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Conflitos pelo Mundo

O século XX assistiu a dois grandes conflitos armados que polarizaram o mundo conhecido.

Neste início de século XXI, acabamos de assistir a dois episódios terroristas que chocaram o mundo, na França.

Quando houve o ataque às Torres Gêmeas, os EUA invadiram o Iraque até a deposição de Saddam Hussein. De um ponto de vista pessoal, talvez tenha sido uma boa empreitada. Mas não se pode dizer o mesmo de uma perspectiva econômica: bilhões de dólares foram investidos a fundo perdido na reconstrução daqeule país, sem qualquer unidade política e cada vez mais mergulhado na miséria que já se encontrava antes da chegada das forças da coalizão.

Aí os objetivos mudaram para o Afeganistão, de onde os russos já tinham saído há muito tempo… Forças especiais mataram Osama Bin Laden. Mas o conflito naquela região continua sem solução, a ponto dos países que compuseram a aliança estarem abandonando o país à sua própria sorte.

Na Ucrânia, apesar do cessar-fogo, foi o inverno rigoroso que trouxe uma trégua à região, que já contabiliza cerca de cinco mil mortos.

Estas são os conflitos com perfis mais convencionais… A regionalização do mundo (processo inverso à globalização) está acarretando, por outro lado, vários conflitos localizados, pouco noticiados em nosso país.

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O Estado Islâmico provocou uma guerra civil repleta de atrocidades no Irã e na Síria. Milhões de refugiados já abandonaram seus lares em busca de uma vida melhor.

O Sudão do Sul também vive uma violenta guerra civil que, por enquanto, não tem perspectiva de solução e é considerado o mais grave de todos os conflitos. Há vários organismos internacionais envolvidos no esforço da paz. Basicamente, os conflitos são entre os leais ao presidente atual e o anterior, com os militares combatendo a ambos os lados com violência. O país se encontra falido, sua infraestrutura já entrou em colapso. Cerca de cinquenta mil mortos e dois milhões de desalojados.

Quer mais? O Boko Haram continua destruindo a Nigéria e sua população. Na Somália, o inimigo é o Al Shabbab, trata-se de outro conflito tribal. A República Democrática do Congo está sob intervenção das Forças de Paz da ONU, mas também é sacudida pela guerra civil resultado das rivalidades tribais.

No Iêmen, todas as negociações políticas fracassaram na transição para uma democracia. Esta é considerada a maior incógnita. O país se encontra parcialmente arrasado. Seu maior parceiro é a Arábia Saudita. A ONU vem envidando esforços para evitar um conflito fora de controle.

Situação semelhante é vivida na Líbia…

Júpiter e Saturno, desde 1980, formam Grandes Conjunções nos Signos de Ar, dados a conversas e negociações. Muitas vezes, excesso de conversa é também falta de iniciativa. Em 2000, tivemos a conjunção híbrida, ocorrida em Touro. Em 2020, a conjunção entre estes dois planetas se dará no início do signo de Aquário. Em 2015 e 2016, ocorrerão quadraturas minguantes entre Júpiter e Saturno. Nenhuma destas configurações prenuncia novidades e muito menos, guerras.

Entretanto, a generalização destes e outros conflitos é bem possível, mantendo a tendência de fragmentação e regionalização.

Atualmente, a grande pergunta é com relação ao terrorismo proveniente de algumas células que se abrigam à sombra do fundamentalismo extremista islâmico.

Neste sentido, as quadraturas entre Júpiter e Saturno, potencializadas pelos trânsitos de Marte, são indicadores de situações de risco. Alemanha, França e Austrália são (astrologicamente) os países com maior potencial para atentados terroristas com pano de fundo religioso. O próximo período crítico será em Agosto deste ano e o seguinte, entre Março e Junho de 2016.

Enquanto isso, vamos conversando e trocando ideias, como fazem aqueles dos signos de Ar.

Fonte consultada: 10 Wars to Watch in 2015.

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O caso da Venezuela

A história da Venezuela está marcada por lutas e insurreições populares, sempre violentas.

A começar por sua independência, foram necessários dez anos de lutas contra as forças espanholas até a decisiva batalha de Carabobo, em 1821. Entre 1848 e 1858, o país foi governado pelos ditadores Monagas. Julian Castro liderou a Revolução de 1858, levando o país a um longo período de instabilidade e guerra civil entre os conservadores e liberais, entre 1866 e 1870. Outros ditadores se sucederam no governo do país, sendo depostos em algum momento ou assassinados, como foi o caso do Presidente Delgado). Entre 1945 e 1958, ocorreram três levantes populares. Portanto, insurreição contra o atual presidente não é uma novidade na Venezuela.

Observando o mapa abaixo, podemos observar que Marte se encontra domiciliado na Casa IV, do povo e sem aspecto. Sua posição se opõe à Casa X, apontando que o povo se encontra sempre contra a continuidade dos governos e não se inibe de ir às ruas, mesmo que com o uso da violência. A Lua também se encontra sem aspecto, aplicando-se à oposição com o Sol (Cheia), confirmando a indicação de que a população e o governo estão sempre em polos opostos. O Sol também s encontra sem aspecto e, por conta disso, questiono a legitimidade de qualquer governo que assuma a presidência do país.

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Este Sol em Câncer governa o Ascendente, que representa a identidade do país, no caso, dramática e  romântica. Simon Bolívar é referência e herói ainda nos dias de hoje a ponto de Hugo Chavez fazer dele sua fonte de inspiração.

Há um Stellium no início da Casa XI e que aponta para o principal problema das insurgências populares: o alto nível de endividamento.  E como geralmente as promessas do governo não são cumpridas os cidadãos se endividam ainda mais junto aos bancos para adquirir bens de consumo. Porém, trata-se, em geral, de uma população pobre e humilde que, no final das contas, não consegue arcar com os custos financeiros do dinheiro que tomaram junto aos bancos.

Saturno transita a região do Nadir e aponta para a pressão popular contra as restrições do sistema e, de certa maneira, também por empregos e melhores condições de trabalho. As próximas conjunções ocorrerão entre a 2ª e a 3ª semana de Maio e, mais adiante, na 2ª quinzena de Setembro. Em Setembro, há ainda o Marte transitando esta mesma região, podendo deflagar conflitos ainda mais violentos e com um maior número de mortos. Em Outubro, Júpiter cruzará o Ascendente e é um indicador de mudanças (embora, ao retrogradar, possa indicar que a sequência dos acontecimentos não seja aquela esperada e tenham de ocorrer ajustes, como dissolução do congresso, troca de parlamentares, etc.). No final de Outubro, com Mercúrio retrógrado, Marte formará uma conjunção com a Lua e é um indicador de confrontos e manifestações contra governo e autoridades. Lembrando que Marte representa a força policial e neste caso, pode apontar para populares mortos por policiais.

Apenas em Junho de 2015 Júpiter cruzará novamente o Ascendente em movimento direto, com Marte transitando o Stellium em Gêmeos. Esta deverá ser a época em que os conflitos tenderão a um desfecho, embora o histórico da Venezuela não dê para antecipar a paz enquanto a pobreza não for combatida de frente.

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