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2018, a Copa do Mundo e as Eleições

Confesso estar pouco disposto a escrever sobre “previsões 2018” ou sobre “previsões para os Signos 2018”. A humanidade vive um momento de transição que ainda levará alguns anos. E particularmente no Brasil, basta acompanhar o noticiário para ser tomado pelo pessimismo.

Por outro lado, é preciso lembrar (todos astrólogos o fazem) que as previsões para o ano são obtidas, à princípio, empregando o mapa do ingresso do Sol em Áries, que ocorrerá em 20/03/2018. Este mapa é de fato considerado o mapa do “Ano Novo Astrológico”, aquele que dispõe sobre os temas e o tom do ano em curso até o próximo ingresso, no ano seguinte.

Uma das principais características do ano de 2018 é que todos os Astros ficarão retrógrados, inclusive Marte e Vênus. Ocorrerão três eclipses solares, nenhum deles visível no Brasil, embora mereça alguma atenção aquele que ocorre em 11/08/2018, visível sobre o nordeste da Ásia (China, Mongólia…) ao norte da Europa (Suécia, Finlândia, Noruega…) até a Groelândia, uma vez que forma conjunção partil com Vênus do mapa da Independência do Brasil.

Este Astro (Vênus) teve participação importante nos eventos recentes de nosso país, especialmente na Era Temer, além de estar conjunto ao nefasto Nodo Lunar Sul (Cauda do Dragão).

Júpiter e Saturno vibram no tom de uma semiquadratura minguante, aspecto que não é considerado na Astrologia Tradicional, embora seja de grande importância como indicadora da “eletricidade” compartilhada por dois Astros. Trata-se de um aspecto moderadamente tenso, que prepara o terreno para a conjunção que se aproxima (ocorre em dezembro de 2020).

Portanto, dos tópicos acima listados, não dá mesmo para esperar nenhum evento de proporções midiáticas, impactante a ponto de ser tomado como fator de mudança de uma era ou de uma geração. O fato é que, como um todo, 2018 será um ano morno até o início de novembro, quando Júpiter ingressa em Sagitário. Como Saturno já se encontra em Caprícórnio, nos dois últimos meses do ano teremos estes dois Astros superiores domiciliados, embora sem manterem relação entre si.

As retrogradações destes dois Astros ocorrem todos os anos e novamente se superpõem parcialmente, em razão de sua proximidade zodiacal. Porém, a retrogradação de Marte acrescenta um tempero adicional ao período entre o final de junho e o final de agosto. Júpiter retoma ao movimento direto cerca de uma semana após o início da retrogradação de Marte, que por sua vez, retoma ao movimento direto uma semana antes de Saturno.

Há uma retrogradação de Mercúrio nesta mesma época, ocorrendo entre 26/07 e 19/08, formando três conjunções justamente com a Vênus que citei acima, do mapa da Independência do Brasil. Este será o período mais confuso do ano e com reflexos em nossa atividade produtiva (indústrias) e nos esportes.  É provável que se estenda ainda para o setor de serviços, particularmente aquele voltado para o turismo de negócios.

E Vênus retrograda em Escorpião/Libra entre 05/10 e 19/11. Ou seja, exatamente no período correspondente às eleições gerais no Brasil, para todos os cargos do executivo e do legislativo. Se você estiver contando com alguma limpeza ou renovação dos quadros políticos, a expectativa, com este movimento de Vênus, é que teremos mais do mesmo, particularmente no legislativo.

brasil 2018

Há a Copa do Mundo, entre 14/06 e 15/07, na Rússia. Este evento está compreendido entre duas conjunções entre Marte e Saturno, ambos em Capricórnio: a 1ª conjunção ocorre em 08/06, com Marte direto e Saturno retrógrado; a 2ª conjunção ocorre em 28/07, com ambos retrógrados. Vênus formará uma conjunção com Vênus do mapa natal da Independência do Brasil em 29/06. Júpiter estará na órbita de um sextil com o Sol do mapa natal da Independência do Brasil.

Acredito que a seleção brasileira passará facilmente pela 1ª fase. A partir da 2ª fase, os adversários tornarão o caminho para a conquista da Copa mais difícil. De qualquer modo, veremos uma equipe onde a colaboração, a cooperação e o entrosamento produzem os resultados (gols). Apesar de realizar um bom trabalho, é pouco provável que esta equipe seja campeã (deve chegar em 2º ou 3º lugar).

Qualquer que seja o resultado da Copa, será uma época (antes e depois, como de costume) em que os problemas do país serão temporariamente deixados de lado, o que não é novidade.

Aí é hora de pensar nas eleições. E a primeira pergunta é se Lula será candidato. O julgamento de Lula em 2ª instância será ainda no 1º semestre e pode torná-lo inelegível. Há um período crítico e decisivo com relação às suas pretensões ocorrendo após o Carnaval, em fevereiro. Este julgamento deve ocorrer nos últimos dias de abril ou nos primeiríssimos dias de maio e, mesmo que não seja preso, deve ser tornado inelegível, ficando fora da disputa (ao menos num 1º momento).

Lembra-se daquele período em que ocorrem várias retrogradações? Pois é, entre outras coisas pode indicar alguma comoção popular, bem como, as tentativas da defesa do ex-presidente em invalidar ou desqualificar o julgamento… aí vem a Copa… e muitas coisas acontecerão nos bastidores…

Bem… e quem ganha as eleições? Já existe uma lista de possíveis candidatos e outros ainda podem surgir. Portanto, o mais adequado é tentar descrever o perfil daquele que tomará posse. Tenho até o meu palpite, para não dizer que faço proselitismo.

Para obter a informação de quem subirá a rampa do Palácio do Planalto, uso o mapa da posse. Combinando com as Direções Secundárias de Arco Solar do mapa da Independência do Brasil e seu mapa natal, chega-se a uma tônica de Saturno. Portanto, o próximo presidente eleger-se-á a partir de uma plataforma de austeridade econômica, retorno aos fundamentos da economia, É bastante provável que se mostre bem identificado com os problemas do país, bem como, com o funcionamento do Congresso. Durante a campanha eleitoral, terá de lidar com suspeição, embora nada seja efetivamente provado a seu respeito (e nada surgirá depois).

O que irá lhe assegurar a vitória será a sua capacidade de se comunicar com as bases populares, sem exatamente se tratar de um candidato populista. Em outras palavras, saberá dizer o que os outros querem ouvir. Sua campanha iniciar-se-á por meio de palestras a empresários do país e coalização com os governadores dos Estados. Antes de assumir, deve articular com os líderes partidários e iniciará seu mandato com um voto de confiança do de deputados e senadores.

Se eu estiver certo com respeito ao candidato vencedor, será durante o seu mandato que veremos, após cerca de dois anos (um ciclo de Marte) o Brasil voltar a crescer, baseado tanto na confiança interna em razão da austeridade e respeito às regras, como também, ao estímulo às exportações (que tanto interessa à indústria, agronegócio e mineração).

De toda forma, o ano de 2018, apesar de morno, será um ano de esperança, de sonhos e de expectativas. Embora a Câmara e o Senado pareçam andar um na contramão do outro, os sinais de recuperação da credibilidade virão da Câmara baixa e não da alta.

Outras áreas de interesse:

Cultura: Surge um novo estilo musical ou de dança, que logo vira modismo. A cultura popular tem projeção na mídia, graças à curadores ou campanhas através de organizações com capacidade de penetração. Mostras fotográficas com temas históricos devem percorrer algumas capitais do Brasil.

Educação: Apesar do marco regulatório proposto e aprovado no final de 2017, ainda persiste a evasão no período do ensino fundamental. Ocorrerão quedas de braço entre a justiça trabalhista e as universidades “fast food”, que contam com capital estrangeiro. Melhor para as universidades…

Esportes: Destaque para o atletismo e muita esperança no futebol. Porém, os destaques ocorrem nos esportes individuais e não nos coletivos, muito mais em função de um talento do que em razão do desenvolvimento técnico. Os esportes de luta, como boxe, judô, etc… devem receber premiações.

Religião: Apesar de sermos um país laico, as bancadas religiosas (especialmente as articuladas  bancadas evangélicas) terão algum revés na justiça, em razão de problemas legais de alguns líderes em países do exterior. Não custa recordar que os líderes de duas grandes igrejas evangélicas são investigados nos EUA (entrada ilícita de valores, evasão de divisas e sonegação fiscal).

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E o gás passa pela Ucrânia

A situação da Ucrânia, seja como povo ou como nação, é mais complexa do que aparenta. A Europa e, especialmente a Alemanha, empenharam-se em mudar as suas matrizes energéticas, particularmente após o desastre de Fukushima. Atualmente, o gás russo que atravessa a Ucrânia é responsável por cerca de 36% do que é consumido na Alemanha. A Ucrânia atualmente é um país dividido: a oeste do Dnieper, seus habitantes são de fato ucranianos e pró-Europa; a leste, a população é eminentemente russa e pró-Moscou. A população ucraniana corresponde a cerca de 87% e sua economia é agrícola. Mas é no lado russo que se encontram indústrias.

Em outra postagem, escrevi um resumo (resumidíssimo) das origens e história da Ucrânia. Ao final, apresento através de dois links, as verdadeiras razões existentes por trás do conflito com Moscou. Há séculos de problemas entre os dois países, a Rússia sempre como colonizadora e exploradora da Ucrânia.

Para esta breve análise, estudei dois possíveis mapas da Ucrânia, encontrados em www.astrologyweekly.com. Há o mapa da independência, após o colapso da URSS em 1991 e, um outro mapa, quando a Ucrânia se tornou independente pela 1ª vez em 1918. Após estudar a história e a identidade da nação, embora não considere um mapa perfeito, é o que julguei o mais representativo da Ucrânia. Há uma ligação entre ambos, que se faz por meio da estrela Altair, em 01º de Aquário. No mapa de 1918, é o Sol que se encontra neste grau; no mapa de 1991, é Saturno que ocupa esta posição.  É uma estrela que indica honra através de conflitos ou guerras, embora possa estar associada à morte através de venenos.

ucrania 1918O mapa de 1918 tem Gêmeos no Ascendente, tipicamente um signo de passagem, bem próprio da história da Ucrânia. Encontra-se enquadrado por Júpiter e Lua, retratando a divisão a Leste e a Oeste do Dnieper. O Ascendente representa a identidade da nação e está diretamente relacionado ao seu povo. A exportação (ou exploração) de suas riquezas por outras nações está representado por Saturno em mutua recepção com o Sol e governando Mercúrio (regente do Ascendente). Mas também por Júpiter governando a Casa VII (inimigos da nação). Vênus se encontra igualmente à disposição de Saturno e corresponde à elite cultural  (músicos, escritores e poetas que tentaram reavivar a nacionalidade ucraniana) assassinada pelos russos. A mútua recepção entre o Sol e Saturno, na Casa IV, mostra ainda um povo refém de uma nação estrangeira ou de uma federação (Aquário).

Este mapa responde ainda às Direções Primárias (Casas de Campanus, Direções Zodiacais através dos semi-arcos de Placidus, chave de Kepler) e aos trânsitos e Eclipses, com pequenas variações, aos eventos marcantes da história da Ucrânia. Utilizei especialmente os eventos da Era Stalin e aqueles que decorreram depois da desintegração da URSS.

Empregando os mesmos métodos, há fortes indicações de beligerância ocorrendo em 2006 e 2009, correspondendo à Crise do Gás. Novamente em 2012 e 2013, apontando a instabilidade política e as manifestações recentes.

Gosto de usar Arco Solar com mapas de nações e neste momento, Marte forma uma conjunção com Mercúrio (regente do Ascendente) que indica que a identidade da nação está sendo enfrentada. Porém, Marte se encontra na Casa VI do Tema Natal da Ucrânia, o que quer dizer que o é a indústria do país que está sendo “defendida” através dos militares estrangeiros (russos), indústria esta que se encontra justamente na parte russa da Ucrânia. O Sol (Arco Solar) forma um trígono com este mesmo Mercúrio, tornando praticamente nulas as possibilidades de um conflito armado.

Há uma estreita relação entre os mapas da Ucrânia e da Alemanha (mapa da Proclamação de William I, em 1871) e este é o mapa que de fato deve ser investigado. Marte progredido forma um trígono com o Sol, de Virgem para Capricórnio, um bom indicador para a mediação da crise para preservar o funcionamento das próprias indústrias. Nas Direções Primárias, há uma quadratura entre o MC e Saturno, na Casa VII Natal, casas dos adversários e dos inimigos.

Saturno é um planeta que pode representar a Rússia, país que graças ao frio, derrotou Napoleão e Hitler. Encontra-se destacado nos dois mapas apontados. Lembrando que as relações entre a Alemanha e a Rússia, ao longo da história, sempre foram ambíguas, movidas por interesses específicos. No casos atual, trata-se do fornecimento do gás.

Conclusão:

Não há nenhum indicador de conflitos envolvendo a Ucrânia ou prejudicando o fornecimento de gás à Alemanha. Historicamente, a Ucrânia sempre foi uma região de passagem com um povo explorado e espoliado por algum país líder. Atual instabilidade política tem como pano de fundo as consequências resultantes da Crise do Gás, em 2006 e 20o9. Antes de defender interesses territoriais, a Russia defende interesses da Gazprom, sua empresa produtora de gás. É muito provável que a Rússia consiga algum reajuste após a redução das tensões. Nada do que está acontecendo na região diz respeito aos EUA. Em vista de tudo isso, Putin se encontra muito confortável em tomar a Crimeia e o a Ucrânia Oriental.

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