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2014 – Ano de Júpiter

Chega o final do ano e, como de praxe, surgem as expectativas sobre o ano seguinte.  2014 é um daqueles anos importantes, com eleição para presidente e Copa do Mundo sendo realizada em nosso país. Nessas horas, a “desacreditada” Astrologia é buscada como fonte de referência. 

Existem dois ciclos que ocorrem simultaneamente, ambos baseados na estrela setenária:ciclos_planetas

O ciclo de 36 anos percorre o sentido da estrela, a partir de Saturno. A influência do planeta regente do ciclo se estende durante todo o período. O ciclo atual se iniciou em 1981 e é regido pelo Sol.
Ao mesmo tempo, há o regente anual, que segue a ordem dos planetas, no sentido horário, iniciando-se com Saturno.

ciclo_solA tabela ao lado mostra o Ciclo do Sol, iniciado em 1981.

Por fim, cada ano se inicia por ocasião do Ingresso do Sol em Áries, que se dá em torno do dia 22/03. Porém, a informação que a maior parte do público espera é relativamente ao ano civil.

O ciclo do Sol se encontra associado à Social Democracia e à Globalização. Mas também aos grandes líderes que compuseram esta página da história: Margareth Thatcher, Ronald Reagan, Mikhail Gorbachev, Yasser Arafat, Shimon Peres, Nelson Mandela e, no Brasil, Fernando Henrique Cardoso. E, da mesma forma como assistimos à ascensão destes líderes, também estamos assistindo ao seu ocaso.

No âmbito pessoal, vemos o culto à beleza e da vaidade, expressando-se através da proliferação do fisiculturismo, das cirurgias estéticas e das mais diversas dietas e tratamentos estéticos.

E é dentro deste ciclo maior que acontece o Ano de Júpiter.

Considerando o ano civil, podemos dividir o período em duas fases:

  • Júpiter em Câncer: Retrógrado até 06/03.
  • Júpiter em Leão: Ingresso em 16/07; Retrógrado a partir de 08/12.

No início de Março, Marte e Saturno também ficarão retrógrados, pouco antes de Júpiter voltar ao movimento direto. Saturno permanecerá retrógrado entre 02/03 e 20/07. Marte permanecerá retrógrado entre 01/03 e 20/05.

Em outras palavras, o 1º semestre apresenta configurações mais difíceis que aquelas existentes no semestre seguinte.

Economia: Baixo nível de crescimento em geral, particularmente na Comunidade Europeia e EUA. A partir de março, o nível de endividamento público tenderá a aumentar; soluções caseiras serão empregadas para superar a crise de falta de recursos e a pressão inflacionária. Câmaras setoriais, entretanto, serão a melhor forma de superar falta de liquidez. No Brasil, ocorrem os mesmos problemas, mas como se trata de ano de eleição, não podemos contar com uma solução à altura do desafio. Em nosso país, acredito ainda numa desaceleração das vendas no comércio (varejo) entre março e junho. Alguma medida de redução de impostos pode ser editada em maio.

Haverá maior competitividade no mercado a partir de agosto. A produção e a venda de armamento deve impulsionar a economia de vários países. Ou seja, podemos contar com a existência de diversos conflitos em várias partes do mundo. O destaque comercial, nesta área, caberá à Rússia. No Brasil, com Júpiter em Leão, os olhares que antes se mantinham fixos na Copa do Mundo, dirigem-se para as eleições presidenciais. Aposto em várias medidas de incentivo e estímulo ao consumo, de nenhum valor efetivo no médio e longo prazo.

Política: Como exposto acima, após a Copa do Mundo, todas as atenções se voltarão para as eleições presidenciais. A minha tendência é concordar com as análises feitas por Maurício Bernis, que aponta para a reeleição da atual presidenta. Outras questões como as denúncias de corrupção, que vem acontecendo em todo o país, deverão ter pouca repercussão no 2º semestre. Na Europa, acredito que o tema será a inclusão de países tradicionais no bloco econômico. Contudo, os papeis de Rússia e China nas políticas internacionais deverá aumentar. A Rússia o fará através da ampliação do competitividade econômica, minando restrições através de acordos bilaterais e, a China, buscando aumentar a sua influência no Pacífico. Os EUA, permanecerão hesitantes e muitas vezes, tardios, em suas a articulações internacionais como mediadores dos vários conflitos regionais que continuarão a existir.

logoEsportes: Todas as atividades esportivas terão destaque e relevância a partir do 2º semestre. Júpiter no signo de Leão favorece todas as modalidades coletivas que tenham grande exposição na mídia, como o futebol, volei, basquete, etc. Igualmente, certos esportes considerados radicais ou de aventura, como rally, enduro, etc, também obterão destaque. Leão é também um signo associado às elites e vaidades, portanto, certas modalidades esportivas de alto custo, como a F1, também acabarão se favorecendo na segunda metade do ano.

Artes: Um estilo conservador e de cores médias será a tônica no 1º semestre. O signo de Câncer se encontra associado às aquarelas e às melodias mais suaves, eventualmente líricas. Mas também proporciona uma volta ao passado e poderá trazer conjuntos musicais tradicionais de todos os estilos. O signo de Leão favorece as artes dramáticas, as orquestras e sinfônicas. Performance de todos os tipos também obterão destaque, particularmente aqueles com boa dose de humor. Devem surgir grandes produções no 2º semestre.

No âmbito da individualidade, a mudança observada será aquela de buscar novos horizontes através de viagens, estudos ou culturas estrangeiras. Para tanto, o conhecimento de outros idiomas poderá ser muito útil quando em contato com pessoas de outras nações. Mas também é o sair do útero, representado pela segurança do lar e da família, para competir no meio exterior. Para muitos, significará deixar para trás a dependência financeira dos pais. Para outros, talvez uma vida mais dinâmica e criativa, movida pela paixão, especialmente no 2º semestre.

Contudo, Leão é o signo do orgulho e da vaidade e o culto à beleza é um dos caminhos possíveis. Ao invés de buscar uma vida top de linha, contenta-se com a sua aparência, mas corre o risco de enfrentar a desilusão da falta de paixão. A propósito, o amor será um tema recorrente durante este período.

jup_sol2O alargamento de seus horizontes se dá através do desejo sincero e muitas vezes, espontâneo, de ligar à como Criação co-criador. A espiritualidade terá uma nota forte durante todo o ano. E se, no 1º semestre, você se contentar em seguir a religião de seus pais, no 2º semestre ansiará por mais glamour e ritual, talvez até menos religioso. Todas as denominações que favorecem o canto alegre, como é o nas igrejas neo pentecostais, verão um aumento no número de seus seguidores. Veja mais em 2014 – Ano de Júpiter e a Renovação Espiritual.

Concluindo, o ano de 2014, regido por Júpiter, é indicado para que você saia de seu próprio casulo e opte por um caminho só seu. Evite se manter sempre no palco: uma boa autoavaliação e exame de consciência evitam maiores transtornos antes de deitar a sua cabeça no travesseiro. Este será um ano de progresso, desde que não se deixe vencer pelo conjunto dos medos e inseguranças surgidas ao longo do 1º semestre.

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Cosmogonias e a Astrologia Tradicional

Por cerca de quatro milênios, Astrologia e Astronomia eram uma única Arte, com o papel de compreender o papel do Homem e da Humanidade através da elaboração de uma Cosmogonia coerente. O papel de uma Cosmogonia é restabelecer a ligação com a Criação (ou com o divino).

No século XVII, com o surgimento da Física mecanicista, coube à Astronomia buscar a origem do Universo sem se preocupar com o seu significado. Este papel continua cabendo à Astrologia.

Surgida entre os sumérios e, posteriormente desenvolvendo-se para a Babilônia, Egito, Grécia e Índia, em momento algum se tornou uma religião. Os povos árabes e os hindus, até nosso dia, tem uma forte consciência religiosa e até poderiam ter transformado a Arte da interpretação dos sinais dos deuses em religião. Contudo, os principais tratados astrológicos árabes e hindus começam pedindo licença ao seu deus ou patrono, e não ao Sol, Lua, planetas ou astros.

E isso ocorre porque a compreensão que detinham é que a Astrologia fazia parte da religião e não o contrário.

Quando a Ciência transformou o Universo num mecanismo, os astrólogos se sentiram na obrigação de fazer o mesmo para justificar o seu trabalho. E desde então, astrólogos tentam de várias maneiras incorporar princípios estranhos à Arte de modo a lhe dar o status de ciência.

De fato, bastou a Astrologia entrar na Europa, em torno do século XI, para perder o seu sentido e identidade. A Astrologia Medieval, embora baseada na Tradição Astrológica, por não compreender os fundamentos filosóficos, promoveu a primeira pasteurização da Arte, suprimindo inclusive conceitos de base. E justamente por não compreenderem o que é a Astrologia de fato, a Astrologia Ocidental lida hoje com várias “astrologias” que nada tem em comum umas com as outras além de empregarem os mesmos astros.

Ou seja, a Tradição se perdeu. A Tradição que esteve na mão de sacerdotes com o propósito de zelar por sua correta transmissão. E porque eram justamente os sacerdotes? Porque a Astrologia sempre foi um poderoso instrumento de acesso às esferas superiores do Universo, seja através da compreensão de si mesmo (e da consequente purificação) como também como agente de transformação criativa (magia?).

Não foi por acaso que no século XVIII e XIX a Astrologia se desenvolveu mais fortemente nos círculos ocultistas e que, mais tarde, no século seguinte, organizações como a AFA surgiram para remover o ocultismo da Astrologia. Ao fazerem isso, removeram o que ainda restava da filosofia que norteia os seus princípios.

A Humanidade caminha num mar de incertezas e de aparências. Os indivíduos vivem um verniz do que realmente poderiam ser, porque perderam o acesso à sua essência e, por consequência, acesso às camadas superiores da consciência. Sem elas, é impossível ter acesso ao divino e se conectar com os planos divinos (desejo último de cada um de nós). A Astrologia sempre foi este caminho, na medida em que interpretava a linguagem dos deuses e suas mensagens.

No entanto, a Astrologia Tradicional que é ensinada no Ocidente tornou-se um conjunto de doutrinas, métodos e técnicas. Pouco tempo é dedicado á filosofia que subjaz em seus fundamentos. O resultado final é um conhecimento frio e de difícil aprendizado. Como qualquer Arte, deve ser experimentada de dentro para fora, a partir do coração, antes de ser assimilada pela mente.

A Astrologia não depende da Ciência. É um saber que, atualmente, encontra-se acessível a partir de várias fontes e origens. Não se limita a indicar quando você terá uma promoção em seu trabalho ou uma doença súbita, mas também, o caminho que você deverá percorrer se quiser ascender às esferas mais elevadas da consciência, além do mundo da substância e da matéria. Algumas linhas iniciáticas chamam de reintegração.

Quem eu sou? De onde vim? Para onde vou? É para isso que servem as Cosmogonias.

Como eu vou? A Astrologia Tradicional permite que você obtenha esta resposta.

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As origens da Astrologia

No Dia de Reis, comemora-se também o Dia do Astrólogo, uma vez que os Três Reis Magos também eram astrônomos-astrólogos. Vindos da Caldéia, terra associada não apenas à Astrologia, mas elevados conhecimentos mágicos e terapeuticos.

Historicamente, sabe-se que a primeira vez que a Astrologia fora organizada como um saber foi sob Hamurabi, no século XVII aec. No entanto, se ela já existia, como surgiu? O simples fato de observar o céu, que é um ato natural do ser humano, não assegura a sua interpretação. Ainda, existem espalhados em diversos pontos do planeta diversos observatórios que datam de uma época muito mais antiga, pré diluviana, ou seja, anteriores a 4500 aec.

No meio ocultista e iniciático, admite-se que os nephillin eram dotados de conhecimentos e poderes especiais. Eles surgem em diversas cosmogonias e mitos. São os titãs, da mitologia grega; os Tuatha de Daanan, que fundaram a Irlanda; e também na Bíblia, correspondem ao resultado do casamento entre os Filhos de Deus (Elohim) e as filhas dos Homens. Estes semideuses foram instruídos em diversas artes e especialmente naquela de vigiar o céu. Quem eram esses “Filhos de Deus”? São os anjos cuja missão era justamente instruir a humanidade.

Juntando de outras fontes, é muito provável que estes gigantes tenham inicialmente habitado a mítica Atlântida e que após o dilúvio, tenham se espalhado pelo então mundo habitado. Alguns autores sugerem que os Patriarcas bíblicos tenham sido todos descendentes dos nephillin. Há descrições a respeito de Abraão que combinam em muito com a descrição que é feita destes seres. Noé e Moisés também possuem características que tornam possível que sejam descendentes destes anjos, cuja missão é elevar o Homem de sua inocência e ignorância.

Lúcifer, o portador de da Luz, não é um rebelde, mas sim, um anjo com a missão de libertar a humanidade das trevas. Segundo a Tradição, depois de enorme sacrifício para descer (ou cair?) até os planos densos e materiais da Terra, os cerca de duzentos anjos liderados por Lúcifer iniciaram seu trabalho que se estende até os dias de hoje.

Os anjos que tinham a missão de ensinar a interpretação do sinais dos céus eram:

  • Baraqijal: A arte Astrologia.
  • Kokabel: os mistérios das estrelas e das constelações.
  • Shamsiel: o Zodíaco.
  • Sariel: o uso das forças lunares.

Abaixo, o símbolo da Classe dos Vigilantes:

Há muito de mitológico na estória corrente sobre os Reis Magos. Uma pálida passagem em Mateus, sem mencionar grandes detalhes e muito menos a glória encontrada em Lucas, quanto à Natividade.

Documentos existentes no Vaticano parecem comprovar a sua existência e até fornecem alguns detalhes adicionais, como a idade e procedência. No meio acadêmico, porém, há muita controvérsia envolvendo o relato dos Reis Magos, citando inclusive erros de tradução, onde caldeus, magos, mágicos e astrônomos forma tratados como um único verbete.

Por estas razões, prefiro apontar o início da Astrologia em algum período muito anterior. E Lúcifer o seu principal patrono.

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Fim de Feira

Alguém pode me dizer se saiu ileso dos episódios deste 1º semestre?

Foram tantas retrogradações e tantas emoções, que mal conseguimos digerir os obstáculos e ajustes diversos que Marte em Virgem e Saturno em Libra nos propuseram neste primeiro semestre. E ainda tivemos Vênus para nos brindar, retrogradando em Gêmeos ao mesmo tempo em que formava uma rara conjunção superior.

Marte liberará suas ações a partir de 20/06, Vênus a partir de 01/08 e Saturno, a partir de 02/10, praticamente ingressando em Escorpião. Portanto, ainda há muita água para passar debaixo da ponte enquanto esperamos estes planetas cruzarem a sua 2ª estação. Isso quase implica dizer que o ano começará mesmo a partir de outubro.

Numa era de superficialidades e amenidades, do “politicamente correto” e de não enfrentar os problemas de frente, a partir de outubro é preciso adotar outras posturas e usar de profundidade para resolver o que foi deixado para trás.

O que se esperava?

  • Corrigir e acertar os meios produtivos, obtendo mais com menos (Marte).
  • Refazer acordos comerciais de maneira política (Vênus e Saturno).
  • Buscar o colaboracionismo e a cooperação em vários níveis, ao invés do protecionismo (Saturno).

Será que a lição de casa foi realmente feita?

Os resultados do eclipse recente estão ai para serem vistos: revoltas e revoluções por toda parte, ao mesmo tempo que se tapa o Sol com a peneira de questões de maior amplitude e que irão afetar as gerações futuras. Temo por elas: a maior convenção da ONU foi um fracasso, muito se conversou e nada se resolveu.

A Europa e os EUA ainda estão sem rumo, mas tendem a manter o que já existe para ver como fica.

E você? O que está fazendo de sua vida e por seu futuro?Se não fizer nada acabará ficando com a xepa.

Atitude é essencial nesta fase de nossas existências.

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O Eclipse de 20/05/2012

Os eclipses são os grandes marcadores de tempo, especialmente porque envolvem as duas Luzes do céu.

Os eclipses são ocultações de uma das Luzes pela outra. Assim, um eclipse solar ocorre quando a Lua se encontra entre a Terra e o Sol, por ocasião da Lua Nova. num eclipse lunar, é a Terra que se encontra entre as Luzes e faz sombra sobre a Lua, ocorrendo na Lua Cheia.  Os eclipses solares são mais importantes, uma vez que é o Sol que fica encoberto pela Lua.

Os eclipses ocorrem sempre numa distância de até 8,5º dos Nodos Lunares. Portanto, os eclipses que ocorrem junto ao Nodo Norte ou Cabeça do Dragão tem uma ação diferente daqueles que ocorrem junto ao Nodo Sul ou Cauda do Dragão.

Conforme a sua ocultação, os eclipses podem ser totais, parciais ou anulares. Segundo Ptolomeu e Bonatti, os eclipses são mais importantes nas regiões em que são visíveis e a duração de seus efeitos é proporcional ao tempo de ocultação:

De Tetrabiblos, Livro II, capítulo 6: DA DATA DOS ACONTECIMENTOS PREDITOS
O segundo e cronológico título, pelo qual devemos descobrir as datas dos acontecimentos significados e a sua duração, será considerado como se segue. Na medida em que os eclipses que têm lugar na mesma data mas não duram o mesmo numero de horas ordinárias em todas as localidades, e como os mesmos eclipses solares não têm em todos os lugares o mesmo grau de obscurecimento, ou o mesmo tempo de duração, determinaremos primeiro a hora do eclipse, em cada uma das localidades mencionadas e, para a altitude do polo, centros, tal como numa natividade; em segundo lugar, quantas horas equinociais dura obscurecimento do eclipse em cada uma.
Pois, quando se examinam estes dados, se for um eclipse solar, compreendemos que o acontecimento predito durará tantos anos quantas as horas equinociais que determinarmos e, se for um eclipse lunar, tantos meses.
 
Sete Segmentos de Cardan, aforismos relativos aos eclipses:
11. Um eclipse da Lua prolonga os seus efeitos pelo mesmo número de meses que a sua duração em horas, e o do Sol pelo mesmo número de anos.
12. Um eclipse tem um efeito triplo, primeiro poderoso devido à conjunção ou oposição durante a qual acontece; segundo geral, porque arrefece lentamente e, por isso, se prolonga por muito tempo. Terceiro o poder que recebe do regente do lugar em que acontece e de outras posições desse momento.

Características

O eclipse de 20/05/2012 ocorre em 00º 20′ de Gêmeos, em conjunção com a estrela Alcyone. Em seu máximo, o Sol alcançará uma altura de 60º, considerada forte. O tempo de contato dos Luminares é de cerca de 3,55 horas, perfazendo uma ação de 3 anos e 7 meses a partir desta data. Seu efeito é catabólico, ou seja, de liberar energia (os antigos diriam que tem um poder destrutivo, particularmente pelo Signo Zodiacal em que ocorre).

Os eclipses são agrupados em séries, de acordo com a sua geometria (ângulo de incidência em relação à Terra). Este eclipse pertence à Série de Saros 128, iniciada em 29/08/984 e que se encerra em 22/11/2282, ou seja, depois de 1298 anos.

Este eclipse estará visível numa larga região da Ásia, como indicado na imagem obtida do site de Fred Espenak. Nele, há todas as informações necessárias à avaliação do eclipse, antes de sua interpretação astrológica.

Algumas idéias

Pesquisando os eventos associados aos mais recentes eclipses da Série de Saros 128, nota-se que há uma pequena ênfase na busca da paz e da conciliação, bem como, uma tendência ao desenvolvimento artístico, com o surgimento de movimentos culturais ou novas escolas de pensamento. O fato de ocorrer no Nodo Sul indica uma disseminação de ideias que levam na direção do entendimento e da concórdia.

Acima, o mapa do eclipse, obtido para o local e hora de máxima ocultação. Note que Júpiter e Mercúrio (regente do Asc e do Eclipse) se encontram no Meio-Céu, reforçando a noção de diálogo entre nações estrangeiras. Ainda, a oposição entre Marte e Netuno é um convite para buscar soluções para os conflitos de longa data (brigas intestinas). Estes últimos astros formam um T-Square com os Luminares.

Com a estrela Alcyone associada ao Sol e à Lua e, especialmente se culminando, representa as principais autoridades militares de um país ou nação.  Alcyone faz parte das Pleiades, na constelação de Touro e, de um modo geral, não é um bom presságio. Alcyone é a mais brilhante dentre elas e é associada honra e glória, se em boas condições.

Entretanto, gostaria de ir mais além. Este é um eclipse antigo dentro da Série de Saros. Embora astrologicamente não existam muitas indicações de associação com os militares, algumas invasões recentes começaram logo após eclipses desta série, para ao final, chegar-se a acordos de paz complexos e, inicialmente, considerados absolutamente improváveis.

Teremos mais alguns anos de eclipses ocorrendo no eixo Gêmeos e Sagitário, tradicionalmente ligado á informação, mas também, aos ventos da mudança. Este eclipse percorre uma região que recentemente vem sendo assolada por catástrofes naturais (terremotos e tsunamis) e forçando seus moradores e deixarem para trás divergências sociais, culturais ou religiosas em razão do enorme número de perdas humanas. E, por isso mesmo, encaminhando-as ao exercício da solidariedade. Este diálogo pode ser claramente notado na configuração da oposição entre Marte e Netuno quadrando ao Eclipse.

Há também a ideia de perda de colheitas em razão da estiagem ou falta de chuvas nas regiões de visibilidade do eclipse. Esta configuração sugere seca e sementes que não vingam ou ainda, são comidas pelas aves. Num dos mitos associados às Pleiades, como constelação de Inverno (Hemisfério Norte), são associadas à agricultura.

Mas para quem gosta e curte as questões associadas às possibilidades de elevação da consciência que se abrem a partir de um eclipse, este trata de buscar o conhecimento dentro de si e não fora, antes de ir ao encontro dos mistérios divinos ou do Universo. Gêmeos é o signo das colunas do Templo de Salomão. Júpiter e Mercúrio, em Touro, preconizam a sobrevivência ou a manutenção de valores morais, éticos ou filosóficos simples e práticos, ligados ao cotidiano ou à própria Natureza, antes que a Terra se aqueça acima de suas próprias possibilidades e as marés se elevem (Marte em oposição a Netuno, Virgem/Peixes).

Entretanto, prefiro ver de que há um trabalho a ser feito antes de se alcançar o conhecimento dos céus. E este trabalho passa pelo aperfeiçoamento pessoal e pela responsabilidade que temos uns com os outros enquanto seres deste planeta. Responsabilidade esta que inclui todos os seres vivos, animais, plantas e tudo o que forma esta jóia do Sistema Solar que conhecemos como planeta Terra.

 

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O Visível e o Invisível

Visível: uma linda e maravilhosa conjunção entre a Lua e Vênus, um presente para nossas tardes. E à medida que a Lua se põe, é Saturno que nasce no horizonte oriental. Por volta das 19:30 horas, encontram-se ainda visíveis Júpiter, próximo da Lua e Vênus, todos em Touro. Marte se encontra na direção NE, um pouco mais elevado.

Não visível: Sol e Mercúrio retrógrado, bem como os geracionais Urano e Netuno.

Os antigos diziam que os astros visíveis tem mais poder e ação que aqueles que se encontram abaixo do horizonte. às 19:30 horas, o Sol se encontra na Casa VI, abaixo do horizonte e não pode ser visto. Para os nossos antepassados, antes da chegada da luz artificial, as horas noturnas eram um período de medo e não apenas de escuridão. Alguns povos contavam o tempo apenas de dia. As horas planetárias ainda são contadas do nascer ao por do Sol.

É possível estender esta visão de Ptolomeu, Al Biruni, Abu Mas’har e tantos outros também para os eclipses. Bonatti afirma, seguindo Ptolomeu e Vetius Valens, que a ação de um eclipse se dá apenas nas localidades cobertas por sua sombra.

Naqueles tempos, a Astrologia e a Astronomia eram uma mesma Arte e era feita olhando para o céu. Quando fitamos o céu e esquadrinhamos o horizonte, ganhamos dimensão e expandimos as nossas possibilidades e oportunidades. Geralmente, o fazemos no céu noturno, quando há mais para ser visto, especialmente as estrelas e os planetas que caminham entre elas. Mesmo que resida numa grande metrópole, experimente olhar para o céu.

O ser humanos se adensou. Suas reflexões, filosofia e religiões o tornaram auto-consciente. Ou seja, ao olhar para dentro de si mesmo, se deu conta do tamanho do Universo, bem como, de outras realidades não tão lógicas e óbvias. Em outras palavras, além da própria visão. E é sob este prisma que os astros não visíveis devem ser encarados.

Seria absolutamente impróprio afirmar que uma pessoa nascida com as configurações acima não tenha luz. No entanto, esta brilha dentro, para si, em seu interior. Há uma forte tendência a não dar valor aos seus próprios desejos e necessidades, conquanto seja muito mais fácil lidar com os significados e promessas dos astros que se encontram acima do horizonte, uma vez que se encontram visíveis.

Lidamos mais facilmente com o que vemos do que com o que não vemos. Porém, não vemos o ar – embora ninguém discuta a sua inexistência. Há tantas coisas que não vemos… Uma dor só é “visível”  para quem a sente. O mesmo se dá com as angústias e os medos. Ou a confiança e a fé.

Abaixo do horizonte estão aqueles conteúdos que operam a partir do íntimo e que não costumam se manifestar na superfície. Um indivíduo com muitos planetas abaixo do horizonte tem uma vida interior rica, mas pode encontrar problemas para “acontecer” no mundo. O ideal é sempre um equilíbrio, um balanço entre os astros acima e abaixo do horizonte.

Porém, não tenha dúvidas que os astros que você vê são justamente aqueles que lhe causarão um maior impacto, responsáveis por deixar a sua marca no mundo e entre os seus pares.

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Distinguindo ruídos

Sempre que avalio um Mapa ou um conjunto de Trânsitos, busco primeiramente encontrar o tema principal que norteia aquelas configurações. Quase que simultaneamente, comparo com a realidade do mundo em que me encontro inserido, estabelecendo relações com os eventos, nem sempre os mais recentes.

O segundo semestre foi pródigo em apresentar o perfil da Geração Z e suas contribuições para o mercado de trabalho. De fato, há muitas hipóteses e poucos resultados de pesquisa, uma vez que esta geração ainda está ingressando no mercado de trabalho.

Pessoalmente, observo que em sua maior parte, os representantes das gerações X, Y e Z partilham de um mesmo grave problema: a superficialidade. Basta acompanhar as mídias para notarmos em que níveis ela ocorre. É decorrente da pressa: de resultados, de formar o primeiro milhão de reais, de experimentar o amor e o sexo… Parece até contraditório quando se ouve falar na necessidade de desacelerar o consumo.  E, de fato, desacelerar é a única solução possível para a manutenção e a sobrevivência não apenas do planeta, mas da própria humanidade, como discorri em Desacelerar.

Marte ficará retrógrado em Virgem entre o final de janeiro e meados de abril e a primeira sugestão que apresenta é a desaceleração dos meios de produção. Sob a ótica do Mercado, serve para fazer promover ajustes de todos os tipos que permitam mais eficiência dos equipamentos e máquinas disponíveis. Os ajustes de pessoas virão depois, quando Vênus estiver retrógrada entre meados de maio e o final de junho. E tudo isso, sob as bênçãos de Saturno retrógrado nos graus finais de Libra.

Na verdade, é a própria crise que impele a buscar novos métodos de produção e depois, de comercialização, para que o fluxo de capitais não se interrompa. Contudo, há um tal de Urano em Áries… Portanto, levando em conta o conjunto de configurações astrológicas, o Tema do primeiro semestre será acabar com o zumbido do temor da crise. Temor? A crise já se instalou há mais de 20 anos. Quando a Geração Z estava nascendo, a a crise já tinha se instalado.

Este zumbido tornar-se-á ruído ao longo do ano e, a falta de profundidade e reflexão da geração a quem cabe tomar as decisões mais importantes (acredite-me: é a geração Z que o faz, apesar das Gerações Babyboom, X e Y também participarem do processo), às quais se espera mais densidade e coerência. Porém, como esta geração multitarefa é incapaz de pensar em conjunto ou de proover uma análise mais complexa, ficaremos com soluções bandaid.

Acredito que a geração X tornará a assumir as rédeas pro pura necessidade de manter o controle da situação, a partir de outubro, com a retrogradação de Júpiter e o ingresso de Saturno em Escorpião. Esta combinação leva ao silêncio e ao recolhimento interior e, por isso mesmo, a uma reflexão de melhor qualidade e profundidade. Qualquer ato verdadeiramente criativo começa com o silêncio, com o vazio interior, como escrevi em outro artigo. É aquietando as próprias emoções que conseguimos domar a ansiedade e a pressa e avaliar de modo abrangente todo o conjunto de implicações que qualquer decisão possa ter sobre o mercado, as pessoas e o próprio planeta.

Nesta época, Urano também estará retrógrado, como que a sugerir a deixar a individualidade apressada em segundo plano, deixar a competição tecnológica de lado e unir as forças através de grupos e equipes de trabalho.

Todas as essas condições se refletem inclusive na expressão do amor e do afeto. As uniões, mesmo ocorrendo mais tarde, com mais idade, são apressadas e geralmente, com o claro propósito de ter filhos (apenas) ao invés de viver uma experiência amorosa. As separações são muito fáceis de ser obtidas e assim nos deparamos com muitas famílias desagregadas, onde os pais são separados e veem os filhos em tempos e prazos determinados (quando o fazem). Ao mesmo tempo, as exigências e necessidades financeiras colocam o casal (os pais) mais tempo fora de casa trabalhando do que tendo um saudável convívio com os seus familiares, especialmente as crianças. E não dá para culpá-los, este é o sistema e, em 2012, saturno em Libra e Marte em Virgem insistem nas responsabilidades, tanto as do casal como aquelas próprias do cotidiano doméstico.

E a vida pessoal de ambos e, a de ambos com a família, fica reduzida a um beijo de boa noite, quando já se encontram dormindo ou, nas atividades de final de semana.  Ah! O Amor? Em 2012 dá até para conversar a respeito. mas a partir de outubro, será necessário se responsabilizar pelos afetos e sentimentos daqueles que dependem de nós.

Por isso, a recomendação é não se deixar levar pela pressa dos resultados imediatos, sejam os profissionais como os pessoais.

Em 2012, aprenda a respirar, a controlar o ritmo de seus pulmões. Mas também, para desacelerar prestando maior atenção ao que existe à sua volta. Só assim haverá espaço para que possa vivenciar o amor de maneira mais plena e completa

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