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Retrospectiva 2016/Expectativas 2017

Tenho acompanhado os acontecimentos deste segundo semestre de 2016 com as mesmas expectativas (acredito) que a maioria das pessoas. Entretanto, como venho dizendo em conversas informais, os problemas que o mundo (e não apenas o Brasil) enfrenta atualmente não surgiram de uma hora para outra e, da mesma forma, não irão se resolver rapidamente como que por um passe de mágica.

2017

Os mesmos desafios e tendências que verificamos em nosso país também ocorrem em outros locais de nosso planeta, mas com direcionamentos diferentes em razão das culturas e histórias dos países ou regiões.

Isso sem contar na foice ceifadeira que levou um monte de gente bacana este ano…

A radicalização é um desses temas comuns, com aspectos e desdobramentos muito similares:

O Mundo

  • No Oriente Médio, há a guerra civil da Síria e o Estado Islâmico são os mais conhecidos, porque rondam a mídia como pano de fundo dos atos terroristas na Europa. Mas é bom recordar a fragmentação que os demais países muçulmanos sofreram nos últimos anos (Líbia, Iraque, Iêmen, Egito…) que permanecem à disposição de qualquer liderança populista. Nestes casos é bom lembrar que numa mesmo nação podem existir vários povos, como é o caso da Turquia, por exemplo.
  • O caso dos países da África Central é parecido com o caso do Afeganistão e Paquistão, onde a miséria extrema abriu espaço para milícias e lideranças populares, com um povo tentando subjugar ao outro.
  • A Europa está assolada de problemas, após o BREXIT, outras nações já se manifestaram a favor de sair do bloco, a partir de um sentimento nacionalista cada vez mais forte. A invasão dos refugiados reforçou este sentimento e aguçou a xenofobia, que não é novidade deste período. A Bulgária fechou as suas fronteiras, a Áustria reforçou a segurança e apertou as restrições à entrada de imigrantes. França, Inglaterra, Bélgica e Noruega já declararam que não os querem. Espanha e Itália ainda lidam com um elevado número de desempregados. A Alemanha ainda não conseguiu reintegrar a Alemanha Oriental por completo. O PIB Europeu encolheu significativamente. Os movimentos conservadores têm crescido em razão do nacionalismo e de seu apelo popular.

mundo2017Todos os assuntos acima citados se agravaram a partir do trânsito de Saturno (pouco à vontade e por isso, ditatorial) no Signo de Sagitário.

  • Nos EUA, nos oito anos que presidiu o país, Barack Obama obteve relativo sucesso em restabelecer o crescimento econômico e os empregos, bem como, distanciar-se dos conflitos militares em outras regiões do globo. Exerceu a sua autoridade como presidente da nação mais importante do planeta evitando intervenções diretas e mortes de americanos. Contudo, Donald Trump se elegeu graças ao forte apelo populista e uma campanha baseada em promessas de 140 caracteres. Alguns o veem com apreensão.

Tanto na Europa como nos EUA, há mecanismos reguladores extremamente restritivos. Na Europa, o excesso de regulação (burocracia) é responsável por toda sorte de atrasos no processo de tomada de decisões que deveriam ser tomadas em poucas horas. Nos EUA, tudo isso é mais ágil e, portanto, mais eficiente, o que não dá tanto espaço ou margem para que um presidente faça o que lhe der na telha.

  • Na América Latina, ainda persistem alguns governos de cunho populista, como até bem pouco tempo era o caso inclusive do Brasil. Por sinal, somos o país com o mais moderno sistema jurídico no mundo, o que não parece ser uma vantagem, como vimos recentemente…

O Brasil

O maior problema do Brasil é a ineficiência. A corrupção pode ser enquadrada nesta ineficiência, uma vez que os mecanismos reguladores dos contratos e das transações comerciais não foram capazes de (ou não quiseram) detectar o dinheiro que se esvaía para outros destinos que não aqueles de interesse público.

A corrupção pode ser comparada como uma rede de abastecimento de água tratada que deveria chegar a todos os destinos com pressão suficiente… Mas como foram feitos gatos e há vazamentos logo na saída da estação de tratamento, o volume e pressão da água entregue é diferente daquele que saiu inicialmente. Portanto, a água que retorna para ser tratada, será igualmente menor, ocasionando um déficit de armazenamento…

Alguns países, como a Dinamarca, extinguiram o dinheiro de papel em 2016 para ter maior controle sobre a circulação de divisas e tentar estancar estes “vazamentos”, que também ocorrem por lá e em outros países do 1º Mundo.

Como o dinheiro que deveria retornar sob a forma de serviços era inferior ao que realmente foi pago, começou a faltar dinheiro em toda a cadeia… O primeiro passo é o desemprego e com ele, a diminuição do poder aquisitivo, que prejudica inicialmente o comércio e depois a indústria e pronto, está armado o círculo vicioso que todos conhecemos.

br2017

Em nosso país, a cultura do superfaturamento é um problema cultural, que ocorre desde os tempos do Brasil-Colônia…

A ineficiência vem acompanhada de um outro problema global: a falta de ética, numa época em que vivemos um mundo de aparências pautado pelo “politicamente correto” que, neste período de Júpiter em Libra transformou o mimimi numa arte…

Bom moço

Existem, porém, os aspectos positivos desta relação entre Saturno em Sagitário e Júpiter em Libra. Casos de violência doméstica, estupros, homofobia e xenofobia sempre existiram desde tempos remotos, mas agora saíram de sob o tapete e entram em nossos lares casa através dos noticiários, sendo discutidos inclusive nas escolas. Tornados crime, suas ocorrências são denunciadas e as pessoas que cometeram tal ato, condenadas e presas.

Expectativas

Durante o ano de 2017, Saturno transitará no Signo de Sagitário até meados de Dezembro, quando ingressa em Capricórnio; e Júpiter, no Signo de Libra, até meados de Outubro, ingressando no Signo de Escorpião. Durante todo o ano, Júpiter estará na Via Combusta. Estes dois Astros formarão um sextil ao final de Agosto, quando Saturno retoma o movimento direto. Trata-se do último contato entre os dois astros, antes de formarem a conjunção, em Aquário, ao final de Dezembro de 2020.

A colega Barbara Abramo afirmou em sua página pessoal (14/12/2016) que “o navio Brasil vai encontrar o seu prumo apenas em 2020”. Pelo que descrevi acima, devemos ter boas expectativas para o nosso país apenas a partir do início de 2021. Aí você irá me perguntar: conseguiremos sobreviver até lá? Sim!!! Com certeza!!!

Mas não dá para pensar que todos os problemas que elenquei anteriormente sejam solucionados, com esta configuração entre os dois astros regentes dos acontecimentos sociais, econômicos e culturais. Com Saturno em Sagitário ainda teremos notícias de atentados, de miseráveis fugindo de seus países e buscando melhor sorte em outros países, além das fronteiras… Com Júpiter em Libra, haverá muitas discussões políticas, marcos regulatórios, protocolos, mas nenhuma decisão concreta que corrija o que está errado.

Ao mesmo tempo que ocorre um vazio de lideranças, há também um empobrecimento do pensamento e das reflexões (limitadas a 140 caracteres, será que me leu até aqui?). É um campo fértil para todos os tipos de movimentos populares baseados em slogams sem qualquer probabilidade de se tornarem realidade (as campanhas das utopias sociais são realizadas através do Signo de Sagitário).

Com relação aos EUA, os mecanismos regulatórios (Constituição, Senado, etc.) são suficientemente eficientes para evitar desastres e catástrofes provocadas por algum desorientado. Quanto à perda de importância dos EUA no cenário global, isto já ocorreu a partir da Era Obama, pois teve de primeiro arrumar a casa antes de tentar cuidar dos quintais dos vizinhos.

Brasil 2017

Os temas que se seguem serão melhor desenvolvidos em artigos futuros. Nos tópicos abaixo pretendo apenas responder ás questões mais importantes para o nosso país no ano de 2017.

  • A chapa Dilma-Temer será cassada pelo TSE? Há um período extremamente crítico em torno de 11/05/2017, época em que o risco de enfrentar problemas que levem à sua cassação é grande. Contudo, não existe nenhuma indicação particular no mapa de Dilma Rousseff. Assim, é mais provável que Temer esteja recebendo duras críticas e lidando com acusações graves, sem que seja cassado, cumprindo o seu mandato até o final.
  • As investigações de corrupção irão continuar? Sim, sem dúvida, mas de uma forma mais branda, uma vez que já obtiveram muito material que precisa ser analisado. Deverá entrar em nova fase a partir de meados de Outubro, quando Júpiter ingressar em Escorpião.
  • Lula será preso? Escrevi um artigo sobre esse tema e continuo achando pouco provável. Lambuzou-se com as oportunidades que teve acesso. Terá um período complicado quase na mesma época que Temer, em torno de 12/05/2015. Pessoalmente, acredito que o ex-presidente era apenas uma importante figura de fachada, uma espécie de fiador do esquema arquitetado e administrado pelas empreiteiras, de um lado e, José Dirceu e Antonio Palocci, do outro. Estes sim, com inteligência, sagacidade e perspicácia para um esquema desta dimensão.
  • A economia voltará aos trilhos? Não. No 1º semestre, particularmente entre os meses de Março e Junho, ainda veremos mais desemprego, dificuldades com arrecadação e inadimplência generalizada. A construção civil é um dos setores que já se encontra prejudicado e é o que mais deve sofrer neste período. Nesta época surge ainda a tendência inflacionária em razão da elevação dos serviços públicos. Apenas depois das eleições e graças à definição do presidente seguinte é que haverá perspectivas da economia voltar a crescer. Este tema será melhor desenvolvido em um artigo futuro.
  • Como fica a crise ética na política? Até Outubro, ainda teremos de lidar com abusos e absurdos. Porém, neste período, começa-se a se desenhar o cenário para as eleições de 2018. É bastante provável que os candidatos de maior destaque não sejam políticos de carreira. Porém, neste mês, em razão das investigações de corrupção, vários políticos terão de deixar os seus cargos, sendo substituídos por seus suplentes, alguns deles, inexpressivos, o que não quer dizer incapazes. Esta renovação trará um novo perfil, cujas consequências deverão influenciar na corrida presidencial do ano seguinte. Entretanto, em ano de Júpiter em Libra, deve-se esperar muitas tentativas de obter acordos, conversas de bastidores, mimimi que não leva a lugar nenhum. Este é mais um fator de estagnação para o país. Este tema também será melhor desenvolvido em um artigo futuro.

Conclusão

Em resumo, em 2017, lidaremos com os mesmos problemas que enfrentamos no 2º semestre de 2016.

Em nosso país, a curva do desemprego deve se estabilizar, ainda sem uma retomada. A ineficiência ainda será o maior problema. No mundo, também teremos de lidar com as mesmas questões (violência generalizada, terrorismo, diminuição do PIB e da renda per capita). Apesar de não ocorrer nenhum milagre, 2017 será mais tranquilo sob a perspectiva jurídica. Mas ainda não é o ano das soluções e dos resultados.

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2014 – Ano de Júpiter

Chega o final do ano e, como de praxe, surgem as expectativas sobre o ano seguinte.  2014 é um daqueles anos importantes, com eleição para presidente e Copa do Mundo sendo realizada em nosso país. Nessas horas, a “desacreditada” Astrologia é buscada como fonte de referência. 

Existem dois ciclos que ocorrem simultaneamente, ambos baseados na estrela setenária:ciclos_planetas

O ciclo de 36 anos percorre o sentido da estrela, a partir de Saturno. A influência do planeta regente do ciclo se estende durante todo o período. O ciclo atual se iniciou em 1981 e é regido pelo Sol.
Ao mesmo tempo, há o regente anual, que segue a ordem dos planetas, no sentido horário, iniciando-se com Saturno.

ciclo_solA tabela ao lado mostra o Ciclo do Sol, iniciado em 1981.

Por fim, cada ano se inicia por ocasião do Ingresso do Sol em Áries, que se dá em torno do dia 22/03. Porém, a informação que a maior parte do público espera é relativamente ao ano civil.

O ciclo do Sol se encontra associado à Social Democracia e à Globalização. Mas também aos grandes líderes que compuseram esta página da história: Margareth Thatcher, Ronald Reagan, Mikhail Gorbachev, Yasser Arafat, Shimon Peres, Nelson Mandela e, no Brasil, Fernando Henrique Cardoso. E, da mesma forma como assistimos à ascensão destes líderes, também estamos assistindo ao seu ocaso.

No âmbito pessoal, vemos o culto à beleza e da vaidade, expressando-se através da proliferação do fisiculturismo, das cirurgias estéticas e das mais diversas dietas e tratamentos estéticos.

E é dentro deste ciclo maior que acontece o Ano de Júpiter.

Considerando o ano civil, podemos dividir o período em duas fases:

  • Júpiter em Câncer: Retrógrado até 06/03.
  • Júpiter em Leão: Ingresso em 16/07; Retrógrado a partir de 08/12.

No início de Março, Marte e Saturno também ficarão retrógrados, pouco antes de Júpiter voltar ao movimento direto. Saturno permanecerá retrógrado entre 02/03 e 20/07. Marte permanecerá retrógrado entre 01/03 e 20/05.

Em outras palavras, o 1º semestre apresenta configurações mais difíceis que aquelas existentes no semestre seguinte.

Economia: Baixo nível de crescimento em geral, particularmente na Comunidade Europeia e EUA. A partir de março, o nível de endividamento público tenderá a aumentar; soluções caseiras serão empregadas para superar a crise de falta de recursos e a pressão inflacionária. Câmaras setoriais, entretanto, serão a melhor forma de superar falta de liquidez. No Brasil, ocorrem os mesmos problemas, mas como se trata de ano de eleição, não podemos contar com uma solução à altura do desafio. Em nosso país, acredito ainda numa desaceleração das vendas no comércio (varejo) entre março e junho. Alguma medida de redução de impostos pode ser editada em maio.

Haverá maior competitividade no mercado a partir de agosto. A produção e a venda de armamento deve impulsionar a economia de vários países. Ou seja, podemos contar com a existência de diversos conflitos em várias partes do mundo. O destaque comercial, nesta área, caberá à Rússia. No Brasil, com Júpiter em Leão, os olhares que antes se mantinham fixos na Copa do Mundo, dirigem-se para as eleições presidenciais. Aposto em várias medidas de incentivo e estímulo ao consumo, de nenhum valor efetivo no médio e longo prazo.

Política: Como exposto acima, após a Copa do Mundo, todas as atenções se voltarão para as eleições presidenciais. A minha tendência é concordar com as análises feitas por Maurício Bernis, que aponta para a reeleição da atual presidenta. Outras questões como as denúncias de corrupção, que vem acontecendo em todo o país, deverão ter pouca repercussão no 2º semestre. Na Europa, acredito que o tema será a inclusão de países tradicionais no bloco econômico. Contudo, os papeis de Rússia e China nas políticas internacionais deverá aumentar. A Rússia o fará através da ampliação do competitividade econômica, minando restrições através de acordos bilaterais e, a China, buscando aumentar a sua influência no Pacífico. Os EUA, permanecerão hesitantes e muitas vezes, tardios, em suas a articulações internacionais como mediadores dos vários conflitos regionais que continuarão a existir.

logoEsportes: Todas as atividades esportivas terão destaque e relevância a partir do 2º semestre. Júpiter no signo de Leão favorece todas as modalidades coletivas que tenham grande exposição na mídia, como o futebol, volei, basquete, etc. Igualmente, certos esportes considerados radicais ou de aventura, como rally, enduro, etc, também obterão destaque. Leão é também um signo associado às elites e vaidades, portanto, certas modalidades esportivas de alto custo, como a F1, também acabarão se favorecendo na segunda metade do ano.

Artes: Um estilo conservador e de cores médias será a tônica no 1º semestre. O signo de Câncer se encontra associado às aquarelas e às melodias mais suaves, eventualmente líricas. Mas também proporciona uma volta ao passado e poderá trazer conjuntos musicais tradicionais de todos os estilos. O signo de Leão favorece as artes dramáticas, as orquestras e sinfônicas. Performance de todos os tipos também obterão destaque, particularmente aqueles com boa dose de humor. Devem surgir grandes produções no 2º semestre.

No âmbito da individualidade, a mudança observada será aquela de buscar novos horizontes através de viagens, estudos ou culturas estrangeiras. Para tanto, o conhecimento de outros idiomas poderá ser muito útil quando em contato com pessoas de outras nações. Mas também é o sair do útero, representado pela segurança do lar e da família, para competir no meio exterior. Para muitos, significará deixar para trás a dependência financeira dos pais. Para outros, talvez uma vida mais dinâmica e criativa, movida pela paixão, especialmente no 2º semestre.

Contudo, Leão é o signo do orgulho e da vaidade e o culto à beleza é um dos caminhos possíveis. Ao invés de buscar uma vida top de linha, contenta-se com a sua aparência, mas corre o risco de enfrentar a desilusão da falta de paixão. A propósito, o amor será um tema recorrente durante este período.

jup_sol2O alargamento de seus horizontes se dá através do desejo sincero e muitas vezes, espontâneo, de ligar à como Criação co-criador. A espiritualidade terá uma nota forte durante todo o ano. E se, no 1º semestre, você se contentar em seguir a religião de seus pais, no 2º semestre ansiará por mais glamour e ritual, talvez até menos religioso. Todas as denominações que favorecem o canto alegre, como é o nas igrejas neo pentecostais, verão um aumento no número de seus seguidores. Veja mais em 2014 – Ano de Júpiter e a Renovação Espiritual.

Concluindo, o ano de 2014, regido por Júpiter, é indicado para que você saia de seu próprio casulo e opte por um caminho só seu. Evite se manter sempre no palco: uma boa autoavaliação e exame de consciência evitam maiores transtornos antes de deitar a sua cabeça no travesseiro. Este será um ano de progresso, desde que não se deixe vencer pelo conjunto dos medos e inseguranças surgidas ao longo do 1º semestre.

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