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Olhar 2020/21

Diz que o Seu Zé, pescador antigo daquelas bandas, fitava o céu em busca de algum sinal naquela noite sem Lua. O mar era calmo, uma brisa suave soprava nordeste. O céu, veludo escuro pontilhado de estrelas, limpo e sem nuvens. Olhando para o alto, encontrou as Três Marias e, apertando os olhos, tentou vislumbrar a claridade da costa. Com seu barco parcialmente cheio, considerou melhor voltar para casa, tomar um banho e deitar-se junto de sua esposa.

Num grande centro urbano, Carlos Antônio digita a partir das informações que recebe pelo portal de negócios. Pega um de seus smartphones, liga para um cliente antes de tomar algumas decisões. Há algumas mensagens no outro smartphone, responde rapidamente uma ou outra e volta sua atenção para a tela do notebook. Novos índices sugerem novas oportunidades. Seu smartwatch avisa de uma reunião dois andares acima.

Enquanto isso, no FB, surgem várias postagens a respeito de um eclipse que, nenhum dos dois acima viu, sequer tomaram conhecimento. Há outras postagens sobre uma tal conjunção entre Júpiter e Saturno que, igualmente, nenhum dos dois faz ideia do que se trata.

Algumas digressões…

Embora não tenham consciência do que está acontecendo no céu, não estarão isentos de suas consequências gerais. Contudo, como se tratam de eventos de cunho social, não terão ação sobre as vidas pessoais do Seu Zé e do Carlos Antônio. Para eles, a vida segue…

A vida segue porque suas perspectivas, suas visões de futuro, estão em algum ponto adiante por no máximo um ano. Porém, os Eclipses contam uma estória que se desenrola por cerca de 17 séculos. As conjunções entre Júpiter e Saturno descrevem eventos econômicos e sociais que se estendem por cerca de 800 anos. É mais, muito mais do que Seu Zé e Carlos Antônio podem perceber ou alcançar com a sua consciência.

E como não estarão conscientes do fluxo dos acontecimentos, simplesmente serão levados pela torrente, sem conseguir interferir em suas consequências.

A verdade é que existem informações demais para serem acessadas pelos mais diversos meios e a mente humana está próxima de seu limite, tendo de recorrer à inteligência artificial para a solução de questões complexas que possam ser resolvidas por algoritmos. Alguns autores contemporâneos apontam que a humanidade se aproxima de sua inutilidade, na medida em que a individualidade se torna uma falácia, sob qualquer perspectiva (emocional, psicológica ou mesmo mental). É preciso abstrair para compreender o que está verdadeiramente acontecendo, deixar de lado as páginas dos portais de notícias.

Há um grande paradoxo em jogo, pois de um lado, uma das chaves é o desenvolvimento da consciência individual. Trata-se de um movimento entrópico com o objetivo de se defender da agressividade do meio exterior. Astrologicamente, é representada pelo Sol.

Por outro lado, a outra chave é a participação social, o senso comum, o envolvimento coletivo e humanitário, representado por Aquário (onde ocorre a conjunção entre Júpiter e Saturno).

A crise ética que assistimos nos últimos anos é reflexo dos paradoxos acima. Corrupção e a escalada da violência são as manifestações visíveis da falta de consciência individual e de participação social.

A Grande Conjunção Júpiter-Saturno

As conjunções entre Júpiter e Saturno ocorrem a cada 20 anos, com um avanço de 243° com relação ao anterior. Depois de 60 anos, a terceira conjunção ocorrerá com uma diferença de 9° com relação à primeira. Após 800 anos (40 conjunções), haverá uma diferença de apenas um grau em relação à primeira conjunção.

A próxima Grande Conjunção encerra um ciclo iniciado em 05/03/1226. Uma pesquisa nos acontecimentos da época indicam o avanço das tropas mongóis (que chegaram até a Hungria), o surgimento das feiras livres e das guildas de comércio e, as cruzadas (que abriram oportunidades comerciais através das rotas marítimas).

Atualmente, encontramos os produtos chineses em qualquer prateleira no mundo e vemos que o mercado tenta se reinventar desde a Grande Crise de 2008. Enquanto a China não consegue mais um crescimento de sua economia no patamar de dois dígitos, a economia (mercado) opera com juros cada vez menores e com princípios artificiais (criptomoedas, blockchains).

A Grande Conjunção do final de 2020, ocorrendo no início do Signo Astrológico de Aquário assinala o fim da “Lei de Mercado” como nós a conhecemos. Com o avanço da IA e dos algoritmos, haverá um número cada vez maior de desempregados (a Europa já está cheia deles há décadas!!!). Com menos indivíduos economicamente ativos contribuindo para o Estado por meio dos impostos menos dinheiro haverá na Economia. Juros baixos significa que o dinheiro (ou os créditos) tem menos valor. A redução do consumo é uma realidade e fortalece a distância entre os mais e os menos economicamente favorecidos. A solução da indústria vem sendo agregar valor através da tecnologia de ponta, acessível para poucos.

É esta bomba relógio que irá estourar a partir de 2021, representada pela Grande Conjunção. Num primeiro momento, a descrição acima, tomada do Homo Deus, de Yuval Harari e muito difícil de desmontar a partir do atual quadro político e econômico mundial. O retorno do nacionalismo é um aspecto dos mecanismos de defesa das economias dos países onde surgem, como é o caso do BREXIT.

Uma semana antes da Grande Conjunção há um Eclipse Solar total de Nodo Sul. Ocorrendo no Signo Astrológico de Sagitário, será efetivo por pouco mais de três anos. Será visível no Chile, na Argentina e parte do Brasil. Não me causará espanto se houver graves movimentos sociais nos primeiros dois países. No Brasil, acredito que o clima entre certos setores militares, o parlamento e o judiciário azedará de vez. A Europa lida com os milhões de imigrantes islâmicos, onde as políticas públicas não refletem a vontade da maioria da população, que vê a sua cultura sendo colocada de lado em favor do islamismo.

O sentido de humanidade que se espera tem, sob a perspectiva econômica, a questão do aquecimento global x sustentabilidade.  Para alimentar a crescente população, cada vez mais subempregada, é necessário produzir mais alimentos. A agricultura precisa de irrigação: sem água, não há colheita.

Battle-of-the-Doomed-Gods[1]

A minha expectativa para as primeiras três conjunções seguintes entre Júpiter e Saturno são o aumento da fome e da miséria no mundo, bem debaixo de nossos olhos. Onde há miséria há a exploração da miséria (favelização, marginalização social e crimes de todos os tipos, consumo e tráfico de entorpecentes, etc…). A saída é a solução do paradoxo apresentado anteriormente, uma vez que o desenvolvimento da consciência individual leva à percepção de uma consciência universal e torna a ética bem como, a contribuição e participação social uma necessidade.

Assim, este Eclipse Solar de dezembro de 2020 lida também com fechar os olhos e voltar-se para dentro de si mesmo em busca do atributo divino que o anima, do pó das estrelas que o originou. E então olhar para os demais humanos como uma grande coletividade que, para sobreviver, precisa aprender a colaborar uns com os outros. Uma total utopia…

Os maiores progressos da humanidade ao longo da História foram alcançados quando o Homem aprendeu a colaborar com os demais, desinteressadamente.

Talvez o Seu Zé consiga pescar melhor e Carlos Antônio trabalhe com menos ansiedade. E ambos consigam dedicar mais tempo às suas famílias e pessoas de suas comunidades.

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Incêndio na Catedral de Notre Dame

É sempre muito fácil escrever depois que o fato tenha ocorrido, no mínimo, porque se tem um gráfico astrológico de ponto de partida. Depois de tamanha tragédia, só nos resta olhar em retrospectiva e humildemente avaliar a nossa pequenez em não compreender os sinais do céu.

Segundo a BBC, o incêndio principiou às 18:50, em Paris.

O mapa do céu para este instante é absolutamente emblemático, pois tem o Sol em Áries separando-se de uma quadratura com Saturno: a catedral é um ícone de Paris e da França, o incêndio iniciou na torre (flecha) mais alta e arianamente pontuda. Este Sol está disposição de Marte em Gêmeos, em conjunção muito estreita com Aldebaran, uma estrela associada a acidentes violentos e também incêndios. Trata-se de uma estrela vermelha e uma das mais antigas e por isso mesmo, perigosas (como também Algol, Antares e algumas mais). Em vista do acima exposto, acredito que o incêndio tenha sido ocasionado por negligência ou falta de atenção com algum equipamento de manutenção elétrico.

Bem… não para por aí, Saturno, o senhor das estruturas e um dos Astros que muito bem representa esta catedral, encontra-se conjunto ao Nodo Sul ou Cauda do Dragão, de natureza violentamente destrutiva. Por esta configuração, é bastante provável que parte de sua estrutura tenha sido danificada e eventualmente, comprometida, ao contrário do que dizem os primeiros relatos dos bombeiros.

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Como disse o meu amigo Giancarlo Schmidt, de Petrópolis, se um ícone destes pega fogo é um mau presságio. Tenho de concordar com ele inclusive com base numa pesquisa que fiz com os eclipses solares desde o início de 2017. A maior parte deles tem conexão com o mapa do incêndio, seja com o Meio-Céu, Ascendente ou Marte, reforçando que algo já pairava no ar.

A boa notícia é que uma boa parte das esculturas e outras obras foram retiradas dias antes para restauro. A má notícia é que por mais que a reconstruam, esta Catedral jamais será a mesma, pois foi erguida por “pedreiros” que sabiam muito bem o que faziam. Seu legado foi queimado pelo fogo. Quem sabe agora, com suas almas libertas de sua obra grandiosa, estes “pedreiros” possam nos guiar pelo longo caminho de trevas que nos espera…

Nota: Curiosamente, praticamente no mesmo horário em que acompanhávamos as notícias deste incêndio, ocorria outro na mesquita de Al Aqsa, em Jerusalém, rapidamente controlado e debelado. Parece-me que Mikael anda aprontando das dele…

Veja neste artigo as dimensões do estrago provocado pelo incêndio e sua extinção.

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O ataque a Shayrat

Preparei um pequeno clipe explicando o mapa do ataque.

  • Principais tópicos:
  • Ascendente em Peixes.
  • Júpiter retrógrado em oposição ao Sol.
  • Marte sem aspecto.

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Retrospectiva 2016/Expectativas 2017

Tenho acompanhado os acontecimentos deste segundo semestre de 2016 com as mesmas expectativas (acredito) que a maioria das pessoas. Entretanto, como venho dizendo em conversas informais, os problemas que o mundo (e não apenas o Brasil) enfrenta atualmente não surgiram de uma hora para outra e, da mesma forma, não irão se resolver rapidamente como que por um passe de mágica.

2017

Os mesmos desafios e tendências que verificamos em nosso país também ocorrem em outros locais de nosso planeta, mas com direcionamentos diferentes em razão das culturas e histórias dos países ou regiões.

Isso sem contar na foice ceifadeira que levou um monte de gente bacana este ano…

A radicalização é um desses temas comuns, com aspectos e desdobramentos muito similares:

O Mundo

  • No Oriente Médio, há a guerra civil da Síria e o Estado Islâmico são os mais conhecidos, porque rondam a mídia como pano de fundo dos atos terroristas na Europa. Mas é bom recordar a fragmentação que os demais países muçulmanos sofreram nos últimos anos (Líbia, Iraque, Iêmen, Egito…) que permanecem à disposição de qualquer liderança populista. Nestes casos é bom lembrar que numa mesmo nação podem existir vários povos, como é o caso da Turquia, por exemplo.
  • O caso dos países da África Central é parecido com o caso do Afeganistão e Paquistão, onde a miséria extrema abriu espaço para milícias e lideranças populares, com um povo tentando subjugar ao outro.
  • A Europa está assolada de problemas, após o BREXIT, outras nações já se manifestaram a favor de sair do bloco, a partir de um sentimento nacionalista cada vez mais forte. A invasão dos refugiados reforçou este sentimento e aguçou a xenofobia, que não é novidade deste período. A Bulgária fechou as suas fronteiras, a Áustria reforçou a segurança e apertou as restrições à entrada de imigrantes. França, Inglaterra, Bélgica e Noruega já declararam que não os querem. Espanha e Itália ainda lidam com um elevado número de desempregados. A Alemanha ainda não conseguiu reintegrar a Alemanha Oriental por completo. O PIB Europeu encolheu significativamente. Os movimentos conservadores têm crescido em razão do nacionalismo e de seu apelo popular.

mundo2017Todos os assuntos acima citados se agravaram a partir do trânsito de Saturno (pouco à vontade e por isso, ditatorial) no Signo de Sagitário.

  • Nos EUA, nos oito anos que presidiu o país, Barack Obama obteve relativo sucesso em restabelecer o crescimento econômico e os empregos, bem como, distanciar-se dos conflitos militares em outras regiões do globo. Exerceu a sua autoridade como presidente da nação mais importante do planeta evitando intervenções diretas e mortes de americanos. Contudo, Donald Trump se elegeu graças ao forte apelo populista e uma campanha baseada em promessas de 140 caracteres. Alguns o veem com apreensão.

Tanto na Europa como nos EUA, há mecanismos reguladores extremamente restritivos. Na Europa, o excesso de regulação (burocracia) é responsável por toda sorte de atrasos no processo de tomada de decisões que deveriam ser tomadas em poucas horas. Nos EUA, tudo isso é mais ágil e, portanto, mais eficiente, o que não dá tanto espaço ou margem para que um presidente faça o que lhe der na telha.

  • Na América Latina, ainda persistem alguns governos de cunho populista, como até bem pouco tempo era o caso inclusive do Brasil. Por sinal, somos o país com o mais moderno sistema jurídico no mundo, o que não parece ser uma vantagem, como vimos recentemente…

O Brasil

O maior problema do Brasil é a ineficiência. A corrupção pode ser enquadrada nesta ineficiência, uma vez que os mecanismos reguladores dos contratos e das transações comerciais não foram capazes de (ou não quiseram) detectar o dinheiro que se esvaía para outros destinos que não aqueles de interesse público.

A corrupção pode ser comparada como uma rede de abastecimento de água tratada que deveria chegar a todos os destinos com pressão suficiente… Mas como foram feitos gatos e há vazamentos logo na saída da estação de tratamento, o volume e pressão da água entregue é diferente daquele que saiu inicialmente. Portanto, a água que retorna para ser tratada, será igualmente menor, ocasionando um déficit de armazenamento…

Alguns países, como a Dinamarca, extinguiram o dinheiro de papel em 2016 para ter maior controle sobre a circulação de divisas e tentar estancar estes “vazamentos”, que também ocorrem por lá e em outros países do 1º Mundo.

Como o dinheiro que deveria retornar sob a forma de serviços era inferior ao que realmente foi pago, começou a faltar dinheiro em toda a cadeia… O primeiro passo é o desemprego e com ele, a diminuição do poder aquisitivo, que prejudica inicialmente o comércio e depois a indústria e pronto, está armado o círculo vicioso que todos conhecemos.

br2017

Em nosso país, a cultura do superfaturamento é um problema cultural, que ocorre desde os tempos do Brasil-Colônia…

A ineficiência vem acompanhada de um outro problema global: a falta de ética, numa época em que vivemos um mundo de aparências pautado pelo “politicamente correto” que, neste período de Júpiter em Libra transformou o mimimi numa arte…

Bom moço

Existem, porém, os aspectos positivos desta relação entre Saturno em Sagitário e Júpiter em Libra. Casos de violência doméstica, estupros, homofobia e xenofobia sempre existiram desde tempos remotos, mas agora saíram de sob o tapete e entram em nossos lares casa através dos noticiários, sendo discutidos inclusive nas escolas. Tornados crime, suas ocorrências são denunciadas e as pessoas que cometeram tal ato, condenadas e presas.

Expectativas

Durante o ano de 2017, Saturno transitará no Signo de Sagitário até meados de Dezembro, quando ingressa em Capricórnio; e Júpiter, no Signo de Libra, até meados de Outubro, ingressando no Signo de Escorpião. Durante todo o ano, Júpiter estará na Via Combusta. Estes dois Astros formarão um sextil ao final de Agosto, quando Saturno retoma o movimento direto. Trata-se do último contato entre os dois astros, antes de formarem a conjunção, em Aquário, ao final de Dezembro de 2020.

A colega Barbara Abramo afirmou em sua página pessoal (14/12/2016) que “o navio Brasil vai encontrar o seu prumo apenas em 2020”. Pelo que descrevi acima, devemos ter boas expectativas para o nosso país apenas a partir do início de 2021. Aí você irá me perguntar: conseguiremos sobreviver até lá? Sim!!! Com certeza!!!

Mas não dá para pensar que todos os problemas que elenquei anteriormente sejam solucionados, com esta configuração entre os dois astros regentes dos acontecimentos sociais, econômicos e culturais. Com Saturno em Sagitário ainda teremos notícias de atentados, de miseráveis fugindo de seus países e buscando melhor sorte em outros países, além das fronteiras… Com Júpiter em Libra, haverá muitas discussões políticas, marcos regulatórios, protocolos, mas nenhuma decisão concreta que corrija o que está errado.

Ao mesmo tempo que ocorre um vazio de lideranças, há também um empobrecimento do pensamento e das reflexões (limitadas a 140 caracteres, será que me leu até aqui?). É um campo fértil para todos os tipos de movimentos populares baseados em slogams sem qualquer probabilidade de se tornarem realidade (as campanhas das utopias sociais são realizadas através do Signo de Sagitário).

Com relação aos EUA, os mecanismos regulatórios (Constituição, Senado, etc.) são suficientemente eficientes para evitar desastres e catástrofes provocadas por algum desorientado. Quanto à perda de importância dos EUA no cenário global, isto já ocorreu a partir da Era Obama, pois teve de primeiro arrumar a casa antes de tentar cuidar dos quintais dos vizinhos.

Brasil 2017

Os temas que se seguem serão melhor desenvolvidos em artigos futuros. Nos tópicos abaixo pretendo apenas responder ás questões mais importantes para o nosso país no ano de 2017.

  • A chapa Dilma-Temer será cassada pelo TSE? Há um período extremamente crítico em torno de 11/05/2017, época em que o risco de enfrentar problemas que levem à sua cassação é grande. Contudo, não existe nenhuma indicação particular no mapa de Dilma Rousseff. Assim, é mais provável que Temer esteja recebendo duras críticas e lidando com acusações graves, sem que seja cassado, cumprindo o seu mandato até o final.
  • As investigações de corrupção irão continuar? Sim, sem dúvida, mas de uma forma mais branda, uma vez que já obtiveram muito material que precisa ser analisado. Deverá entrar em nova fase a partir de meados de Outubro, quando Júpiter ingressar em Escorpião.
  • Lula será preso? Escrevi um artigo sobre esse tema e continuo achando pouco provável. Lambuzou-se com as oportunidades que teve acesso. Terá um período complicado quase na mesma época que Temer, em torno de 12/05/2015. Pessoalmente, acredito que o ex-presidente era apenas uma importante figura de fachada, uma espécie de fiador do esquema arquitetado e administrado pelas empreiteiras, de um lado e, José Dirceu e Antonio Palocci, do outro. Estes sim, com inteligência, sagacidade e perspicácia para um esquema desta dimensão.
  • A economia voltará aos trilhos? Não. No 1º semestre, particularmente entre os meses de Março e Junho, ainda veremos mais desemprego, dificuldades com arrecadação e inadimplência generalizada. A construção civil é um dos setores que já se encontra prejudicado e é o que mais deve sofrer neste período. Nesta época surge ainda a tendência inflacionária em razão da elevação dos serviços públicos. Apenas depois das eleições e graças à definição do presidente seguinte é que haverá perspectivas da economia voltar a crescer. Este tema será melhor desenvolvido em um artigo futuro.
  • Como fica a crise ética na política? Até Outubro, ainda teremos de lidar com abusos e absurdos. Porém, neste período, começa-se a se desenhar o cenário para as eleições de 2018. É bastante provável que os candidatos de maior destaque não sejam políticos de carreira. Porém, neste mês, em razão das investigações de corrupção, vários políticos terão de deixar os seus cargos, sendo substituídos por seus suplentes, alguns deles, inexpressivos, o que não quer dizer incapazes. Esta renovação trará um novo perfil, cujas consequências deverão influenciar na corrida presidencial do ano seguinte. Entretanto, em ano de Júpiter em Libra, deve-se esperar muitas tentativas de obter acordos, conversas de bastidores, mimimi que não leva a lugar nenhum. Este é mais um fator de estagnação para o país. Este tema também será melhor desenvolvido em um artigo futuro.

Conclusão

Em resumo, em 2017, lidaremos com os mesmos problemas que enfrentamos no 2º semestre de 2016.

Em nosso país, a curva do desemprego deve se estabilizar, ainda sem uma retomada. A ineficiência ainda será o maior problema. No mundo, também teremos de lidar com as mesmas questões (violência generalizada, terrorismo, diminuição do PIB e da renda per capita). Apesar de não ocorrer nenhum milagre, 2017 será mais tranquilo sob a perspectiva jurídica. Mas ainda não é o ano das soluções e dos resultados.

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Encrenca à vista…

Os ciclos se repetem e normalmente, são indicadores de acontecimentos que se repetem de maneira semelhante.

Encontra-se em formação a quadratura entre Júpiter (Virgem, exilado) e Saturno (Sagitário), onde o primeiro dispõe sobre o segundo. Esta configuração, por si só, não tem o poder de mudar absolutamente nada, mas é um forte indicador de tensão que impele a mudanças de natureza ética e econômica.

O Signo de Sagitário tem uma forte componente belicista, governa a Cavalaria (hoje em dia, com tanques e helicópteros). E neste Signo, também encontramos Marte, este sim, o soldado por excelência. Este astro ficará retrógrado a partir de 17/04, funcionando como um rastilho de pólvora e disparando os eventos de maneira errática e imprevisível. Quando me perguntaram a respeito das manifestações, eu olhava para ainda mais distante, com a visão voltado para a Europa (refugiados) e o Oriente Médio (conflitos armados).
Na verdade, a minha expectativa para os próximos três meses é de catástrofes, incêndios, explosões, atentados… E muitas mortes violentas.

As configurações que vivemos atualmente são semelhantes àquelas vividas entre fevereiro e abril de 1986. Logo no início do ano, ocorreu a quadratura entre Júpiter (Peixes, domiciliado) com Saturno (Sagitário). Marte também transitava em Sagitário e formou uma conjunção com Saturno. Vênus se encontrava perigosamente no Signo de Áries. E Mercúrio ficou retrógrado entre 06 e 30 de março.

São configurações muito semelhantes a que experimentaremos em breve. Porém, há uma componente adicional, uma vez que a quadratura entre Júpiter e Saturno ocorre em duas ocasiões: 23/03/2016, Júpiter retrógrado e Saturno direto/estacionário; e 26/05/2016, com Júpiter direto e Saturno retrógrado. Num primeiro momento, a tensão entre estes dois astros não se apresenta, é contida e represada. Extravasa-se a partir da segunda quadratura.

Marte não formará nenhuma conjunção com Saturno neste momento. É Vênus que faz a ligação entre ambos, o que torna os eventos menos catastróficos, mais pontuais e de menores proporções em relação àqueles ocorridos em 1986. Gostaria de lembrar que, para os Maias, o planeta Vênus representava a deusa da guerra. E é Ptolomeu que afirma em um de seus aforismos que Vênus transitando por Hamal (estrela) resulta em guerra e morte de reis.

A minha expectativa é um aumento de incêndios significativos com mortes e também, um aumento no número de atentados. Como um todo, um período (março a maio de 2016) com mais acidentes e mortes violentas em relação ao mesmo período do ano passado. A retrogradação de Mercúrio em Touro tende a abrandar o alcance dos desastres, ou seja, serão eventos localizados e não grandiosos como os ocorridos no início de 1986.

O diagrama abaixo ilustra os trânsitos de março a maio e as datas em que ocorrem:

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Compare com os desastres e catástrofes ocorridos em 1986. Note que ocorreram num intervalo de quatro meses:

  • 17/01/1986: Incêndio do Edifício Andorinha (Rio de Janeiro).
  • 28/01/1986: Explosão do ônibus espacial Challenger.
  • 31/03/1986: Explosão do Boeing 727 na Cidade do México, matando todos os 168 ocupantes.
  • 05/04/1986: Explosão na Boate La Belle (Berlim), matando duas pessoas e deixando 155 feridos.
  • 26/04/1986: Explosão do reator nuclear de Chernobyl (Ucrânia), 400 vezes mais potente que a Bomba de Hiroshima.

Sendo assim, conclamo que todos aqueles que puderem orar ou realizarem alguma prática que contribua para a maior harmonização da humanidade e das energias de nosso planeta, que não deixe de fazê-lo, para atenuar as consequências das configurações acima listadas.

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Conflitos pelo Mundo

O século XX assistiu a dois grandes conflitos armados que polarizaram o mundo conhecido.

Neste início de século XXI, acabamos de assistir a dois episódios terroristas que chocaram o mundo, na França.

Quando houve o ataque às Torres Gêmeas, os EUA invadiram o Iraque até a deposição de Saddam Hussein. De um ponto de vista pessoal, talvez tenha sido uma boa empreitada. Mas não se pode dizer o mesmo de uma perspectiva econômica: bilhões de dólares foram investidos a fundo perdido na reconstrução daqeule país, sem qualquer unidade política e cada vez mais mergulhado na miséria que já se encontrava antes da chegada das forças da coalizão.

Aí os objetivos mudaram para o Afeganistão, de onde os russos já tinham saído há muito tempo… Forças especiais mataram Osama Bin Laden. Mas o conflito naquela região continua sem solução, a ponto dos países que compuseram a aliança estarem abandonando o país à sua própria sorte.

Na Ucrânia, apesar do cessar-fogo, foi o inverno rigoroso que trouxe uma trégua à região, que já contabiliza cerca de cinco mil mortos.

Estas são os conflitos com perfis mais convencionais… A regionalização do mundo (processo inverso à globalização) está acarretando, por outro lado, vários conflitos localizados, pouco noticiados em nosso país.

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O Estado Islâmico provocou uma guerra civil repleta de atrocidades no Irã e na Síria. Milhões de refugiados já abandonaram seus lares em busca de uma vida melhor.

O Sudão do Sul também vive uma violenta guerra civil que, por enquanto, não tem perspectiva de solução e é considerado o mais grave de todos os conflitos. Há vários organismos internacionais envolvidos no esforço da paz. Basicamente, os conflitos são entre os leais ao presidente atual e o anterior, com os militares combatendo a ambos os lados com violência. O país se encontra falido, sua infraestrutura já entrou em colapso. Cerca de cinquenta mil mortos e dois milhões de desalojados.

Quer mais? O Boko Haram continua destruindo a Nigéria e sua população. Na Somália, o inimigo é o Al Shabbab, trata-se de outro conflito tribal. A República Democrática do Congo está sob intervenção das Forças de Paz da ONU, mas também é sacudida pela guerra civil resultado das rivalidades tribais.

No Iêmen, todas as negociações políticas fracassaram na transição para uma democracia. Esta é considerada a maior incógnita. O país se encontra parcialmente arrasado. Seu maior parceiro é a Arábia Saudita. A ONU vem envidando esforços para evitar um conflito fora de controle.

Situação semelhante é vivida na Líbia…

Júpiter e Saturno, desde 1980, formam Grandes Conjunções nos Signos de Ar, dados a conversas e negociações. Muitas vezes, excesso de conversa é também falta de iniciativa. Em 2000, tivemos a conjunção híbrida, ocorrida em Touro. Em 2020, a conjunção entre estes dois planetas se dará no início do signo de Aquário. Em 2015 e 2016, ocorrerão quadraturas minguantes entre Júpiter e Saturno. Nenhuma destas configurações prenuncia novidades e muito menos, guerras.

Entretanto, a generalização destes e outros conflitos é bem possível, mantendo a tendência de fragmentação e regionalização.

Atualmente, a grande pergunta é com relação ao terrorismo proveniente de algumas células que se abrigam à sombra do fundamentalismo extremista islâmico.

Neste sentido, as quadraturas entre Júpiter e Saturno, potencializadas pelos trânsitos de Marte, são indicadores de situações de risco. Alemanha, França e Austrália são (astrologicamente) os países com maior potencial para atentados terroristas com pano de fundo religioso. O próximo período crítico será em Agosto deste ano e o seguinte, entre Março e Junho de 2016.

Enquanto isso, vamos conversando e trocando ideias, como fazem aqueles dos signos de Ar.

Fonte consultada: 10 Wars to Watch in 2015.

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E o gás passa pela Ucrânia

A situação da Ucrânia, seja como povo ou como nação, é mais complexa do que aparenta. A Europa e, especialmente a Alemanha, empenharam-se em mudar as suas matrizes energéticas, particularmente após o desastre de Fukushima. Atualmente, o gás russo que atravessa a Ucrânia é responsável por cerca de 36% do que é consumido na Alemanha. A Ucrânia atualmente é um país dividido: a oeste do Dnieper, seus habitantes são de fato ucranianos e pró-Europa; a leste, a população é eminentemente russa e pró-Moscou. A população ucraniana corresponde a cerca de 87% e sua economia é agrícola. Mas é no lado russo que se encontram indústrias.

Em outra postagem, escrevi um resumo (resumidíssimo) das origens e história da Ucrânia. Ao final, apresento através de dois links, as verdadeiras razões existentes por trás do conflito com Moscou. Há séculos de problemas entre os dois países, a Rússia sempre como colonizadora e exploradora da Ucrânia.

Para esta breve análise, estudei dois possíveis mapas da Ucrânia, encontrados em www.astrologyweekly.com. Há o mapa da independência, após o colapso da URSS em 1991 e, um outro mapa, quando a Ucrânia se tornou independente pela 1ª vez em 1918. Após estudar a história e a identidade da nação, embora não considere um mapa perfeito, é o que julguei o mais representativo da Ucrânia. Há uma ligação entre ambos, que se faz por meio da estrela Altair, em 01º de Aquário. No mapa de 1918, é o Sol que se encontra neste grau; no mapa de 1991, é Saturno que ocupa esta posição.  É uma estrela que indica honra através de conflitos ou guerras, embora possa estar associada à morte através de venenos.

ucrania 1918O mapa de 1918 tem Gêmeos no Ascendente, tipicamente um signo de passagem, bem próprio da história da Ucrânia. Encontra-se enquadrado por Júpiter e Lua, retratando a divisão a Leste e a Oeste do Dnieper. O Ascendente representa a identidade da nação e está diretamente relacionado ao seu povo. A exportação (ou exploração) de suas riquezas por outras nações está representado por Saturno em mutua recepção com o Sol e governando Mercúrio (regente do Ascendente). Mas também por Júpiter governando a Casa VII (inimigos da nação). Vênus se encontra igualmente à disposição de Saturno e corresponde à elite cultural  (músicos, escritores e poetas que tentaram reavivar a nacionalidade ucraniana) assassinada pelos russos. A mútua recepção entre o Sol e Saturno, na Casa IV, mostra ainda um povo refém de uma nação estrangeira ou de uma federação (Aquário).

Este mapa responde ainda às Direções Primárias (Casas de Campanus, Direções Zodiacais através dos semi-arcos de Placidus, chave de Kepler) e aos trânsitos e Eclipses, com pequenas variações, aos eventos marcantes da história da Ucrânia. Utilizei especialmente os eventos da Era Stalin e aqueles que decorreram depois da desintegração da URSS.

Empregando os mesmos métodos, há fortes indicações de beligerância ocorrendo em 2006 e 2009, correspondendo à Crise do Gás. Novamente em 2012 e 2013, apontando a instabilidade política e as manifestações recentes.

Gosto de usar Arco Solar com mapas de nações e neste momento, Marte forma uma conjunção com Mercúrio (regente do Ascendente) que indica que a identidade da nação está sendo enfrentada. Porém, Marte se encontra na Casa VI do Tema Natal da Ucrânia, o que quer dizer que o é a indústria do país que está sendo “defendida” através dos militares estrangeiros (russos), indústria esta que se encontra justamente na parte russa da Ucrânia. O Sol (Arco Solar) forma um trígono com este mesmo Mercúrio, tornando praticamente nulas as possibilidades de um conflito armado.

Há uma estreita relação entre os mapas da Ucrânia e da Alemanha (mapa da Proclamação de William I, em 1871) e este é o mapa que de fato deve ser investigado. Marte progredido forma um trígono com o Sol, de Virgem para Capricórnio, um bom indicador para a mediação da crise para preservar o funcionamento das próprias indústrias. Nas Direções Primárias, há uma quadratura entre o MC e Saturno, na Casa VII Natal, casas dos adversários e dos inimigos.

Saturno é um planeta que pode representar a Rússia, país que graças ao frio, derrotou Napoleão e Hitler. Encontra-se destacado nos dois mapas apontados. Lembrando que as relações entre a Alemanha e a Rússia, ao longo da história, sempre foram ambíguas, movidas por interesses específicos. No casos atual, trata-se do fornecimento do gás.

Conclusão:

Não há nenhum indicador de conflitos envolvendo a Ucrânia ou prejudicando o fornecimento de gás à Alemanha. Historicamente, a Ucrânia sempre foi uma região de passagem com um povo explorado e espoliado por algum país líder. Atual instabilidade política tem como pano de fundo as consequências resultantes da Crise do Gás, em 2006 e 20o9. Antes de defender interesses territoriais, a Russia defende interesses da Gazprom, sua empresa produtora de gás. É muito provável que a Rússia consiga algum reajuste após a redução das tensões. Nada do que está acontecendo na região diz respeito aos EUA. Em vista de tudo isso, Putin se encontra muito confortável em tomar a Crimeia e o a Ucrânia Oriental.

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