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As origens da Astrologia

No Dia de Reis, comemora-se também o Dia do Astrólogo, uma vez que os Três Reis Magos também eram astrônomos-astrólogos. Vindos da Caldéia, terra associada não apenas à Astrologia, mas elevados conhecimentos mágicos e terapeuticos.

Historicamente, sabe-se que a primeira vez que a Astrologia fora organizada como um saber foi sob Hamurabi, no século XVII aec. No entanto, se ela já existia, como surgiu? O simples fato de observar o céu, que é um ato natural do ser humano, não assegura a sua interpretação. Ainda, existem espalhados em diversos pontos do planeta diversos observatórios que datam de uma época muito mais antiga, pré diluviana, ou seja, anteriores a 4500 aec.

No meio ocultista e iniciático, admite-se que os nephillin eram dotados de conhecimentos e poderes especiais. Eles surgem em diversas cosmogonias e mitos. São os titãs, da mitologia grega; os Tuatha de Daanan, que fundaram a Irlanda; e também na Bíblia, correspondem ao resultado do casamento entre os Filhos de Deus (Elohim) e as filhas dos Homens. Estes semideuses foram instruídos em diversas artes e especialmente naquela de vigiar o céu. Quem eram esses “Filhos de Deus”? São os anjos cuja missão era justamente instruir a humanidade.

Juntando de outras fontes, é muito provável que estes gigantes tenham inicialmente habitado a mítica Atlântida e que após o dilúvio, tenham se espalhado pelo então mundo habitado. Alguns autores sugerem que os Patriarcas bíblicos tenham sido todos descendentes dos nephillin. Há descrições a respeito de Abraão que combinam em muito com a descrição que é feita destes seres. Noé e Moisés também possuem características que tornam possível que sejam descendentes destes anjos, cuja missão é elevar o Homem de sua inocência e ignorância.

Lúcifer, o portador de da Luz, não é um rebelde, mas sim, um anjo com a missão de libertar a humanidade das trevas. Segundo a Tradição, depois de enorme sacrifício para descer (ou cair?) até os planos densos e materiais da Terra, os cerca de duzentos anjos liderados por Lúcifer iniciaram seu trabalho que se estende até os dias de hoje.

Os anjos que tinham a missão de ensinar a interpretação do sinais dos céus eram:

  • Baraqijal: A arte Astrologia.
  • Kokabel: os mistérios das estrelas e das constelações.
  • Shamsiel: o Zodíaco.
  • Sariel: o uso das forças lunares.

Abaixo, o símbolo da Classe dos Vigilantes:

Há muito de mitológico na estória corrente sobre os Reis Magos. Uma pálida passagem em Mateus, sem mencionar grandes detalhes e muito menos a glória encontrada em Lucas, quanto à Natividade.

Documentos existentes no Vaticano parecem comprovar a sua existência e até fornecem alguns detalhes adicionais, como a idade e procedência. No meio acadêmico, porém, há muita controvérsia envolvendo o relato dos Reis Magos, citando inclusive erros de tradução, onde caldeus, magos, mágicos e astrônomos forma tratados como um único verbete.

Por estas razões, prefiro apontar o início da Astrologia em algum período muito anterior. E Lúcifer o seu principal patrono.

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Os anjos do céu estrelado

Olhar para o céu numa noite escura pontilhada de estrelas traz uma série de sensações e sentimentos que geralmente não são facilmente descritos. Lembranças? Algo que tenha ficado perdido? Uma sensação de distanciamento?

Na verdade, é uma sensação de maravilhamento. E por isso, várias povos e culturas ao longo do planeta acabaram por imortalizar os seus deuses e heróis naquele céu noturno. Assim surgiram as constelações, ligando as estrelas grupos, formando desenhos que representavam os seus mitos e tradições.

Alguns povos do Oriente Médio, entretanto, pareciam dispor de algumas informações adicionais. Os judeus sempre foram um povo nômade. A Torah conta as estórias deste povo desde tempos imemoriais, contando com a influência dos mitos e tradições das diversas culturas com as quais conviveram, embora sempre adaptada à sua firme crença num deus único. Há várias passagens em que anjos se encontram entre os homens. Com Abraão, chegam a comer e beber.

Na Torah, o papel dos anjos é servir de mensageiros ou intermediários entre deus e os homens. São descritos como seres de luz ou de fogo, causando espanto quando se aproximam. Em Ezequiel e Isaías, conduzem os profetas para planos mais elevados até que pudessem estar junto da “glória de Deus”. Uma situação semelhante ocorre no Apocalipse de João, onde, além de anunciadores dos castigos, também são os executores das ordens de Jesus, à frente de seus exércitos.

É nesta mesma Torah que encontramos duas passagens reveladoras. Em Isaías 40:26, diz-se que toda e qualquer estrela do Universo tem nome: “É ele que faz sair o seu exército em um número certo e fixo; a todos chama pelo nome.” Em Salmos 147:4: “ele conta o número das estrelas e chama cada uma por seu nome”. Para os judeus, dar nome significa atribuir alma. O Midrash indica que os diferentes nomes das estrelas correspondem aos nomes dos diferentes anjos, numa relação de um para um.

Os astrônomos sabem que cada estrela tem o potencial de gerar um sistema à sua volta que, por sua vez, pode propiciar as condições para o surgimento de vida inteligente. É o que ocorreu com o nosso Sol, origem dos planetas que orbitam a sua volta e da nossa Terra.

As estrelas não surgiram todas de uma vez. Os astrônomos denominam de populações às gerações sucessivas de estrelas. Em Daniel, Isaías e em Apocalipse, os anjos também são retratados em hierarquias, com limites que não poderiam ser transpostos.

Os que os sábios do Oriente sabiam é da ligação existente entre as estrelas e os anjos. É bastante provável que entre os sacerdotes das culturas ancestrais como a chinesa e aquelas do note da Índia também soubessem deste elo.

Quando olhamos para um céu pontilhado de estrelas, olhamos para um passado muito distante: sua luz leva vários anos para chegar até nós. O que vemos corresponde a várias gerações de estrelas, com novas se formando enquanto que as mais antigas se transformam buracos negros. Olhando de nosso planeta, algumas estrelas gigantes parecem apenas um pequeno ponto no céu, por causa da enorme distância que se encontram.

As estrelas fazem parte de um passado em os homens e Deus se comunicavam mais facilmente. Hoje, precisamos de técnicas especiais, como a meditação, a oração, a prece e o êxtase, para conseguirmos estabelecer um contato fugaz. Eventualmente, contamos com a ajuda de um ser celestial que nos acompanhará numa parte da jornada.

Porém, na maior parte das ocasiões, parece que estamos realmente sós, em busca de nosso passado que, de fato, está contido no DNA das estrelas, que nos encantam com seu brilho ora azulado, ora alaranjado ou avermelhado.

Os mitos imortalizados nas constelações são uma maneira de tentar se relacionar com os deuses que se encontram além, bem distantes, no início de todas as Eras, antes de todas as estrelas e anjos. E assim, dissipar a angústia de se sentir deixado para trás neste ciclo de vida, morte e renascimento.

Segundo algumas autoridades hebraicas, as estrelas são um elo importante na cadeia da Providência Divina sobre o mundo. Existem vários níveis de interação entre Deus e o homem e o mais baixo é aquele dos anjos e das estrelas. Assim, os comentários da Midrasch explicam que a Divina Providência opera através dos anjos e estes, por sua vez, o fazem através das estrelas.

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Sobre estrelas e anjos

Segundo a Cabala e o pensamento religioso do povo judeu, as estrelas nomeadas correspondem aos anjos e arcanjos. Em suas diversas categorias, os anjos servem de intermediários ou mensageiros entre Deus e o Homem.

Encontramos passagens interessantes a respeito no Sefer Yezirah (ou Livro da Criação), quando afirma que o número de estrelas corresponde ao resultado da permutação entre as 22 letras do alfabeto hebraico. Este número se encontra muito próximo da estimativa realizada pelos cientistas a respeito das estrelas existentes no Universo.

Há passagens sobre os anjos, relacionando-os com as estrelas, em vários locais da Bíblia, como em Isaías 40:26 e Salmos 147:4, em que é dito que possuem nome e alma.

As estrelas são, portanto, o nosso elo com o Criador. O papel de mensageiros atribuído aos anjos pode ser abordado, a partir de uma visão mais contemporânea, sendo exercido pelas estrelas.

No mapa astrológico individual (ou Mapa Natal), algumas estrelas são mais importantes que outras em razão de sua posição. É lógico que aquela que estiver junto ao seu Meio-Céu é crucial para o seu destino na vida atual. Mas não podemos deixar de incluir as estrelas que formam conjunção com o Sol e a Lua, que formam os elos com a nossa encarnação atual.

Seguem as principais estrelas associadas às Constelações Zodiacais:

  • Leão: Regulus e Denébola.
  • Virgem: Spica e Vindemiatrix (associada a Libra).
  • Escorpião: Antares e Alioth.
  • Sagitário: Nunki
  • Capricórnio: Deneb Algedi e Giedi Prima.
  • Aquário: Sadalmelik e Saldasuud.
  • Peixes: Alrisha.
  • Áries: Hamal.
  • Touro: Aldebaran e Elnath (também Plêiades e Hyades).
  • Gêmeos: Castos e Pollux.
  • Câncer: Acubens e Aselli.

Torno a fazer a pergunta: qual é a sua estrela? Ou ainda, qual é o seu anjo?

Para saber mais sobre as estrelas: Constellations of Words (em inglês).
 

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