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Páscoa, Lua Cheia, Equinócio e outros bichos

A época da Páscoa cristã coincide geralmente com a primeira Lua Cheia após o Equinócio de Outono, no Hemisfério Sul (Primavera, no Hemisfério Norte).

Trata-se de uma celebração importada do calendário judaico. Porém, antes de celebrar a fuga dos judeus do Egito, tinha suas origens no calendário agrícola, razão pela qual era também encontrada em outros povos e culturas.

Sua origem é talvez ainda mais antiga do que se possa supor e assinala a divisão das Luzes, representada pelo Sol e pela Lua, quando os deuses brigavam pela supremacia em nosso planeta. De um lado, Thot, o deus lunar, astrônomo de formação, defendendo o calendário lunar; do outro lado, encontramos Marduk, defendendo o calendário solar. Thot era o herdeiro por direito, porém, Marduk, graças a artimanhas e seu forte espírito belicoso, alcançou o domínio do planeta. Thot, entretanto, foi o instrutor de diversas culturas e povos da Antiguidade, registrando nos observatórios e outras obras arquitetônicas espalhadas no planeta o acerto de sua opção. Na verdade, tratava-se de um calendário soli-lunar, nunca compreendido por Marduk.

A Lua Cheia da Páscoa ocorre com o Sol em Áries e a Lua em Libra, ambos próximos dos pontos equinociais e estabelecendo uma relação de contra-antiscia (antipatia, discórdia, divergência). Vindo logo após a celebração da Primavera (no Hemisfério Norte), correspondia ao dia em que os raios do Sol começavam de fato a irradiar o seu calor, sendo a origem da exaltação deste Luminar.

senso

Se para os cristãos se trata da celebração do milagre da ressurreição, para os judeus, a libertação do jugo egípcio (e seu aparente politeísmo), para os povos que viviam no campo correspondia à data em que começa um novo ciclo de fertilidade de fato.

Em tempos mais antigos, acredito que o significado desta combinação entre as Luzes era ainda mais profundo, assinalando a divisão da compreensão e do conhecimento sagrados, particularmente se associado a um eclipse lunar. Esta divisão poderia provocar confusão e equívocos, julgamentos e avaliações incorretas.

Em virtude da posição zodiacal, há ainda uma questão energética e os dias em torno da data desta Lua Cheia costumam ter uma vibração difusa e dispersa, que reforçam as indicações acima. Com uma tônica voltada para a antipatia, estimula e sugere o recolhimento interior e a reflexão, ao invés da relação e da troca.

Conclusão

A origem dos calendários está na relação entre o Sol e a Lua e no entendimento do movimento destes astros como eram vistos da Terra. As religiões apropriaram-se dos calendários, adaptando-os às suas liturgias. Em outras ocasiões, foram adaptados simplesmente para satisfazer caprichos dos governantes. Desta maneira, as referências simbólicas originais se perderam ao longo do tempo, na medida em que a humanidade se urbanizou e distanciou-se de suas conexões com a Natureza e o meio que a cerca.

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