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Eclipse Lunar (15/04/2014)

Os eclipses são fenômenos que sempre despertaram a curiosidade e o temor entre as pessoas.

Hoje em dia, entretanto, em que a maior parte delas sabe que o mundo não irá acabar, mal se dão conta da existência destes fenômenos no céu. Sem dúvida, são admiráveis e despertam reverência pelo sistema no qual estamos envolvidos. No caso de um eclipse lunar, é a Terra que projeta a sua sombra sobre a vizinha Lua.

Visualmente, tem-se a impressão de que a Lua está sendo engolida…

Astrologicamente, há certas regras que devem ser seguidas para interpretarmos os eclipses e, a primeira delas é que os eclipses lunares estão subordinados aos eclipses solares. Contudo, nenhum dos grandes autores é suficientemente claro como isso ocorre. Ptolomeu e Bonatti foram os mais claros a respeito “O Eclipse de 20/05/2012” eu incluo os aforismos relativos aos eclipses, de Cardan, quanto à duração de seus efeitos.

Uma das condições para a ocorrência de um eclipse é que esteja a uma certa distância (órbita) de um dos nodos lunares. Os eclipses de nodo norte costumam ser distribuidores enquanto que os de nodo sul são catalisadores e considerados prenunciadores de acontecimentos maléficos.

Seja num eclipse solar ou num lunar, quem indica por seus aspectos a natureza dos eventos esperados é a Lua.

O diagrama abaixo contém o gráfico astrológico do eclipse lunar para a data acima, calculado para as coordenadas geográficas de São Paulo. Incluí a árvore de domicílios para avaliar a disposição das forças planetárias e o encadeamento das disposições e regências.

eclipse lunar 1404

O último aspecto da Lua é com o Sol. Assim que sair da órbita da oposição, a Lua fica fora de curso. Um astro fora de curso não realiza nenhum evento porque não transmite luz a nenhum outro astro. A Lua é o astro mais importante, neste caso, porque além de ser a protagonista do eclipse (junto com o Sol), é a responsável por “mediar” a luz do Sol e, consequentemente, os eventos em nosso planeta. Diz-se que a Lua está associada ao cotidiano.

Ainda, Saturno, astro responsável por tudo o que cristaliza ou se realiza, encontra-se feral. Um astro feral nada faz, isolando-se em si mesmo. Alguns autores modernos sustentam que um astro feral funciona “para dentro”… Na prática, não realiza.

Uma das principais regras da Astrologia diz que astro sem aspecto é astro sem ação…

Portanto, este é um eclipse do qual não se pode esperar nenhuma ação, seja concreta ou interior. Mesmo sob a perspectiva espiritual, nada acontecerá de diferente ou especial. Porém, se a nebulosidade permitir, não deixe de acordar de madrugada para ver o alinhamento dos luminares, isto sim, sempre um espetáculo belíssimo.

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Haverá guerra ainda?

A Primavera Árabe se caracterizou por uma série de manifestações ocorridas no Oriente Médio e que, em alguns casos, resultaram na deposição de governos autoritários. Em certos momentos, o Ocidente participou direta ou indiretamente para tentar preservar a população civil de maiores massacres.

Os países envolvidos se caracterizam por facções tribais ou que pretendem a supremacia do islamismo. Nestes países, há uma forte componente teocrática o que tem provocado ainda mais sectarismo num caldeirão que há milênios ferve sem parar. Por fim, há ainda a questão da Jihad e da Al Qaeda, profundamente infiltrada entre a população rebelde.

As milícias armadas são o maior problema para uma intervenção militar em qualquer destes países pois, ao final das contas, não é possível saber onde irá parar o armamento ou se acabará incitando ainda mais instabilidade na região.

Porém, há três países de interesse estratégico sobre os quais pouco se tem falado. A Israel não interessa uma intervenção armada de qualquer natureza, uma vez que a Síria e o Irã são inimigos tradicionais desta pequena nação que, ao final das contas, acabará mesmo ficando por conta própria se o conflito se ampliar. A Síria é um país fortemente militarizado e, enquanto tem de cuidar de sua guerra civil, não irá provocar o Israel. E há a questão do Irã, uma nação teocrática com poderio nuclear. Se atacadas, Síria e Irã com certeza apontarão suas ogivas para Israel, com consequências imprevisíveis.

Ou seja, não é tão fácil assim para os EUA ou Rússia se aventurarem a uma intervenção. A diplomacia é mesmo o melhor caminho, a apesar do desrespeito às convenções internacionais dos quais estes países não são signatários.

Porém, ao analisar o mapa da Síria, o quadro que se tem é preocupante. Este conflito se iniciou por ocasião do Eclipse de 04/01/2011, que não foi visível em Damasco. A interpretação dos Eclipses segundo Bonatti e Ptolomeu indicam que a força deste Eclipse é até 11/2014. Contudo, não dá passa desapercebido o fato que Marte estará transitando o Ascendente (Natal) e Saturno (Eclipse) entre Janeiro e Junho de 2014, período que acredito ser o mais tenso quanto ao desenvolvimento do conflito na Síria.

Siria

O Eclipse de 05/2012 ocorreu formando conjunção com Alcyone, tradicionalmente uma estrela belicosa e em conjunção com Marte do mapa da Síria. É mais um indicador de conflito, porém, de natureza interna. Aponta para o esforço de minar as manifestações e a guerra civil, mas também de ações traiçoeiras de ambas as partes, seja do governo como dos rebeldes. Além da população, não há inocentes nesta estória.

Siria 2

O Eclipse de 11/2013 pode marcar o início da contenção das armas, especialmente as químicas, no regime do presidente Bashar al-Assad. Não há nenhuma indicação de riscos corridos por militares estrangeiros, seja da OTAN, da ONU ou de outras nações ocidentais. Não há interesse em depor o presidente Bashar al-Assad, uma vez que ele combate justamente os milicianos jihadistas e da Al Qaeda. E se for deposto, poderá ocorrer o mesmo caos existente na Líbia.

Conclusão: Apesar de todas as fortes indicações de tensão, não há força suficiente para uma intervenção militar, mesmo cirúrgica. O trânsito de Marte em Libra, na região do Ascendente, sugere a pressão, mas também, uma via diplomática tensa por meio de um linguajar aparentemente duro. A sequência dos Eclipses Solares sugere tensão popular sem solução imediata ou deposição do presidente Bashar al-Assad. É mais provável que se busque circunscrever a guerra civil a limites toleráveis pela opinião pública do Ocidente.

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O Eclipse de 20/05/2012

Os eclipses são os grandes marcadores de tempo, especialmente porque envolvem as duas Luzes do céu.

Os eclipses são ocultações de uma das Luzes pela outra. Assim, um eclipse solar ocorre quando a Lua se encontra entre a Terra e o Sol, por ocasião da Lua Nova. num eclipse lunar, é a Terra que se encontra entre as Luzes e faz sombra sobre a Lua, ocorrendo na Lua Cheia.  Os eclipses solares são mais importantes, uma vez que é o Sol que fica encoberto pela Lua.

Os eclipses ocorrem sempre numa distância de até 8,5º dos Nodos Lunares. Portanto, os eclipses que ocorrem junto ao Nodo Norte ou Cabeça do Dragão tem uma ação diferente daqueles que ocorrem junto ao Nodo Sul ou Cauda do Dragão.

Conforme a sua ocultação, os eclipses podem ser totais, parciais ou anulares. Segundo Ptolomeu e Bonatti, os eclipses são mais importantes nas regiões em que são visíveis e a duração de seus efeitos é proporcional ao tempo de ocultação:

De Tetrabiblos, Livro II, capítulo 6: DA DATA DOS ACONTECIMENTOS PREDITOS
O segundo e cronológico título, pelo qual devemos descobrir as datas dos acontecimentos significados e a sua duração, será considerado como se segue. Na medida em que os eclipses que têm lugar na mesma data mas não duram o mesmo numero de horas ordinárias em todas as localidades, e como os mesmos eclipses solares não têm em todos os lugares o mesmo grau de obscurecimento, ou o mesmo tempo de duração, determinaremos primeiro a hora do eclipse, em cada uma das localidades mencionadas e, para a altitude do polo, centros, tal como numa natividade; em segundo lugar, quantas horas equinociais dura obscurecimento do eclipse em cada uma.
Pois, quando se examinam estes dados, se for um eclipse solar, compreendemos que o acontecimento predito durará tantos anos quantas as horas equinociais que determinarmos e, se for um eclipse lunar, tantos meses.
 
Sete Segmentos de Cardan, aforismos relativos aos eclipses:
11. Um eclipse da Lua prolonga os seus efeitos pelo mesmo número de meses que a sua duração em horas, e o do Sol pelo mesmo número de anos.
12. Um eclipse tem um efeito triplo, primeiro poderoso devido à conjunção ou oposição durante a qual acontece; segundo geral, porque arrefece lentamente e, por isso, se prolonga por muito tempo. Terceiro o poder que recebe do regente do lugar em que acontece e de outras posições desse momento.

Características

O eclipse de 20/05/2012 ocorre em 00º 20′ de Gêmeos, em conjunção com a estrela Alcyone. Em seu máximo, o Sol alcançará uma altura de 60º, considerada forte. O tempo de contato dos Luminares é de cerca de 3,55 horas, perfazendo uma ação de 3 anos e 7 meses a partir desta data. Seu efeito é catabólico, ou seja, de liberar energia (os antigos diriam que tem um poder destrutivo, particularmente pelo Signo Zodiacal em que ocorre).

Os eclipses são agrupados em séries, de acordo com a sua geometria (ângulo de incidência em relação à Terra). Este eclipse pertence à Série de Saros 128, iniciada em 29/08/984 e que se encerra em 22/11/2282, ou seja, depois de 1298 anos.

Este eclipse estará visível numa larga região da Ásia, como indicado na imagem obtida do site de Fred Espenak. Nele, há todas as informações necessárias à avaliação do eclipse, antes de sua interpretação astrológica.

Algumas idéias

Pesquisando os eventos associados aos mais recentes eclipses da Série de Saros 128, nota-se que há uma pequena ênfase na busca da paz e da conciliação, bem como, uma tendência ao desenvolvimento artístico, com o surgimento de movimentos culturais ou novas escolas de pensamento. O fato de ocorrer no Nodo Sul indica uma disseminação de ideias que levam na direção do entendimento e da concórdia.

Acima, o mapa do eclipse, obtido para o local e hora de máxima ocultação. Note que Júpiter e Mercúrio (regente do Asc e do Eclipse) se encontram no Meio-Céu, reforçando a noção de diálogo entre nações estrangeiras. Ainda, a oposição entre Marte e Netuno é um convite para buscar soluções para os conflitos de longa data (brigas intestinas). Estes últimos astros formam um T-Square com os Luminares.

Com a estrela Alcyone associada ao Sol e à Lua e, especialmente se culminando, representa as principais autoridades militares de um país ou nação.  Alcyone faz parte das Pleiades, na constelação de Touro e, de um modo geral, não é um bom presságio. Alcyone é a mais brilhante dentre elas e é associada honra e glória, se em boas condições.

Entretanto, gostaria de ir mais além. Este é um eclipse antigo dentro da Série de Saros. Embora astrologicamente não existam muitas indicações de associação com os militares, algumas invasões recentes começaram logo após eclipses desta série, para ao final, chegar-se a acordos de paz complexos e, inicialmente, considerados absolutamente improváveis.

Teremos mais alguns anos de eclipses ocorrendo no eixo Gêmeos e Sagitário, tradicionalmente ligado á informação, mas também, aos ventos da mudança. Este eclipse percorre uma região que recentemente vem sendo assolada por catástrofes naturais (terremotos e tsunamis) e forçando seus moradores e deixarem para trás divergências sociais, culturais ou religiosas em razão do enorme número de perdas humanas. E, por isso mesmo, encaminhando-as ao exercício da solidariedade. Este diálogo pode ser claramente notado na configuração da oposição entre Marte e Netuno quadrando ao Eclipse.

Há também a ideia de perda de colheitas em razão da estiagem ou falta de chuvas nas regiões de visibilidade do eclipse. Esta configuração sugere seca e sementes que não vingam ou ainda, são comidas pelas aves. Num dos mitos associados às Pleiades, como constelação de Inverno (Hemisfério Norte), são associadas à agricultura.

Mas para quem gosta e curte as questões associadas às possibilidades de elevação da consciência que se abrem a partir de um eclipse, este trata de buscar o conhecimento dentro de si e não fora, antes de ir ao encontro dos mistérios divinos ou do Universo. Gêmeos é o signo das colunas do Templo de Salomão. Júpiter e Mercúrio, em Touro, preconizam a sobrevivência ou a manutenção de valores morais, éticos ou filosóficos simples e práticos, ligados ao cotidiano ou à própria Natureza, antes que a Terra se aqueça acima de suas próprias possibilidades e as marés se elevem (Marte em oposição a Netuno, Virgem/Peixes).

Entretanto, prefiro ver de que há um trabalho a ser feito antes de se alcançar o conhecimento dos céus. E este trabalho passa pelo aperfeiçoamento pessoal e pela responsabilidade que temos uns com os outros enquanto seres deste planeta. Responsabilidade esta que inclui todos os seres vivos, animais, plantas e tudo o que forma esta jóia do Sistema Solar que conhecemos como planeta Terra.

 

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A Dança dos Luminares

Eclipses são indicadores de mudança. Eram sempre temidos pelos antigos.

Neste caso, não poderia ser diferente. Será visível apenas nas altas latitudes do Hemisfério Sul e, portanto, tem a sua ação e influência diminuídas também em razão da baixa altitude.

Imagem do Eclipse (Nasa Eclipse Web Site).

Pertence à Série de Saros nº 123, iniciada em 1074. Este período corresponde ao da Cisma da Igreja Católica e o início das Cruzadas. Porém, vale citar que a primeira universidade foi fundada em 1088. Sua implantação se deu sob a vigência deste primeiro eclipse da série.

O eclipse atual é o 53º de 70 e se encerra em 2318. Uma pesquisa nos eclipses anteriores desta série coloca os temas em religião e ambiente acadêmico em foco. Há uma ênfase (direta ou indireta) no Signo de Sagitário. O primeiro deles começa com Saturno ocupando este Signo.

Há uma diferença entre os eclipse que ocorrem nos Nodos Lunares Norte e Sul. Este ocorre no Nodo Norte e é considerado agregador e construtivo. Ou menos destrutivo. É Mercúrio retrógrado quem dá o tom deste eclipse em particular, chamando a atenção especialmente para o emprego da ética e os valores realmente tradicionais da humanidade.

Sugere o retorno a conceitos simples de educação e cultura, sem adereços ou enfeites. Impele à busca da lealdade e confiabilidade como valores básicos. Júpiter, regente de Sagitário, encontra-se igualmente retrógrado em Touro em mútua recepção com Vênus. Portanto, trata-se de uma ética dos sentidos, de pegar, tocar, cheirar.

Este eclipse fala de coisas simples, de valores e conceitos que já eram conhecidos por nossos pais e avós. Trata de um retorno às origens, em que negócios eram selados à base de um fio de bigode. Em meio a uma grave crise de consumo, em que os mercados encolhem e até Deus se tornou um negócio rendoso e próspero, é hora de lidar com os paradoxos que a sociedade contemporânea se encontra imersa.

As Cruzadas promoveram a devastação e a destruição por onde passaram. Hoje, é a necessidade de consumo que esgota com os recursos do planeta. Rios e lagos tem secado e desaparecido, drenados para irrigação de imensas áreas de plantio. O solo dos mares está coberto de lixo, óleo e plástico. Mineração e agricultura tem criado enormes modificações na morfologia do solo, criando áreas erodidas. Onde haviam florestas e morros, hoje só existem extensas planícies, várias delas, desertificadas em razão da exaustão do solo.

As diferenças religiosas ainda são causadores de guerras e desentendimentos entre Ocidente e Oriente. Porém, assistimos à mudanças importantes no Islã africano, que podem resultar em cismas ainda maiores, bem como, no avanço da pobreza e miséria onde a riqueza é pouca e para poucos.

Este eclipse aponta para o futuro da humanidade e apresenta soluções, dá pistas do caminho a seguir. Não promete nenhuma devastação, pois leva à reflexão (Júpiter e Mercúrio retrógrados), a busca da ética e dos costumes tradicionais. De tentar viver com mais simplicidade, antes que esta crise de recursos nos devore e ao planeta.

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