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Samhain e o crepúsculo dos deuses

Há mais significados ocultos sob a mágica festa do Samhain, celebrado geralmente entre 31/10 e 01/11.

Basicamente, assinala o início do ano entre os celtas. Portanto, marca o fim de um ano velho e o início de um novo ano. Diz-se ainda que os véus entre os mundos se aproximam de tal maneira que chegam a se interpenetrar. Isso quer dizer que não existem mais fronteiras entre os mundos. Que mundos são esses?

De uma forma simplista, podemos dizer que se tratam de três mundos:

  • O mundo do Ancestrais (ou dos mortos): acredita-se que as almas dos mortos comunicavam-se com os familiares, inclusive aconselhando-os.
  • O nosso mundo: o que vivemos cotidianamente.
  • O mundo dos Sidhe: representados pelas fadas e duendes que, neste dia, permitiam aos humanos antever o futuro.

Trata-se essencialmente de uma celebração de cunho lunar, ao contrário dos solstícios e equinócios.  Ela se opõe à Beltane, o retorno da Luz fecundada. Ou, à festividade de Wesak, em honra do Senhor da Luz, Gautama. Tanto Beltane como Wesak são igualmente celebrações ou festividades associadas à Lua, e não ao Sol.

Uma rápida pesquisa na web nos permite constatar que outras culturas antigas também tinham as suas festividades em épocas similares e com significado praticamente idênticos. Portanto, pode-se supor que exista um conhecimento ou instrução comum (ou alguém que tenha instruído). Que tal Thot/Hermes/Quetzacoatl?

Para os sumérios, Thot era Ningishzidda, filho de Enki e irmão de Marduk. Enki (Ea/Ptah/Lúcifer) era irmão de Enlil (Ilu/El/Yahveh). Ambos estão no cerne da modificação genética que resultou em nossa humanidade. Enki e Enlil viviam disputando o poder da Terra; o mesmo ocorreu com Thot e Marduk. A disputa entre estes últimos se deu através dos calendários. Thot elaborou calendários lunares e lunissolares; Marduk optou por calendários solares.

Thot é responsável pelos calendários encontrados nos observatórios da Irlanda, Inglaterra, América Central e do Sul. É provável que tenha vivido boa parte de sua vida em Atlântida, para onde se mudou Enki e sua corte, quando os poderes da Terra foram divididos entre os irmãos após a 1ª Guerra dos Deuses.

O calendário tinha o propósito de assinalar as datas de retorno do deuses. As festividades recontavam uma estória sagrada. Não é à toa que o homem foi feito para servir aos deuses. Ao perscrutar o céu, procurava saber quando o deus viria (messianismo), mas também, se havia alguma troca de comando entre os deuses.

Samhain é a festividade de pausa, de intervalo, a noite máxima. Impossível não sentir as suas vibrações na atmosfera do planeta. Tanto a intuição como a loucura se encontram afloradas. É possível profetizar ou embarcar numa jornada sem volta, como Enoch, Jesus e Maria, que ascenderam aos céus.

Samhain é aquela oportunidade anual de olhar para as suas próprias raízes e acender a fagulha divina existente em seu interior, a parcela estelar de seu DNA sobre a qual você ainda não tem controle ou posse. Vá em busca de suas origens (origem tem o mesmo prefixo que Órion, constelação de onde supostamente viemos).

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