faz com que possam existir diferentes Regentes do Ano para diferentes localidades no mundo.

O planeta mais forte do tema é considerado o Regente do Ano:

  • Planeta em seu Domicilio ou sua Triplicidade: 3 pontos.
  • Planeta em Exaltação: 4 pontos.
  • Planeta regente da Hora Planetária: 6 pontos.
  • Planeta regente da Casa I: 5 pontos.
  • Planeta na Casa I: 5 pontos.
  • Planeta na Casa II: 6 pontos.
  • Planeta na Casa III: 3 pontos.
  • Planeta na Casa IV: 9 pontos.
  • Planeta na Casa V: 7 pontos.
  • Planeta na Casa VI: 2 pontos.
  • Planeta na Casa VII: 10 pontos.
  • Planeta na Casa VIII: 4 pontos.
  • Planeta na Casa IX: 5 pontos.
  • Planeta na Casa X: 12 pontos.
  • Planeta na Casa XI: 3 pontos.
  • Planeta na Casa XII: 1 ponto.

No 2° método, são empregadas tabelas de “conjunções”. Estas tabelas são indicadas no Centilóquio L, de Ptolomeu. Surge através dos astrólogos judeus, que praticamente copiaram o que havia na Babilônia, por ocasião de seu cativeiro. Trata-se de um ciclo de 119 anos que tem início por ocasião do surgimento de Adão, datado em 4000 aec. Contudo, é provável que para os caldeus, a data de início deste calendário tenha ocorrido em algum momento astronômico preciso. Este método era empregado por Nostradamus.

119

Porém, existe um 3° método, divulgado por Saint Germain. Nestas tabelas, o ciclo completo é de 36 anos. Este é o método utilizado nas Ordens Ocultistas com sede na França e chegou ao Brasil particularmente através da OMB, da qual Francisco Lorenz era integrante. Deve-se a ela a popularização deste método no Brasil. As primeiras tabelas publicadas contemplavam o período de 1800 a 1938, sendo ampliadas posteriormente por outros(as) astrólogos(as). O atual ciclo é o do Sol, cuja tabela pode ser encontrada em 2014 – Ano de Júpiter.

Em relação ao 1º método, segue o resultado do cálculo do Planeta Regente do Ano, com o tema de Ingresso calculado para São Paulo e Berlin. Note que, como a disposição das Casas Astrológicas (Placidus) é diferente, resulta num regente diferente para cada localidade.

ingressos

Em São Paulo, o Regente do Ano é a Lua; em Berlin, o Sol.

A tabela abaixo apresenta os ciclos para o 2º método:

119_14Como podemos perceber, há várias maneiras de obter o Regente Anual e nenhuma delas pode ser considerada “errada” simplesmente pelo fato de ser “aritmética”. A Estrela dos Magos é a fonte de referência de dois dos métodos acima. E, com relação aos 1º método, localidades de diferentes longitudes terão diferentes regentes, o que pode criar alguma confusão.

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2014 – Ano de Júpiter

Chega o final do ano e, como de praxe, surgem as expectativas sobre o ano seguinte.  2014 é um daqueles anos importantes, com eleição para presidente e Copa do Mundo sendo realizada em nosso país. Nessas horas, a “desacreditada” Astrologia é buscada como fonte de referência. 

Existem dois ciclos que ocorrem simultaneamente, ambos baseados na estrela setenária:ciclos_planetas

O ciclo de 36 anos percorre o sentido da estrela, a partir de Saturno. A influência do planeta regente do ciclo se estende durante todo o período. O ciclo atual se iniciou em 1981 e é regido pelo Sol.
Ao mesmo tempo, há o regente anual, que segue a ordem dos planetas, no sentido horário, iniciando-se com Saturno.

ciclo_solA tabela ao lado mostra o Ciclo do Sol, iniciado em 1981.

Por fim, cada ano se inicia por ocasião do Ingresso do Sol em Áries, que se dá em torno do dia 22/03. Porém, a informação que a maior parte do público espera é relativamente ao ano civil.

O ciclo do Sol se encontra associado à Social Democracia e à Globalização. Mas também aos grandes líderes que compuseram esta página da história: Margareth Thatcher, Ronald Reagan, Mikhail Gorbachev, Yasser Arafat, Shimon Peres, Nelson Mandela e, no Brasil, Fernando Henrique Cardoso. E, da mesma forma como assistimos à ascensão destes líderes, também estamos assistindo ao seu ocaso.

No âmbito pessoal, vemos o culto à beleza e da vaidade, expressando-se através da proliferação do fisiculturismo, das cirurgias estéticas e das mais diversas dietas e tratamentos estéticos.

E é dentro deste ciclo maior que acontece o Ano de Júpiter.

Considerando o ano civil, podemos dividir o período em duas fases:

  • Júpiter em Câncer: Retrógrado até 06/03.
  • Júpiter em Leão: Ingresso em 16/07; Retrógrado a partir de 08/12.

No início de Março, Marte e Saturno também ficarão retrógrados, pouco antes de Júpiter voltar ao movimento direto. Saturno permanecerá retrógrado entre 02/03 e 20/07. Marte permanecerá retrógrado entre 01/03 e 20/05.

Em outras palavras, o 1º semestre apresenta configurações mais difíceis que aquelas existentes no semestre seguinte.

Economia: Baixo nível de crescimento em geral, particularmente na Comunidade Europeia e EUA. A partir de março, o nível de endividamento público tenderá a aumentar; soluções caseiras serão empregadas para superar a crise de falta de recursos e a pressão inflacionária. Câmaras setoriais, entretanto, serão a melhor forma de superar falta de liquidez. No Brasil, ocorrem os mesmos problemas, mas como se trata de ano de eleição, não podemos contar com uma solução à altura do desafio. Em nosso país, acredito ainda numa desaceleração das vendas no comércio (varejo) entre março e junho. Alguma medida de redução de impostos pode ser editada em maio.

Haverá maior competitividade no mercado a partir de agosto. A produção e a venda de armamento deve impulsionar a economia de vários países. Ou seja, podemos contar com a existência de diversos conflitos em várias partes do mundo. O destaque comercial, nesta área, caberá à Rússia. No Brasil, com Júpiter em Leão, os olhares que antes se mantinham fixos na Copa do Mundo, dirigem-se para as eleições presidenciais. Aposto em várias medidas de incentivo e estímulo ao consumo, de nenhum valor efetivo no médio e longo prazo.

Política: Como exposto acima, após a Copa do Mundo, todas as atenções se voltarão para as eleições presidenciais. A minha tendência é concordar com as análises feitas por Maurício Bernis, que aponta para a reeleição da atual presidenta. Outras questões como as denúncias de corrupção, que vem acontecendo em todo o país, deverão ter pouca repercussão no 2º semestre. Na Europa, acredito que o tema será a inclusão de países tradicionais no bloco econômico. Contudo, os papeis de Rússia e China nas políticas internacionais deverá aumentar. A Rússia o fará através da ampliação do competitividade econômica, minando restrições através de acordos bilaterais e, a China, buscando aumentar a sua influência no Pacífico. Os EUA, permanecerão hesitantes e muitas vezes, tardios, em suas a articulações internacionais como mediadores dos vários conflitos regionais que continuarão a existir.

logoEsportes: Todas as atividades esportivas terão destaque e relevância a partir do 2º semestre. Júpiter no signo de Leão favorece todas as modalidades coletivas que tenham grande exposição na mídia, como o futebol, volei, basquete, etc. Igualmente, certos esportes considerados radicais ou de aventura, como rally, enduro, etc, também obterão destaque. Leão é também um signo associado às elites e vaidades, portanto, certas modalidades esportivas de alto custo, como a F1, também acabarão se favorecendo na segunda metade do ano.

Artes: Um estilo conservador e de cores médias será a tônica no 1º semestre. O signo de Câncer se encontra associado às aquarelas e às melodias mais suaves, eventualmente líricas. Mas também proporciona uma volta ao passado e poderá trazer conjuntos musicais tradicionais de todos os estilos. O signo de Leão favorece as artes dramáticas, as orquestras e sinfônicas. Performance de todos os tipos também obterão destaque, particularmente aqueles com boa dose de humor. Devem surgir grandes produções no 2º semestre.

No âmbito da individualidade, a mudança observada será aquela de buscar novos horizontes através de viagens, estudos ou culturas estrangeiras. Para tanto, o conhecimento de outros idiomas poderá ser muito útil quando em contato com pessoas de outras nações. Mas também é o sair do útero, representado pela segurança do lar e da família, para competir no meio exterior. Para muitos, significará deixar para trás a dependência financeira dos pais. Para outros, talvez uma vida mais dinâmica e criativa, movida pela paixão, especialmente no 2º semestre.

Contudo, Leão é o signo do orgulho e da vaidade e o culto à beleza é um dos caminhos possíveis. Ao invés de buscar uma vida top de linha, contenta-se com a sua aparência, mas corre o risco de enfrentar a desilusão da falta de paixão. A propósito, o amor será um tema recorrente durante este período.

jup_sol2O alargamento de seus horizontes se dá através do desejo sincero e muitas vezes, espontâneo, de ligar à como Criação co-criador. A espiritualidade terá uma nota forte durante todo o ano. E se, no 1º semestre, você se contentar em seguir a religião de seus pais, no 2º semestre ansiará por mais glamour e ritual, talvez até menos religioso. Todas as denominações que favorecem o canto alegre, como é o nas igrejas neo pentecostais, verão um aumento no número de seus seguidores. Veja mais em 2014 – Ano de Júpiter e a Renovação Espiritual.

Concluindo, o ano de 2014, regido por Júpiter, é indicado para que você saia de seu próprio casulo e opte por um caminho só seu. Evite se manter sempre no palco: uma boa autoavaliação e exame de consciência evitam maiores transtornos antes de deitar a sua cabeça no travesseiro. Este será um ano de progresso, desde que não se deixe vencer pelo conjunto dos medos e inseguranças surgidas ao longo do 1º semestre.

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