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O Leva e Traz dos Deuses

Hermes/Mercúrio é uma espécie de “leva-e-traz” entre os deuses, responsável pelas mensagens dos e entre os deuses. A sua interpretação astrológica é bastante semelhante, podendo ser comparado a algum tipo de alcoviteiro celeste. Sua função e importância foi bastante diminuída na Astrologia Contemporânea, embora Dane Rudhyar tenha sabido lhe atribuir o devido destaque.

É seu papel trazer o conhecimento à Mente Superior bem como construir as necessárias pontes que nos reconectem aos planos divinos. Não é à toa que rege o sistema respiratório e o nervoso. O domínio da respiração é o primeiro passo para qualquer atividade de cunho místico/espiritual. E aquietar o sistema nervoso é a única maneira de manter foco no propósito da operação em questão, seja ela mágica ou mística.

O caduceu de Hermes é o símbolo velado de Enki, que se atreveu a miscigenar o sangue de sua raça ao dos humanos então existentes. Portanto, as duas cobras em torno de um bastão são uma representação do helicoide do DNA. Ou, como querem outros, é o próprio símbolo de Lúcifer, com os seus anjos se acasalando com as fêmeas da Terra porque eram formosas…

Mas Hermes também é Thot, mestre de todas as Artes e em especial a Astronomia. Mas aí já é outra estória…

Essa digressão toda é por conta da primeira retrogradação do planeta Mercúrio neste ano, que ocorre entre os dias 06 e 28/02/2014. Mercúrio é um planeta muito rápido e, no Zodíaco, nunca se afasta mais de 28° do Sol (elongação). Talvez por isso a dificuldade de interpretá-lo corretamente. De todo modo, as retrogradações são ocasiões especiais e importantes em razão da geometria existente entre a Terra e o planeta em questão. E com Mercúrio, não poderia ser diferente. Quer saber mais à respeito? Leia este post então.

Vamos acompanhar o seu movimento?

  • Em 22/01, ainda em 18° de Aquário, ingressa na zona retrógrada.
  • Em 06/02, no início de Peixes, estaciona e inicia a retrogradação.
  • Em 28/02, novamente em Aquário, estaciona e retorna ao movimento direto.
  • Em 20/03, em 03° de Peixes, deixa a zona retrógrada.

Durante estes dois meses, estará sendo governado por Saturno, em Escorpião, e por Júpiter, em Câncer. Note que os três signos aquáticos se encontram envolvidos: Câncer, Escorpião e Peixes. Pode-se falar de sentimentos… Mas gostaria de elevar o nível da nossa prosa, uma vez que estes três signos também tem a ver com a espiritualidade em suas três fases: memória, verdade e integração (ao todo cósmico, dissolução). O outro signo envolvido é Aquário, que é o Signo do Homem.

Ah! Você não está entendendo nada ainda? Sob a perspectiva dos signos, esta combinação está praticamente gritando em nossos ouvidos:

  • Mercúrio em Aquário/Saturno em Escorpião: Persevera na busca da verdade.
  • Mercúrio em Peixes/Júpiter em Câncer: O que você busca está dentro, fora e ao redor de você.
  • Mercúrio retrógrado: Repita tudo de novo.
  • Mercúrio direto (até 20/03): Última chance!!!

A propósito, enquanto Saturno representa um velho sábio, Júpiter é o profeta e, recentemente, os dois brincaram de formar bons aspectos no céu. Em maio, formarão um novo trígono entre si, o terceiro da série, permitindo dar forma aos produtos da imaginação ou da intuição. Ambos apontam que é possível transformar sonhos em realidade, desde que você use a experiência do passado com foco e propósitos íntegros (e verdadeiros).

Estes dois meses em que Mercúrio estiver na zona de retrogradação será mais fácil ouvir os desígnios dos deuses, especialmente aqueles ligados à Criação. Experimente apurar os seus ouvidos e abrir a sua mente.

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Falácia astrológica

Será que a Astrologia surgiu mesmo para orientar a Agricultura?

Quem mora no campo ou se envolve com plantação sabe que o conhecimento astronômico é absolutamente desnecessário. Os ciclos de semeadura e colheita se repetem anualmente. Os sinais para prever secas e chuvas eram na própria natureza, através do comportamento de certos animais e insetos e, eventualmente, nas cores do nascer e do por do sol.

Sumer ZiguratAo contrário, os observatórios astronômicos se encontravam no topo dos templos que em centros urbanos. A construção destes observatórios bem como a elaboração das tabelas astronômicas requer uma sofisticação tecnológica disponível apenas nas cidades. Portanto, a Astronomia e a Astrologia não se desenvolveram nos campos. E tinham um caráter religioso, uma vez que a Astronomia surgiu para, ao olhar para o céu, prever a época do retorno dos deuses à Terra. E a Astrologia, ao olhar para o céu, prever o que aconteceria na Terra enquanto isso.

Afirmar que a Astrologia surgiu para prever as épocas de semeadura, plantio e colheita é diminuir sua importância. O fato de se encontrar na mão de sacerdotes, reforça o seu valor. Os sacerdotes eram responsáveis pela precisão do calendário. Segundo acreditavam, os deuses viriam à Terra em períodos precisos.

Seus calendários tratavam de ciclos muito longos, de milhares de anos. Em muitos casos, o início de sua contagem era muito anterior à existência de suas civilizações. Os sumérios e os hindus contavam eventos ocorridos a cerca de 400 mil anos.

O retorno dos deuses se dava para a ascensão das dinastias, que ocorria no ingresso de cada Era Zodiacal. Isto implica que os sacerdotes sabiam da existência da Precessão dos Equinócios, responsável pela retrogradação da posição das estrelas em um grau a cada 72 anos ou um Signo a cada 2160 anos. É certo também que conheciam a inclinação do eixo da Terra e que este varia ao longo do tempo: os observatórios eram realinhados (recalibrados) a cada início de Era.

As últimas participações dos deuses nas atividades humanas ocorreram em cerca de 1400 aec, como inclusive é atestado no Antigo Testamento. Desde então, não foram mais vistos entre nós. Assim, Deus ou os deuses se tornaram cada vez mais empíreos e passíveis de especulações metafísicas e teológicas, dando início às religiões.

Para muitos, a Astrologia começou a declinar nesta época, sendo envolvida em superstições. E a cada ciclo de “renovação” do conhecimento astrológico, o saber original era pasteurizado e mutilado. Isso se deu pela falta de compreensão dos propósitos deste saber.

Nos séculos XVIII e XIX, sua natureza divina foi removida. Nos séculos XX e XXI, o pouco que ainda restou dos princípios e métodos originais foi sumariamente “esquecido” para dar lugar a uma pseudo Astrologia, que frequentemente contraria suas noções e verdades primordiais.

Os propósitos originais da Astrologia cabem em nossa atual cultura tecnológica?

O mapa da natividade indica o caminho que cada um pode seguir para tornar-se um ser humano melhor. Isso é feito através da identificação com as características planetárias e sua transcendência. Os deuses serão encontrados além das esferas planetárias, como também se encontra indicado na Bíblia. O erro se encontra ao afirmar que Deus se encontra dentro de nós uma vez que Ele não incorpora em sua Criação.

A partir do momento em que o Homem resolveu que ocuparia o centro da Criação, relegando os deuses para uma periferia marginalizada ou até questionando a sua existência, a sociedade entrou em colapso. A vida e o planeta são considerados em termos de períodos muito curtos, aqueles da existência humana. Por outro lado, os povos antigos se utilizavam de períodos muito longos, de vários milhares de anos, preservando assim a sua perspectiva histórica.

Este aspecto permite, acima de tudo, evitar a repetição dos erros do passado. Porém, permite principalmente preservar a qualidade do presente e do futuro correspondente.

A Astrologia dispõe de um “relógio” de grande precisão que permite, de tempos em tempos, que os deuses se sincronizem e se sintonizem conosco. Enquanto isso, o mapa da natividade permite que você seja um ótimo gestor de sua própria vida, refinando a natureza e caráter, tornando-se um ser humano melhor a cada dia.

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