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O Velho no Pântano

Acabou a brincadeira. Com o ingresso de Saturno no signo de Escorpião, chegou a hora de levar a vida e principalmente os problemas de um modo mais maduro, consistente e seguro. Em outras palavras, não dá mais para varrer a sujeira para debaixo do tapete.

Saturno é um astro frio e seco, ou seja, contrai, atrapalha, cria dificuldades, atrasos e obstáculos para tornar a sua, a minha e a nossa vida mais difíceis. Sua natureza tende ao isolamento e à melancolia, com uma nota malévola. Já Escorpião, é um signo feminino, fixo, frio e úmido, que igualmente se contrai, embora forme laços. A natureza deste signo é atrair, reter e contrair. Governado por Marte, Saturno sente-se parcialmente confortável neste signo em razão do frio que compartilham.

O simples fato de Marte e Saturno serem maléficos não assegura que sejam amistosos entre si. Ambos tem diferenças que caracterizam as suas atuações de maneira autônoma.

A imagem que melhor descreve o trânsito de Saturno em Escorpião é a de um velho andando num pântano, lentamente e com dificuldade.

O papel de Saturno é construir a partir das estruturas e, para isso, ele costuma destruir o que já perdeu o seu valor. Este astro governa a morte e tudo o que estiver a ela relacionada (esqueleto, restos mortais, cinzas, cemitérios, memoriais, epitáfio).

Já Escorpião, é o signo da verdade nua e crua a qualquer preço. Portanto, associado a todos os tipos de investigações que revolvem todas as possibilidades.

Assim, Saturno em Escorpião tem uma natureza fertilizante na medida em que revolve a terra para uma semeadura futura. Porém, neste processo, muita podridão acabará ficando exposta à superfície.

Se o Sol representa o presidente, Saturno é o juiz que estabelece os seus limites bem como, as regras da sociedade. Consciente de sua própria fraqueza, o Escorpião age a partir das sombras, com discrição e pronto para atacar (ou se defender) com o seu veneno na cauda. Há uma confrontação de poderes, uma vez que Saturno representa um poder visível, estabelecido, natural; enquanto que o poder exercido pelo veneno do Escorpião é sub-reptício e muitas vezes traiçoeiro.

Portanto, é hora de uma limpeza profunda em sua vida, de remover o lixo que se encontra escondido sob a geladeira ou atrás dos armários. Terá de encarar os ressentimentos de seu passado de tal modo a abandoná-los definitivamente para não sucumbir aos remorsos que virão, caso os deixe onde estão.

Trata-se ainda de uma limpeza ética, onde os valores da sociedade serão limados e retificados através da aplicação da Lei. Contudo, há o risco dos excessos próprios da natureza deste signo sem meias medidas. Este não é um astro de conflitos ou guerras, mas de suas causas, na medida em que tenderá a destacar o que há de verdadeiro ou real tanto na economia como nos aspectos sociais. A tendência é de um maior controle do Estado através das Agências Reguladoras.

O Ingresso de Saturno em Escorpião se dá em 05/10/2012.

1ª retrogradação: 18/02 a 08/07/2013 (1ª Estação em 15/10/2013), nos termos de Júpiter.

Tempo de pragmatismo e de fazer o dever de casa retomando modelos já conhecidos. Esta configuração lida claramente com questões de economia. Se ainda não colocou as suas contas em ordem, negocie com os seus credores. Você notará que as instituições financeiras estarão mais interessadas em receber do que você em pagar. Há uma forte tendência ao regionalismo econômico e ao protecionismo em geral. Os marcos regulatórios da economia são ajustados para a realidade de um cenário pessimista.

Trígono com Júpiter retrógrado: 12/2013.

O Natal não será tão próspero quanto foi em outros anos. Porém, as instituições financeiras se mostram fortes o bastante para sustentar uma tempestade de pessimismo vinda de vários setores da sociedade. Há uma aposta de que as dificuldades são temporárias e passageiras. Boas oportunidades para o empreendedorismo e os negócios familiares.

2ª retrogradação: 02/03 a 20/07/2014 (1ª Estação em 28/10/2014), nos termos de Vênus e Júpiter.

Com pouco dinheiro circulando, o Estado intervirá na economia para que torne a entrar nos trilhos. O comércio, em escala mundial não consegue gerar os recursos necessários para movimentar a indústria. É o setor público que sustenta a economia neste período. Como já ocorreu em tempos de crise anteriores, os metais, gemas e pedras preciosas que funcionarão como base de valores e moeda.

Conjunção de Marte: 26/08/2014.

É pouco provável que ocorra algum evento em particular ou bombástico, porém, em torno desta data, as medidas reguladoras instituídas pelo Estado em períodos anteriores começam a surtir os efeitos desejados. Embora ainda não haja motivo para comemorar, as expectativas de uma retomada do crescimento são mais palpáveis.

O ingresso em Sagitário se dá em 23/12/2014, com um outro ambiente econômico e financeiro.

Lembre-se que Saturno sempre mostra o seu valor e importância ao longo do tempo. Entretanto, as ocasiões mais significativas em que transita o signo de Escorpião, este astro obtém a colaboração benéfica de Júpiter, resultando em boas expectativas depois de um certo tempo de crises e dificuldades.

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Fim de Ano, renovação da vida

No calendário civil, 2011 já vai pelo fim. Vivemos as expectativas de dezembro, com confraternizações e celebrações em todos os círculos de relacionamento e camadas sociais. Afinal, é Natal e logo depois, Ano Novo.

Quantas promessas são realizadas neste período, tendo o Sol no Signo de Sagitário. E justamente por isso, a tendência a prometer mais do que efetivamente poderá cumprir, sempre com boa vontade, coragem, boas expectativas e otimismo. É uma antevisão do futuro, sem estar exatamente lá: uma viagem mental.

O Natal ocorre no severo Signo de Capricórnio e além da reunião entre familiares e amigos, é costume dispor de uma mesa farta para simbolizar prosperidade. Repete-se esta atitude por ocasião do Ano Novo, mas com certa informalidade. É como se estivéssemos pedindo aos deuses da Astrologia, que não se deixasse levar pelo espírito de Capricórnio, que fala de economizar e poupar, de maximizar os recursos disponíveis e eventualmente, ser até avarento.

A maneira que comemoramos as festas natalinas, representa de fato como os nossos ancestrais faziam para agradecer pelas colheitas e benefícios do ano, por isso, o pernil, o peru, as nozes e os grãos. A uva é uma fruta importante, pois dela se extrai o vinho e costumava ser associada a vários importantes deuses ancestrais. No Hemisfério Norte, esta é a época mais fria do ano, após o que, o Sol reinicia a sua viagem de volta, para repetir o ciclos das estações, com destino à Primavera, a estação da renovação da vida.

Atualmente, o Ano Novo é comemorado uma semana após o Natal. Porém, de uma perspectiva astronômica, o ano se inicia entre 21 e 22 de março (atualmente). O início do calendário civil variou muito ao longo dos anos e esta data teve muito mais uma associação política do que astronômica ou mesmo, religiosa.

A celebração do Natal sempre se deu numa data próxima ao Solstício de Inverno e, em diversas culturas ao longo da História, sempre foi motiva para comemorar, ora com júbilo e alegria, outras vezes, com temor e esperança. É sabido que corresponde à época em que o deus-sol se encontra em sua fase máxima de escuridão, no Nadir de sua trajetória. Porém, o novo ano, para os povos que associaram a sua vida aos ciclos naturais, sempre se deu por ocasião do Equinócio da Primavera, quando o deus-sol ressurgia das trevas e retornava para o mundo da Luz.

Assim, é muito provável que a origem do Carnaval esteja associada ao final deste ciclo. Um ano tem 365 dias e um círculo 360º e esta diferença de 5 dias, quando colocada antes do nascimento do Sol, poderia ser muito bem associada às festividades em que os deuses dariam um cochilo para que os humanos pudessem se divertir com atividades e festividades  que, de fato, serviriam apenas para espantar os maus espíritos.

O Concílio de Nicea (325 d.C.) fixou a data da Páscoa no primeiro domingo após a primeira Lua Cheia da Primavera.  Mas, convém, ainda, notar o seguinte:

  • A data da Páscoa nunca pode ocorrer antes de 22 de Março nem depois de 25 de Abril. Se o cálculo ultrapassar este último limite, passa para o domingo anterior.
  • O dia de Carnaval, sempre à terça-feira, é 47 dias antes da Páscoa. O Dia da Ascensão, numa quinta-feira, 39 dias depois. O Domingo de Pentecostes, 49 dias depois. O Corpo de Deus, numa quinta-feira, 60 dias depois.
  • Os anos múltiplos de 100 não são bissextos, excepto se forem também múltiplos de 400.

Portanto, o Carnaval acabou se dissociando do ciclo anual, tornando-se uma data profana atrelada ao calendário religioso. Ainda, em 1582, a reforma do calendário juliano acabou por suprimir 11 dias do calendário civil. Quem dormiu no dia 04/10 daquele ano, acordou em 15/10. nem todos os países adotaram o calendário gregoriano após a sua promulgação.

De toda forma, resultou que certas festividades associadas ao ciclo do Sol e às estações do ano perdessem o seu sentido e significado, como é o caso do Ano Novo e do Carnaval (Saturnálias, para os romanos).

O Natal, entretanto, permaneceu inalterado, seja em essência, simbolismo e significado. Qualquer que seja a orientação religiosa, há plena concordância quanto à trajetória aparente do Sol em torno da Terra ao longo do ano e sua importância para a manutenção da vida em nosso planeta. Natal é o renascimento do deus ou de Deus, que encarna novamente entre a humanidade para nos redimir ou, no mínimo, nos ensinar o caminho para a reintegração com o divino.

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