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Júpiter e o Leão

Júpiter permanece cerca de um ano em cada Signo e no dia 16/07/2014, ingressou no Signo de Leão. Tornou-se um hábito utilizar-se dos mitos para interpretar as posições dos astros no céu, o que não corresponde à maneira tradicional de elaborar uma análise. Da mesma forma que um relógio é composto de seus ponteiros e tem um cristal de quartzo em seu coração, a Astrologia Tradicional fundamenta a sua interpretação nos astros que vibram de acordo com as qualidades primitivas. Assim é perfeitamente possível prescindir da subjetividade alegórica dos mitos, símbolos emprestados de outras fontes.

Para início de conversa, Júpiter é considerado um astro benéfico por ser moderadamente quente e úmido, portanto, favorável à vida. Suas qualidades proporcionam energia e expansão. Seu papel é operar como mediador da secura de Saturno e do calor de Marte, daí a sua interpretação como legislador.

jupiter_leão_3Leão é um Signo quente e seco, governado pelo Sol. Este conjunto indica autoridade, constância e solidez, geralmente como expressão de um poder. A secura do Signo confere resistência às mudanças e baixo poder de adaptação, uma vez que este não é o papel esperado deste Signo.

Ao unir Júpiter em Leão, encontramos excesso de calor e o contraste entre a umidade do astro e a secura do Signo, revelando um certo desconforto bem como, a tendência ao entusiasmo exagerado na manifestação do poder e da autoridade. Podemos pensar num ditador legalmente eleito, que usa de seu poder de propaganda para se perpetuar na função. Mas também podemos pensar em longas estiagens ou violentas tempestades tropicais. Ou ainda, uma forte manifestação do nacionalismo, especialmente em nações que tem o leão como seu símbolo.

Qualquer que for a linha interpretativa, devemos levar em consideração o excesso de calor e o desconforto entre a secura e a umidade. Inclusive o aspecto teatral e dramático desta configuração deve ser tomada com cautela, pois pode mascarar uma debilidade consciente ou não. Com esta configuração, é muito fácil inflamar as massas com ideais de grandeza. Com o poder conferido atualmente à mídia, qualquer bandeira é capaz de causar grandes estragos, seja ela religiosa ou nacionalista. E se contiver elementos de ambas, pode ser ainda mais perigosa, causando incêndios devastadores. Também podemos contar com o aumento da temperatura do planeta e suas consequências, como o derretimento de geleiras e das calotas polares.

Por sinal, esta configuração também sugere incêndios em universidades, centros religiosos ou sedes da administração pública. Mas favorece enormemente as atividades esportivas de todos os tipos, inclusive as aquáticas.

Sagitário, Signo governado por Júpiter, tem o carro de combate entre os seus significados. E em Peixes, traz também manipulação das massas através de imagens apocalípticas. Com Júpiter em Leão, podemos esperar por gurus com pretensões messiânicas.

O artigo abaixo pretende apenas apresentar algumas ideias, sem pretender ser definitivo ou completo.

O Início

jupiter_leão_1O começo da relação entre Júpiter e o Signo de Leão começa quando se aproxima do Sol, regente deste Signo. No começo de Julho, ainda em Câncer, entra sob os raios do Sol e gradualmente vai perdendo a sua força. Ainda no final do Signo de Câncer, fica combusto e perde ainda mais o seu poder de manifestação. Portanto, ingressou no Signo de Leão em combustão com o Sol. A conjunção ocorreu sem que ficar cazimi. Júpiter sai da órbita dos raios do Sol apenas um mês após ingressar em Leão. A tabela ao lado ilustra a sequência dos eventos e suas respectivas datas.

Um astro em combustão perde parte de sua umidade. Neste caso, a manifestação de Júpiter se torna mais rígida e austera. Corresponde ao período dos três acidentes aéreos e do início dos combates na faixa de Gaza. Embora não tenha sido devidamente noticiado, na Ucrânia oriental os combates também resultaram em várias mortes.

A Retrogradação

Júpiter ingressa na zona retrógrada em 12/09/2014 e sai em 06/07/2015, um longo período para repetir eventos e reforçar ideias e ideais. A retrogradação em Leão será entre os dias 08/12/2014 e 08/04/2015. Em 01/01/2015, forma oposição com Marte e, em 06/02/2015, oposição com o Sol.

Esta pode ser considerada uma importante mudança de fase, a partir da qual a natureza benevolente de Júpiter poderá se manifestar com mais poder. De um ponto de vista pessoal, indicado para organizar as finanças e os estudos (ou ambos). De uma perspectiva mais ampla, favorável à solução de conflitos e à solução de todos os excessos ocorridos na etapa anterior às oposições. Nesta época, Saturno estará em sua zona retrógrada, no Signo de Sagitário (governado por Júpiter) . Este conjunto sugere reuniões de alto nível e contatos nas esferas de governo ou empresários de influência com o objetivo de proporcionar fluidez à indústria e ao comércio.

Particularmente, acredito que veremos a volta do protecionismo em alguns países importantes da Europa, como a França e a Itália. Na Ásia, devem surgir algumas inquietações em países periféricos da China, como é o caso de Hong Kong. A Coréia do Sul também verá redução de sua atividade industrial.

Os Termos

jupiter_leão_2Em razão da retrogradação, ocupará os termos de Saturno e Mercúrio em duas ocasiões. Acredito tratar-se de uma indicação positiva especialmente para o comércio, que encontrará soluções sem depender das autoridades governamentais. Os setores mais beneficiados serão esportes e entretenimento.

Entre 05/09/2014 e 13/10/2014, Júpiter estará nos termos de Saturno, ainda em Escorpião. A economia será mantida em equilíbrio por meio do mercado financeiro (câmbio e juros). A fase seguinte corresponde aos termos de Mercúrio, até o dia 04/02/2015, quando retorna aos termos de Saturno. Acredito uma boa fase para o comércio, mesmo com a retrogradação de Júpiter. Porém, os melhores resultados podem ser esperados para a época entre 10/06/2015 e 13/07/2015, novamente nos termos de Mercúrio.

Veja a tabela ao lado para maiores detalhes.

Os períodos em que Júpiter se encontrar nos termos de Saturno e Mercúrio, com Saturno ainda em Escorpião também favorecem a todas as atividades de investigação e pesquisa, seja industrial como acadêmica. Algumas importantes descobertas podem ocorrer neste período. Com Saturno em Sagitário, indicado para publicar os resultados das pesquisas nos meios especializados.

Em 13/07/2015 e enquanto permanecer no Signo de Leão, Júpiter estará nos termos de Marte. É verão no Hemisfério Norte e quem sabe não tenhamos outros conflitos armados no Oriente Médio, uma vez que Saturno encontrar-se-á novamente retrógrado em Escorpião.

A dança com Marte

É Marte o grande disparador dos eventos indicados pelos planetas superiores.

Enquanto estiver crescente em relação a Júpiter, podemos contar com competitividade em todos os setores da vida. Forma uma quadratura com Júpiter em 01/08/2014 e uma conjunção com Saturno em 25/08/2014. Portanto, Agosto e Setembro são meses para reequilibrar os estoques, principalmente os de mercadorias de alto valor agregado, como é o caso dos gadgets. Mas também, uma época para vender aqueles imóveis, novos ou semi-novos, para os quais não conseguiu comprador no 1° semestre.

A melhor época, no entanto, ocorre com Júpiter direto e Marte minguante em relação a Júpiter. A época da 2ª quadratura, em Abril de 2015, será um período de grande movimentação no comércio e indústria, particularmente em nosso país.

Com todos os conflitos ocorrendo em diversas partes do mundo, mesmo que se aumente a produção, observar-se-á um aumento das vendas apenas a partir de Janeiro de 2015. Ou seja, a tendência é que o comércio legal de armas não se beneficie de imediato. O mesmo não pode ser dito quanto ao comércio ilegal ou informal, que tem as suas vendas ampliadas especialmente no mês de Dezembro.

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As origens da Astrologia

No Dia de Reis, comemora-se também o Dia do Astrólogo, uma vez que os Três Reis Magos também eram astrônomos-astrólogos. Vindos da Caldéia, terra associada não apenas à Astrologia, mas elevados conhecimentos mágicos e terapeuticos.

Historicamente, sabe-se que a primeira vez que a Astrologia fora organizada como um saber foi sob Hamurabi, no século XVII aec. No entanto, se ela já existia, como surgiu? O simples fato de observar o céu, que é um ato natural do ser humano, não assegura a sua interpretação. Ainda, existem espalhados em diversos pontos do planeta diversos observatórios que datam de uma época muito mais antiga, pré diluviana, ou seja, anteriores a 4500 aec.

No meio ocultista e iniciático, admite-se que os nephillin eram dotados de conhecimentos e poderes especiais. Eles surgem em diversas cosmogonias e mitos. São os titãs, da mitologia grega; os Tuatha de Daanan, que fundaram a Irlanda; e também na Bíblia, correspondem ao resultado do casamento entre os Filhos de Deus (Elohim) e as filhas dos Homens. Estes semideuses foram instruídos em diversas artes e especialmente naquela de vigiar o céu. Quem eram esses “Filhos de Deus”? São os anjos cuja missão era justamente instruir a humanidade.

Juntando de outras fontes, é muito provável que estes gigantes tenham inicialmente habitado a mítica Atlântida e que após o dilúvio, tenham se espalhado pelo então mundo habitado. Alguns autores sugerem que os Patriarcas bíblicos tenham sido todos descendentes dos nephillin. Há descrições a respeito de Abraão que combinam em muito com a descrição que é feita destes seres. Noé e Moisés também possuem características que tornam possível que sejam descendentes destes anjos, cuja missão é elevar o Homem de sua inocência e ignorância.

Lúcifer, o portador de da Luz, não é um rebelde, mas sim, um anjo com a missão de libertar a humanidade das trevas. Segundo a Tradição, depois de enorme sacrifício para descer (ou cair?) até os planos densos e materiais da Terra, os cerca de duzentos anjos liderados por Lúcifer iniciaram seu trabalho que se estende até os dias de hoje.

Os anjos que tinham a missão de ensinar a interpretação do sinais dos céus eram:

  • Baraqijal: A arte Astrologia.
  • Kokabel: os mistérios das estrelas e das constelações.
  • Shamsiel: o Zodíaco.
  • Sariel: o uso das forças lunares.

Abaixo, o símbolo da Classe dos Vigilantes:

Há muito de mitológico na estória corrente sobre os Reis Magos. Uma pálida passagem em Mateus, sem mencionar grandes detalhes e muito menos a glória encontrada em Lucas, quanto à Natividade.

Documentos existentes no Vaticano parecem comprovar a sua existência e até fornecem alguns detalhes adicionais, como a idade e procedência. No meio acadêmico, porém, há muita controvérsia envolvendo o relato dos Reis Magos, citando inclusive erros de tradução, onde caldeus, magos, mágicos e astrônomos forma tratados como um único verbete.

Por estas razões, prefiro apontar o início da Astrologia em algum período muito anterior. E Lúcifer o seu principal patrono.

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O Eclipse de 20/05/2012

Os eclipses são os grandes marcadores de tempo, especialmente porque envolvem as duas Luzes do céu.

Os eclipses são ocultações de uma das Luzes pela outra. Assim, um eclipse solar ocorre quando a Lua se encontra entre a Terra e o Sol, por ocasião da Lua Nova. num eclipse lunar, é a Terra que se encontra entre as Luzes e faz sombra sobre a Lua, ocorrendo na Lua Cheia.  Os eclipses solares são mais importantes, uma vez que é o Sol que fica encoberto pela Lua.

Os eclipses ocorrem sempre numa distância de até 8,5º dos Nodos Lunares. Portanto, os eclipses que ocorrem junto ao Nodo Norte ou Cabeça do Dragão tem uma ação diferente daqueles que ocorrem junto ao Nodo Sul ou Cauda do Dragão.

Conforme a sua ocultação, os eclipses podem ser totais, parciais ou anulares. Segundo Ptolomeu e Bonatti, os eclipses são mais importantes nas regiões em que são visíveis e a duração de seus efeitos é proporcional ao tempo de ocultação:

De Tetrabiblos, Livro II, capítulo 6: DA DATA DOS ACONTECIMENTOS PREDITOS
O segundo e cronológico título, pelo qual devemos descobrir as datas dos acontecimentos significados e a sua duração, será considerado como se segue. Na medida em que os eclipses que têm lugar na mesma data mas não duram o mesmo numero de horas ordinárias em todas as localidades, e como os mesmos eclipses solares não têm em todos os lugares o mesmo grau de obscurecimento, ou o mesmo tempo de duração, determinaremos primeiro a hora do eclipse, em cada uma das localidades mencionadas e, para a altitude do polo, centros, tal como numa natividade; em segundo lugar, quantas horas equinociais dura obscurecimento do eclipse em cada uma.
Pois, quando se examinam estes dados, se for um eclipse solar, compreendemos que o acontecimento predito durará tantos anos quantas as horas equinociais que determinarmos e, se for um eclipse lunar, tantos meses.
 
Sete Segmentos de Cardan, aforismos relativos aos eclipses:
11. Um eclipse da Lua prolonga os seus efeitos pelo mesmo número de meses que a sua duração em horas, e o do Sol pelo mesmo número de anos.
12. Um eclipse tem um efeito triplo, primeiro poderoso devido à conjunção ou oposição durante a qual acontece; segundo geral, porque arrefece lentamente e, por isso, se prolonga por muito tempo. Terceiro o poder que recebe do regente do lugar em que acontece e de outras posições desse momento.

Características

O eclipse de 20/05/2012 ocorre em 00º 20′ de Gêmeos, em conjunção com a estrela Alcyone. Em seu máximo, o Sol alcançará uma altura de 60º, considerada forte. O tempo de contato dos Luminares é de cerca de 3,55 horas, perfazendo uma ação de 3 anos e 7 meses a partir desta data. Seu efeito é catabólico, ou seja, de liberar energia (os antigos diriam que tem um poder destrutivo, particularmente pelo Signo Zodiacal em que ocorre).

Os eclipses são agrupados em séries, de acordo com a sua geometria (ângulo de incidência em relação à Terra). Este eclipse pertence à Série de Saros 128, iniciada em 29/08/984 e que se encerra em 22/11/2282, ou seja, depois de 1298 anos.

Este eclipse estará visível numa larga região da Ásia, como indicado na imagem obtida do site de Fred Espenak. Nele, há todas as informações necessárias à avaliação do eclipse, antes de sua interpretação astrológica.

Algumas idéias

Pesquisando os eventos associados aos mais recentes eclipses da Série de Saros 128, nota-se que há uma pequena ênfase na busca da paz e da conciliação, bem como, uma tendência ao desenvolvimento artístico, com o surgimento de movimentos culturais ou novas escolas de pensamento. O fato de ocorrer no Nodo Sul indica uma disseminação de ideias que levam na direção do entendimento e da concórdia.

Acima, o mapa do eclipse, obtido para o local e hora de máxima ocultação. Note que Júpiter e Mercúrio (regente do Asc e do Eclipse) se encontram no Meio-Céu, reforçando a noção de diálogo entre nações estrangeiras. Ainda, a oposição entre Marte e Netuno é um convite para buscar soluções para os conflitos de longa data (brigas intestinas). Estes últimos astros formam um T-Square com os Luminares.

Com a estrela Alcyone associada ao Sol e à Lua e, especialmente se culminando, representa as principais autoridades militares de um país ou nação.  Alcyone faz parte das Pleiades, na constelação de Touro e, de um modo geral, não é um bom presságio. Alcyone é a mais brilhante dentre elas e é associada honra e glória, se em boas condições.

Entretanto, gostaria de ir mais além. Este é um eclipse antigo dentro da Série de Saros. Embora astrologicamente não existam muitas indicações de associação com os militares, algumas invasões recentes começaram logo após eclipses desta série, para ao final, chegar-se a acordos de paz complexos e, inicialmente, considerados absolutamente improváveis.

Teremos mais alguns anos de eclipses ocorrendo no eixo Gêmeos e Sagitário, tradicionalmente ligado á informação, mas também, aos ventos da mudança. Este eclipse percorre uma região que recentemente vem sendo assolada por catástrofes naturais (terremotos e tsunamis) e forçando seus moradores e deixarem para trás divergências sociais, culturais ou religiosas em razão do enorme número de perdas humanas. E, por isso mesmo, encaminhando-as ao exercício da solidariedade. Este diálogo pode ser claramente notado na configuração da oposição entre Marte e Netuno quadrando ao Eclipse.

Há também a ideia de perda de colheitas em razão da estiagem ou falta de chuvas nas regiões de visibilidade do eclipse. Esta configuração sugere seca e sementes que não vingam ou ainda, são comidas pelas aves. Num dos mitos associados às Pleiades, como constelação de Inverno (Hemisfério Norte), são associadas à agricultura.

Mas para quem gosta e curte as questões associadas às possibilidades de elevação da consciência que se abrem a partir de um eclipse, este trata de buscar o conhecimento dentro de si e não fora, antes de ir ao encontro dos mistérios divinos ou do Universo. Gêmeos é o signo das colunas do Templo de Salomão. Júpiter e Mercúrio, em Touro, preconizam a sobrevivência ou a manutenção de valores morais, éticos ou filosóficos simples e práticos, ligados ao cotidiano ou à própria Natureza, antes que a Terra se aqueça acima de suas próprias possibilidades e as marés se elevem (Marte em oposição a Netuno, Virgem/Peixes).

Entretanto, prefiro ver de que há um trabalho a ser feito antes de se alcançar o conhecimento dos céus. E este trabalho passa pelo aperfeiçoamento pessoal e pela responsabilidade que temos uns com os outros enquanto seres deste planeta. Responsabilidade esta que inclui todos os seres vivos, animais, plantas e tudo o que forma esta jóia do Sistema Solar que conhecemos como planeta Terra.

 

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O oceano mágico de Peixes

Peixes é o signo zodiacal do caos e da dissolução. É o signo onde se forma uma espécie de “sopa cósmica” que leva ao sentimento de nada e tudo, simultaneamente. Ao mesmo tempo que trata de finalizações, é também a fonte da vida. O Peixe é o símbolo da fertilidade; a vida como a conhecemos veio dos oceanos.

Uma lunação em Peixes sempre coloca em andamento uma vibração de deixar ir o que deve ir, suavemente, lentamente, deixando escorrer pelo ralo. Para que desta mesma fonte, um tempo depois (quando o Sol surgir em Áries), a vida possa ressurgir em toda a sua força e vigor. No Hemisfério Norte, corresponderá à Primavera. Mas enquanto isso, em tempos de Peixes, é bom deixar o barco correr.

Netuno e Mercúrio se encontram também neste signo. Assim, os aspectos místicos, criativos e inspiradores que lhe são próprios tem espaço para fluir. Mercúrio é o astro que conecta a mente ao Divino; já Netuno, o faz através da imaginação e do inconsciente, é sem palavras, fala através dos sonhos e das viagens na maionese

Veja um artigo apenas sobre Netuno em Peixes.

As estrelas mais importantes com longitude no signo de Peixes são: Fomalhaut, Achernar e Markab. A primeira é da constelação de Peixes Austrinus. Segundo os persas, é um dos quatro Guardiões do Céu, correspondendo ao Arcanjo Gabriel. Ptolomeu indicou que é da natureza de Vênus e Mercúrio, sendo considerada uma estrela poderosa associada à fama e que estimula a mente, as ciências e o misticismo. Achernar pertence à constelação do Erídano e é a única que não tem a associação com Saturno (Achernar é da natureza de Júpiter). Localizada ao final do rio, promete felicidade e sucesso através nos assuntos religiosos e todos aqueles que envolvam crenças ou pensamentos filosóficos. É uma estrela de ajuste e correção moral, que conduz à integridade. E Markab, na asa de Pegasus, pode ser perigosa se mal associada; mas de uma perspectiva mais ampliada, permite elevação espiritual através de empenho e luta, proporcionando a habilidade de perceber situações, oportunidades e circunstâncias que se encontram fora da visão comum.

Sugestões

Neste período, liberte-se de compromissos e encargos que não lhe cabem. Aprenda a delegar responsabilidades e deixe que os outros façam coisas por você. Preserve a qualidade de seu sono e, se possível, faça uma meditação, oração ou prece antes de dormir, pedindo inspiração e luz para a noite e o dia seguinte. Resolva todas as pendências imediatas para abrir espaço em sua vida. Desocupe-se, despreocupe-se. Inclua música e/ou dança em seu dia.

Encontre um ponto de equilíbrio entre você e o Universo através de suas próprias crenças. Exercite a sua fé e devoção. Acredite que você poderá muito mais se estiver conectado ao Todo. Não tenha vergonha ou constrangimento de pedir, sem ser individualista. Quanto mais pessoas se beneficiarem de seu pedido, mais chance há de ser atendido(a). Lembre-se que Júpiter, o regente natural deste signo, sempre concede prosperidade e abundância. E Vênus se exalta proporcionando bem estar.

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Fim de Ano, renovação da vida

No calendário civil, 2011 já vai pelo fim. Vivemos as expectativas de dezembro, com confraternizações e celebrações em todos os círculos de relacionamento e camadas sociais. Afinal, é Natal e logo depois, Ano Novo.

Quantas promessas são realizadas neste período, tendo o Sol no Signo de Sagitário. E justamente por isso, a tendência a prometer mais do que efetivamente poderá cumprir, sempre com boa vontade, coragem, boas expectativas e otimismo. É uma antevisão do futuro, sem estar exatamente lá: uma viagem mental.

O Natal ocorre no severo Signo de Capricórnio e além da reunião entre familiares e amigos, é costume dispor de uma mesa farta para simbolizar prosperidade. Repete-se esta atitude por ocasião do Ano Novo, mas com certa informalidade. É como se estivéssemos pedindo aos deuses da Astrologia, que não se deixasse levar pelo espírito de Capricórnio, que fala de economizar e poupar, de maximizar os recursos disponíveis e eventualmente, ser até avarento.

A maneira que comemoramos as festas natalinas, representa de fato como os nossos ancestrais faziam para agradecer pelas colheitas e benefícios do ano, por isso, o pernil, o peru, as nozes e os grãos. A uva é uma fruta importante, pois dela se extrai o vinho e costumava ser associada a vários importantes deuses ancestrais. No Hemisfério Norte, esta é a época mais fria do ano, após o que, o Sol reinicia a sua viagem de volta, para repetir o ciclos das estações, com destino à Primavera, a estação da renovação da vida.

Atualmente, o Ano Novo é comemorado uma semana após o Natal. Porém, de uma perspectiva astronômica, o ano se inicia entre 21 e 22 de março (atualmente). O início do calendário civil variou muito ao longo dos anos e esta data teve muito mais uma associação política do que astronômica ou mesmo, religiosa.

A celebração do Natal sempre se deu numa data próxima ao Solstício de Inverno e, em diversas culturas ao longo da História, sempre foi motiva para comemorar, ora com júbilo e alegria, outras vezes, com temor e esperança. É sabido que corresponde à época em que o deus-sol se encontra em sua fase máxima de escuridão, no Nadir de sua trajetória. Porém, o novo ano, para os povos que associaram a sua vida aos ciclos naturais, sempre se deu por ocasião do Equinócio da Primavera, quando o deus-sol ressurgia das trevas e retornava para o mundo da Luz.

Assim, é muito provável que a origem do Carnaval esteja associada ao final deste ciclo. Um ano tem 365 dias e um círculo 360º e esta diferença de 5 dias, quando colocada antes do nascimento do Sol, poderia ser muito bem associada às festividades em que os deuses dariam um cochilo para que os humanos pudessem se divertir com atividades e festividades  que, de fato, serviriam apenas para espantar os maus espíritos.

O Concílio de Nicea (325 d.C.) fixou a data da Páscoa no primeiro domingo após a primeira Lua Cheia da Primavera.  Mas, convém, ainda, notar o seguinte:

  • A data da Páscoa nunca pode ocorrer antes de 22 de Março nem depois de 25 de Abril. Se o cálculo ultrapassar este último limite, passa para o domingo anterior.
  • O dia de Carnaval, sempre à terça-feira, é 47 dias antes da Páscoa. O Dia da Ascensão, numa quinta-feira, 39 dias depois. O Domingo de Pentecostes, 49 dias depois. O Corpo de Deus, numa quinta-feira, 60 dias depois.
  • Os anos múltiplos de 100 não são bissextos, excepto se forem também múltiplos de 400.

Portanto, o Carnaval acabou se dissociando do ciclo anual, tornando-se uma data profana atrelada ao calendário religioso. Ainda, em 1582, a reforma do calendário juliano acabou por suprimir 11 dias do calendário civil. Quem dormiu no dia 04/10 daquele ano, acordou em 15/10. nem todos os países adotaram o calendário gregoriano após a sua promulgação.

De toda forma, resultou que certas festividades associadas ao ciclo do Sol e às estações do ano perdessem o seu sentido e significado, como é o caso do Ano Novo e do Carnaval (Saturnálias, para os romanos).

O Natal, entretanto, permaneceu inalterado, seja em essência, simbolismo e significado. Qualquer que seja a orientação religiosa, há plena concordância quanto à trajetória aparente do Sol em torno da Terra ao longo do ano e sua importância para a manutenção da vida em nosso planeta. Natal é o renascimento do deus ou de Deus, que encarna novamente entre a humanidade para nos redimir ou, no mínimo, nos ensinar o caminho para a reintegração com o divino.

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Olhar para o céu

Ganhamos o direito do Livre-Arbítrio na mesma época em que a Terra deixou de ocupar o centro do Universo. Paradoxalmente, ao destronar o planeta de sua posição importante, também destronamos os deuses de seu papel relevante. Iluminismo, Positivismo e Revolução Industrial forjaram o pensamento ocidental e, seu filho mais querido, o monetarismo.

O céu passou a ser um conjunto de engrenagens que se moviam segundo princípios mecânicos. Há uma mudança de paradigma na passagem de Kepler para Newton. Onde o primeiro via harmonia, beleza e desígnios divinos, o segundo encontrava lógica e precisão (embora fosse um místico).

As cidades cresceram, especialmente para cima e qualquer semelhança com Babel não é apenas coincidência. O fato é que não olhamos mais para o céu. Você poderá me dizer que não o faz porque há luz demais. Mas tenho certeza que se maravilha quando vai à praia ou ao campo, fitando uma noite pontilhada de estrelas.

O papel das estrelas é muito maior do que a Ciência consegue perceber ou imaginar. Os antigos transformaram o céu na morada dos deuses. Em todas as culturas e povos, além de marcar o tempo, as estrelas e constelações marcavam também as suas referências culturais, as tradições e origens.

Sob esta perspectiva, o céu é a morada dos mitos, dos arquétipos e dos deuses. Olhar para o céu é entrar em sintonia com estas vibrações e, uma vez que viemos do pó das estrelas, com as nossas próprias origens.

Nas grandes metrópoles, não se vê mais o horizonte. Ver o horizonte é ter perspectivas, alcance, alternativas, possibilidades. O horizonte é a fronteira entre a terra e o Céu. E não ver o céu significa perder a ligação com o divino. Acredito que muito do que acontece ao nosso planeta se dá por conta da perda de conexão com o divino, uma vez que cada um vive em trono de si mesmo, num mundo virtual de avatares e perfis na internet.

As estrelas são as indicações mais precisas dos mitos e heróis que devem ser perseguidos. Há uma estrela para cada um de nós. Você já encontrou a sua?

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Onde está a sua estrela?

Olhe bem para o seu mapa astrológico e observe uma linha mais escura, destacada, que aponta para a parte superior, para um par de letras, um código denominado MC. Corresponde exatamente ao Mio-Céu ou Medium Coeli, em latim.

Astronomicamente, é o Zênite. Onde fica esse tal de Zênite? O que é? Se você estiver de pé, corresponde a um ponto no céu exatamente acima de sua cabeça, que fica no prolongamento da linha que parte do centro da Terra, passa por sua coluna, atravessa o cérebro (misteriosamente passando pela glândula pineal) e indo alcançar o céu.

Tecnicamente, corresponde à imagem que você deseja projetar em seu meio social, a reputação que pretende construir ao longo de sua vida e, muito provavelmente, à sua carreira.

No entanto, é muito mais do que isso pois, quando você se prepara para vir para este mundo, para uma nova encarnação, O Meio-Céu é justamente onde você coloca a sua energia para elaborar um plano ou projeto, uma espécie de programa para a vida em curso.

É também por onde você inicia o processo de encarnação, que ocorre primeiramente no útero da mãe, vindo a aflorar, por ocasião do nascimento, no Ascendente.

O tal do Meio-Céu, por seu significado, é onde você poderá encontrar a razão pela qual se encontra encarnado. Corresponde ao seu mito pessoal e tudo o que você fizer por ou através dele, leva a tornar-se uma espécie de herói.

De certa forma, é como se você estivesse restabelecendo a ligação entre a Terra e o Céu, através de você (via sistema nervoso, na coluna e, da glândula pineal).

Portanto, se você estiver em busca de seu mito pessoal, para acordar o seu herói interior e viver mais plenamente, um dos caminhos mais rápidos é obter o seu mapa astrológico antes de seguir pelos próximos passos.

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