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Janus 5 (review)

Se você já considera o Janus 4.3 muito bom, recomendo baixar o Janus 5. Pode ser testado gratuitamente por 30 dias, é uma excelente oportunidade para avaliar as novidades e aprimoramentos.

Instalação: Extremamente simples! É só baixar e seguir as instruções na tela. Se puder, desabilite o seu antivírus. Quando você executa o programa pela 1ª vez, abre-se o módulo de configuração.  Logo de cara, percebe-se que a inicialização do programa é mais rápida e leve.

Lembrando que a partir do Windows 7, a versão anterior (Janus 4.3) trava eventualmente e/ou não inicia, necessitando reiniciar o equipamento. O Janus 5 foi totalmente reescrito (não é uma atualização do Janus 4.3) . Sua arquitetura mais leve permite assim uma inicialização mais ágil e rápida inclusive no Windows 10, o que já é um benefício enorme.

Configuração: Nesta versão, a configuração é mais completa e pode ser acessada posteriormente através do menu, usando a opção “Settings”. Neste momento, você já se depara com a primeira grande novidade do Janus 5: tudo é fácil e totalmente configurável e editável a qualquer momento. Então, basta seguir as abas do menu de configuração e ir ajustando os parâmetros de acordo com o seu método de trabalho. É extremamente fácil.

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Principais novidades:

  • Acesso ágil aos diretórios de mapas (clientes, família, etc…) a partir da tela inicial.
  • Função “Preset” em todos os módulos de trabalho, dispostos em duas categorias (geral e particular) permitindo agilizar suas rotinas e tarefas habituais, deixando-as pré-configuradas. O programa já vem com várias configurações elaboradas de fábrica, que podem ser utilizadas como exemplo.
  • Importação dos diretórios de mapas do Janus 4.3 para o Janus 5.
  • Módulo de pesquisa em bancos de dados aperfeiçoado.
  • Módulo de Astrologia Tradicional: A tabela de dignidades está completa, apresentando as três Triplicidades. Aqui se encontram também as técnicas da Astrologia Helenística e os métodos de predição. Oferece várias outras opções, a maior parte delas com textos explicativos do método.  A apresentação dos mapas é configurável, sendo possível até empregar o mapa “bolinha”. Uma dica: a SAN é encontrada na aba das Partes Árabes. Há um apresentação específica para o mapa de Antíscia.

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  • Módulo de Astro-Cartografia permite apresentar as órbitas das linhas. Pode ser pré-configurado para representar apenas as linhas de buscas específicas (melhores locais para casamento, trabalho, escola, etc…)
  • Inclusão de um módulo de Astrologia Védica.

Prós (não listados acima):

  • Baixo custo de investimento (seja novo ou atualização), podendo ser testado gratuitamente por 30 dias.
  • O Janus 5 evoluiu bastante, mantendo a sua simplicidade e filosofia de módulos de trabalho (Tradicional, Cosmobiologia, Védica, ACG…).
  • Manteve a funcionalidade dos módulos de retificação de hora, com a possibilidade de apresentar apenas dois mapas (natal e secundárias) ao invés dos quatro mapas do Janus 4, melhorando a visibilidade. Pode ser acessado de diversos módulos diferentes.
  • A função “Linha do Tempo” inclui as datas. As Efemérides Gráficas incluem os aspectos.
  • Inclusão da função Calendário, útil para quem trabalha com horóscopos.
  • Atlas e fusos horários facilmente editáveis.
  • É possível configurar as estrelas, partes árabes e/ou asteroides que deseja empregar em suas rotinas de trabalho.

Contras:

  • O módulo de exportação de imagens está mais elaborado e com mais possibilidades de configuração, mas não suporta mais o formato WMF, que oferece melhor qualidade para exportação em Word e Power Point.
  • Não existe mais a função “Aspects to Stars”, que facilita encontrar os aspectos das estrelas em relação ao gráfico astrológico. É possível criar uma rotina através da função “Preset”.
  • A SAN se encontra na aba das Partes Árabes e não mais na listagem dos dados do mapa natal.
  • É bom checar as datas de início e fim do Horário de Verão no Brasil, uma vez que é bastante irregular. Contudo, é facilmente editável, como acima.

Conclusão:

  • Se você é um “heavy user” e  usuário do Janus 4.3, vale a pena migrar para o Janus 5. O suporte é excelente. Entrei em contato com o pessoal da Astrology House, que produz o programa, sendo sempre muito rápido e bem atendido. Mencionei alguns pequenos bugs, para os quais prometeram uma atualização brevemente.
  • A função “Preset” é muito interessante: dedique algum tempo experimentando e testando até se familiarizar completamente. Use as rotinas pré-instaladas como exemplo.
  • O manuseio e edição dos gráficos astrológicos é muito mais fácil e simples.
  • O programa é interessante e útil para os astrólogos iniciantes, intermediários e profissionais, com uma excelente relação custo-benefício.

O programa pode ser testado e/ou adquirido baixando o arquivo de instalação em https://www.astrology-house.com/

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Horas Planetárias – como usar

As Horas Planetárias são um dos métodos mais antigos de se avaliar as condições particulares de um certo intervalo de tempo de cerca de uma hora. Embora se saiba que a sua origem, não se sabe a respeito dos princípios que os nortearam.

Imagem1As Horas Planetárias foram trazidas da Babilônia pelos astrólogos gregos no século III aec. Combinam a semana de sete dias com o dia de 24 horas a partir da estrela setenária e, portanto, considerada mágica, uma vez que suas razões, disposição e ordem desafiam a lógica.

O estudante de Astrologia se depara com as Horas Planetárias quando aprende Astrologia Horária ou Eletiva e é dito que a Hora Planetária deve combinar com o Ascendente. Também aprende alguns significados para as Horas Planetárias que se confundem com aquela dos dias da semana, e que divergem em alguns aspectos do que aprendeu sobre a natureza dos Astros. Curiosamente, estes significados são muito semelhantes àqueles encontrados na Cabala Hebraica, o que reforça o seu caráter “mágico”. Assim, acaba sendo um instrumento de predição e planejamento que é deixado de lado pela maior parte dos estudantes de Astrologia.

Isso ocorre porque as Horas Planetárias não são um sistema fechado e não estão dissociados dos Trânsitos. Isso implica dizer que uma Hora Planetária de Júpiter, por exemplo, só será eficaz se este Astro, no céu, estiver em boas condições (essencial e acidentalmente) e puder realizar o que promete.

Primeiramente, tomam-se as Dignidades Essenciais Primárias (Domicílio e Exaltação). Encontra-se livre dos raios do Sol? Rápido? Aumentando em luz? Livre das aflições dos maléficos? Em bom aspecto com os benéficos? Angular ou em casa desafortunada? Estas são as condições principais a serem consideradas. As respostas acima indicarão o quão efetivo aquele Astro é naquele dia em particular.

Modernamente, avalia-se também o Astro no Tema Natal (natividade ou evento).

Do julgamento acima podemos concluir que:

  • Se o Astro considerado estiver débil e/ou fraco no Mapa Natal, os resultados das Horas Planetárias correspondentes igualmente o serão.
  • Se o Astro considerado estiver débil e/ou fraco nos Trânsitos, os resultados das Horas Planetárias correspondentes igualmente o serão, qualquer que seja a condição no Mapa Natal.

Outra questão é o planejamento de atividades que duram mais que cerca de uma hora. A maior parte da bibliografia existente aponta exemplos de ocorrências que se restringem a intervalos pequenos. Porém, é possível planejar o início e o fim de eventos que durem intervalos maiores de tempo, como uma cirurgia, por exemplo.

Uma cirurgia que se iniciar na hora de Saturno tende a se estender mais que o necessário, a menos que seja nas partes do corpo governadas por este Astro. Contudo, é muito provável que uma cirurgia iniciada nesta Hora Planetária se encerre na hora de Júpiter ou Marte, desfavoráveis para as cirurgias em geral. O ideal é concluir a cirurgia durante a hora de Mercúrio, devendo se iniciar na hora de Vênus ou Sol.

Usando estes princípios, pode-se planejar diversas atividades, como a melhor hora para ir se deitar e acordar, iniciar e concluir longas viagens, dedicar-se aos estudos (tema do exemplo abaixo). O único limite é a sua criatividade. Experimente!

Vale lembrar que as Horas Planetárias se iniciam ao nascer do Sol. A 1ª Hora Planetária sempre será a mesma do dia da semana. A duração das horas planetárias (diurnas e noturnas) varia ao longo do ano e está vinculada ao local para onde são calculadas.

Tutorial – Horas Planetárias

horas planetarias

Horas Planetárias diurnas e noturnas

 

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Astrologia Tradicional – Fundamentos (online)

Iniciando logo após o Carnaval:

Objetivos: Apresentar e desenvolver os conceitos fundamentais Tradição Astrológica.


Início: Sábado, 13/02/2016.
Duração
: 12 aulas + atividades práticas (chat, forum, aulas online, dúvidas 24/7)
Local
: Plataforma EAD
Inscrições
: Abracadabra Zen


hermes_trismegistusPROGRAMA

1. O que é Astrologia Tradicional?
1.1. Ambiente histórico e desenvolvimento até a atualidade.
1.2. Áreas de atuação

2. Um pouco de Astronomia
2.1. Sistema geocêntrico e heliocêntrico
2.2. Diferentes maneiras de medir os ciclos planetários
2.3. Representação do gráfico astrológico
2.4. Alguns sistemas de casas

3. Os Astros
3.1. Símbolos (representação)
3.2. Hierarquia
3.3. Natureza:
3.3.1. Os Temperamentos dos Astros
3.3.2. Gênero e Sect
3.4. Características
3.5. Associações
3.6. Movimento
3.6.1. Velocidade (passo diário)
3.6.2. Retrogradação e estações
3.7. Ciclos planetários

4. O Zodíaco
4.1. Símbolos (representação)
4.2. Modalidades
4.3. Temperamentos
4.4. Natureza e características
4.5. Outras associações
4.6. Regência
4.7. Eras Astrológicas
4.8. Constelações ou Signos?

5. Dignidades Essenciais
5.1. Domicílio e Exaltação
5.2. Triplicidades, Termo, Face

6. As Casas
6.1. Divisões e classificação
6.2. Felicidade (Joy)
6.3. Significado das 12 Casas
6.4. Casas derivadas

 

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Nova turma de Astrologia Tradicional

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Curso: A Arte da Síntese

Este é um curso indicado para todos os níveis de estudantes ou praticantes de Astrologia.

Ensina como montar o “pacote” de informações necessárias para julgar temas comuns de interesse do consulente.

O programa completo, com os temas abordados, pode ser encontrado neste link.

Não perca esta oportunidade!!! As inscrições são diretamente na Regulus.

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Júpiter e o Leão

Júpiter permanece cerca de um ano em cada Signo e no dia 16/07/2014, ingressou no Signo de Leão. Tornou-se um hábito utilizar-se dos mitos para interpretar as posições dos astros no céu, o que não corresponde à maneira tradicional de elaborar uma análise. Da mesma forma que um relógio é composto de seus ponteiros e tem um cristal de quartzo em seu coração, a Astrologia Tradicional fundamenta a sua interpretação nos astros que vibram de acordo com as qualidades primitivas. Assim é perfeitamente possível prescindir da subjetividade alegórica dos mitos, símbolos emprestados de outras fontes.

Para início de conversa, Júpiter é considerado um astro benéfico por ser moderadamente quente e úmido, portanto, favorável à vida. Suas qualidades proporcionam energia e expansão. Seu papel é operar como mediador da secura de Saturno e do calor de Marte, daí a sua interpretação como legislador.

jupiter_leão_3Leão é um Signo quente e seco, governado pelo Sol. Este conjunto indica autoridade, constância e solidez, geralmente como expressão de um poder. A secura do Signo confere resistência às mudanças e baixo poder de adaptação, uma vez que este não é o papel esperado deste Signo.

Ao unir Júpiter em Leão, encontramos excesso de calor e o contraste entre a umidade do astro e a secura do Signo, revelando um certo desconforto bem como, a tendência ao entusiasmo exagerado na manifestação do poder e da autoridade. Podemos pensar num ditador legalmente eleito, que usa de seu poder de propaganda para se perpetuar na função. Mas também podemos pensar em longas estiagens ou violentas tempestades tropicais. Ou ainda, uma forte manifestação do nacionalismo, especialmente em nações que tem o leão como seu símbolo.

Qualquer que for a linha interpretativa, devemos levar em consideração o excesso de calor e o desconforto entre a secura e a umidade. Inclusive o aspecto teatral e dramático desta configuração deve ser tomada com cautela, pois pode mascarar uma debilidade consciente ou não. Com esta configuração, é muito fácil inflamar as massas com ideais de grandeza. Com o poder conferido atualmente à mídia, qualquer bandeira é capaz de causar grandes estragos, seja ela religiosa ou nacionalista. E se contiver elementos de ambas, pode ser ainda mais perigosa, causando incêndios devastadores. Também podemos contar com o aumento da temperatura do planeta e suas consequências, como o derretimento de geleiras e das calotas polares.

Por sinal, esta configuração também sugere incêndios em universidades, centros religiosos ou sedes da administração pública. Mas favorece enormemente as atividades esportivas de todos os tipos, inclusive as aquáticas.

Sagitário, Signo governado por Júpiter, tem o carro de combate entre os seus significados. E em Peixes, traz também manipulação das massas através de imagens apocalípticas. Com Júpiter em Leão, podemos esperar por gurus com pretensões messiânicas.

O artigo abaixo pretende apenas apresentar algumas ideias, sem pretender ser definitivo ou completo.

O Início

jupiter_leão_1O começo da relação entre Júpiter e o Signo de Leão começa quando se aproxima do Sol, regente deste Signo. No começo de Julho, ainda em Câncer, entra sob os raios do Sol e gradualmente vai perdendo a sua força. Ainda no final do Signo de Câncer, fica combusto e perde ainda mais o seu poder de manifestação. Portanto, ingressou no Signo de Leão em combustão com o Sol. A conjunção ocorreu sem que ficar cazimi. Júpiter sai da órbita dos raios do Sol apenas um mês após ingressar em Leão. A tabela ao lado ilustra a sequência dos eventos e suas respectivas datas.

Um astro em combustão perde parte de sua umidade. Neste caso, a manifestação de Júpiter se torna mais rígida e austera. Corresponde ao período dos três acidentes aéreos e do início dos combates na faixa de Gaza. Embora não tenha sido devidamente noticiado, na Ucrânia oriental os combates também resultaram em várias mortes.

A Retrogradação

Júpiter ingressa na zona retrógrada em 12/09/2014 e sai em 06/07/2015, um longo período para repetir eventos e reforçar ideias e ideais. A retrogradação em Leão será entre os dias 08/12/2014 e 08/04/2015. Em 01/01/2015, forma oposição com Marte e, em 06/02/2015, oposição com o Sol.

Esta pode ser considerada uma importante mudança de fase, a partir da qual a natureza benevolente de Júpiter poderá se manifestar com mais poder. De um ponto de vista pessoal, indicado para organizar as finanças e os estudos (ou ambos). De uma perspectiva mais ampla, favorável à solução de conflitos e à solução de todos os excessos ocorridos na etapa anterior às oposições. Nesta época, Saturno estará em sua zona retrógrada, no Signo de Sagitário (governado por Júpiter) . Este conjunto sugere reuniões de alto nível e contatos nas esferas de governo ou empresários de influência com o objetivo de proporcionar fluidez à indústria e ao comércio.

Particularmente, acredito que veremos a volta do protecionismo em alguns países importantes da Europa, como a França e a Itália. Na Ásia, devem surgir algumas inquietações em países periféricos da China, como é o caso de Hong Kong. A Coréia do Sul também verá redução de sua atividade industrial.

Os Termos

jupiter_leão_2Em razão da retrogradação, ocupará os termos de Saturno e Mercúrio em duas ocasiões. Acredito tratar-se de uma indicação positiva especialmente para o comércio, que encontrará soluções sem depender das autoridades governamentais. Os setores mais beneficiados serão esportes e entretenimento.

Entre 05/09/2014 e 13/10/2014, Júpiter estará nos termos de Saturno, ainda em Escorpião. A economia será mantida em equilíbrio por meio do mercado financeiro (câmbio e juros). A fase seguinte corresponde aos termos de Mercúrio, até o dia 04/02/2015, quando retorna aos termos de Saturno. Acredito uma boa fase para o comércio, mesmo com a retrogradação de Júpiter. Porém, os melhores resultados podem ser esperados para a época entre 10/06/2015 e 13/07/2015, novamente nos termos de Mercúrio.

Veja a tabela ao lado para maiores detalhes.

Os períodos em que Júpiter se encontrar nos termos de Saturno e Mercúrio, com Saturno ainda em Escorpião também favorecem a todas as atividades de investigação e pesquisa, seja industrial como acadêmica. Algumas importantes descobertas podem ocorrer neste período. Com Saturno em Sagitário, indicado para publicar os resultados das pesquisas nos meios especializados.

Em 13/07/2015 e enquanto permanecer no Signo de Leão, Júpiter estará nos termos de Marte. É verão no Hemisfério Norte e quem sabe não tenhamos outros conflitos armados no Oriente Médio, uma vez que Saturno encontrar-se-á novamente retrógrado em Escorpião.

A dança com Marte

É Marte o grande disparador dos eventos indicados pelos planetas superiores.

Enquanto estiver crescente em relação a Júpiter, podemos contar com competitividade em todos os setores da vida. Forma uma quadratura com Júpiter em 01/08/2014 e uma conjunção com Saturno em 25/08/2014. Portanto, Agosto e Setembro são meses para reequilibrar os estoques, principalmente os de mercadorias de alto valor agregado, como é o caso dos gadgets. Mas também, uma época para vender aqueles imóveis, novos ou semi-novos, para os quais não conseguiu comprador no 1° semestre.

A melhor época, no entanto, ocorre com Júpiter direto e Marte minguante em relação a Júpiter. A época da 2ª quadratura, em Abril de 2015, será um período de grande movimentação no comércio e indústria, particularmente em nosso país.

Com todos os conflitos ocorrendo em diversas partes do mundo, mesmo que se aumente a produção, observar-se-á um aumento das vendas apenas a partir de Janeiro de 2015. Ou seja, a tendência é que o comércio legal de armas não se beneficie de imediato. O mesmo não pode ser dito quanto ao comércio ilegal ou informal, que tem as suas vendas ampliadas especialmente no mês de Dezembro.

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O que há de comum nas “Astrologias”?

Recentemente, respondi uma postagem sobre a possibilidade de reunir num mesmo cesto Astrologia Tradicional, Psicológica, Chinesa, Védica, Cármica, Cabalística, Hermética, etc…

Será que é possível? Será que existe algum denominador comum que as poderia entrelaçar uma na outra?

A Astrologia como Conhecimento foi organizada e sistematizada na Babilônia em cerca de 1700 aec, o que pressupõe que já existisse anteriormente. Há registros do saber astrológico no Egito, na Índia e na China. E é provável que também em outros locais, como no norte da Europa e nos Andes. Porém, a corrente que resultou na Astrologia que chegou à Europa (Roma) no século II aec era aquela derivada da Escola de Alexandria, reunindo os saberes dos sábios egípcios (astronomia) com a filosofia grega.
Há registros da observação de Urano na China e na Índia. Nas tabuinhas de argila da Suméria, encontramos registros dos planetas até Plutão, incluindo-se os asteroides.

A Astrologia Védica é contemporânea deste veio principal da Astrologia e, embora tenha forte influência do período inicial da filosofia grega, não se manteve presa a esta, permitindo-se ser permeada por sua própria cultura. Assim, a Astrologia praticada na Índia teve um desenvolvimento à parte, seja em seus aspectos teóricos como filosóficos. Em primeiro lugar, temos que considerar que para as religiões hindus, temas como carma e destino são essenciais para o entendimento de sua cultura. Um hindu nascido numa casta deverá permanecer nesta casta e apenas poderá mudar ao longo de várias vidas sucessivas, a partir de seu merecimento.

Um Mapa Natal védico reflete o destino imutável daquele nativo em particular. Por esta razão, um de seus principais objetivos é encontrar a parceira certa para um dado nativo. Ainda, os métodos de interpretação e são muito diferentes daqueles a que o astrólogo ocidental está acostumado a empregar. Como empregam o Zodíaco Sideral, coexistem diversos métodos diferentes para calcular a correção existente entre os dois Zodíacos (Tropical e Sideral).

A Astrologia Védica desenvolveu-se à mesma época da Astrologia no Egito e na Grécia, mas com uma visão, filosofia e métodos próprios, que a tornaram independente de suas origens.

A Astrologia Chinesa é absolutamente baseada em seu calendário religioso, que é soli-lunar. Não tem nenhuma relação com a Astrologia praticada ocidental ou védica. É provável que a Astrologia praticada pelos celtas, pelos povos dos Andes e talvez até pelos maias seja semelhante, variando apenas os animais atribuídos aos meses/signos. Por serem soli-lunares, não se utilizam dos outros planetas.

Abraão é considerado o pai da Cabala. Mas era, antes de tudo, astrólogo, como atestam certas passagens na Bíblia. A Cabala é uma tradição que remonta aos primórdios da civilização e tem a sua origem na Suméria. Explica desde a criação do Universo até acontecimentos e eventos mais cotidianos da existência humana, oferecendo um diagrama com soluções para os desafios que se apresentam pelo caminho. Tem em si uma espécie de sistema astrológico criptografado e que pode ser considerado a origem de outros sistemas. Dentre eles, podemos citar algumas correntes místicas e mágicas que empregam a Alquimia interior.alexandria

O neo-platonismo exerceu forte influência no pensamento dos ocultistas e místicos principalmente a partir do século VI e é o veio comum que une a Astrologia Tradicional à Cabala, embora com propósitos aparentemente diferentes. No entanto, os símbolos e a linguagem astrológica encontrados na Cabala são semelhantes àqueles encontrados na Alquimia, codificados pelos sábios da Escola de Alexandria nos primeiros séculos da Era Comum. O neo-platonismo e a visão aristotélica de mundo que nortearam a Astrologia Ocidental, seja ela em sua corrente muçulmana como na corrente helenista. Enquanto que a primeira se ocupava da precisão e voltada para os acontecimentos astronômicos, a segunda se ocupava da harmonia e da beleza que o movimento dos céus proporcionava. Durante os séculos seguintes, a Astrologia que se desenvolveu na Europa, tentou conciliar estas duas formas de lidar não apenas com a Astrologia, mas principalmente com os eventos da vida. Embora não divergentes, cada uma tem um propósito próprio.

Esta grande revisão dos manuscritos árabes e gregos na Idade Média deu origem ao período clássico da Astrologia. É também o período clássico da Cabala. Diversas linhas de correntes iniciáticas também surgem nesta época, como resultado do saber trazido pelo povo árabe (incluindo-se o povo judeu). A Alquimia e a Magia tiveram forte desenvolvimento nesta época, sempre com o uso da simbologia astrológica. Uma vez que ambas correntes serviam tanto para a transformação interior como para a exterior, foram, juntamente com a Astrologia e a Cabala, estudadas com afinco nos monastérios.

A Astrologia Hermética é um ramo importante da Astrologia e tem a sua codificação neste período graças aos escritos atribuídos a Hermes Trimegisto. Liga-se diretamente à Cabala e acredito que sua tradição ocorreu paralelamente a esta, se não, em seu próprio interior.

O Iluminismo trouxe o desenvolvimento do pensamento humano e das ciências. E, com ela, o livre-arbítrio. Ptolomeu, no século I ec, já escrevera a respeito introdução do Tetrabiblos, portanto, não era um assunto novo. A novidade do século XVII foi dissociar o divino da humanidade. A Astrologia e as outras Artes entraram em declínio, passando a ser estudadas de forma velada ou em segredo. Exteriormente, perderam a sua identidade.

Na virada do século XIX para o século XX surgem várias Ordens Iniciáticas e Escolas de Mistérios, busca do reviver os “segredos” do universo e da transformação pessoal através das Artes de outrora. É neste mesmo bojo que surge a Sociedade Teosófica. Seu propósito era ainda mais amplo, pois o cristianismo vivia uma crise de descrédito.

A Sociedade Teosófica, por meio de seus fundadores, reuniu aspectos da filosofia hindu à tradição ocidental. E foi ela que deu origem à Astrologia Cármica, numa adaptação ocidental à Astrologia Védica. No século XX, foi ela que atribuiu os significados aos astros após Saturno. E ao fazê-lo, sem qualquer vínculo com a Tradição, quebrou a Harmonia celeste tão preciosa aos astrólogos da Antiguidade.

A Astrologia Contemporânea surgiu então como uma combinação da Astrologia Tradicional e das atribuições teosóficas aos planetas após Saturno e que foram adaptados e readaptados a partir da década de 50 combinados ainda à Psicologia. Os métodos de interpretação da Astrologia Tradicional e da Contemporânea são diferentes, uma vez que seus objetivos também o são. Estas diferenças podem ser encontradas em mais detalhes neste artigo.

Qualquer Tradição, para ter valor, precisa ser viva, adaptando-se ao seu tempo e local. Contudo, uma das características de uma Tradição é que as suas verdades permanecem inalteradas ao longo dos séculos, mudando apenas a linguagem que a expressa. Por esta razão que qualquer Tradição é composta de princípios simples e muitas vezes, excessivamente óbvios. Qualquer mudança ao corpo das verdades da Tradição revela falta de conexão com a essência (Espírito) que anima esta Tradição e portanto, deixa de ser tradicional e dá origem a algo novo que não é mais tradicional.

Embora a Tradição permanecesse viva nas Escolas de Mistério, a Astrologia Clássica se caracteriza pelas adaptações dos manuscritos gregos e árabes, revendo conceitos que não entendiam e, muitas vezes, até reformulando-os.

Por outro lado, a Astrologia Contemporânea realiza uma ponte com a Psicologia, adaptando este estudo à linguagem astrológica que chegava no início do século XX com a intervenção da Sociedade Teosófica.

Assim, podemos concluir que apenas a Astrologia baseada na Tradição pode se conciliar com as outras Artes. Como as diversas correntes astrológicas derivam de saberes variados, conceitos filosóficos e culturais muitas vezes antagônicos, não é possível reunir as correntes astrológicas sem descaracterizá-las.

Notas:

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