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Ladeira abaixo

Meus pais tinham amigos que moravam no Rio de Janeiro e passei a minha infância viajando para a então Cidade Maravilhosa. Tenho boas recordações dos vários passeios que fizemos na década de 70.

No início da década de 80, estudei na Escola de Marinha Mercante. Foi bem na época em que Moreira Franco entregou o governo da cidade para Leonel Brizola e seus CIEPS. A mudança inclusive do cheiro nas ruas da cidade mudou justamente neste período.

Este início da década de 80 marca outros acontecimentos importantes, como o surgimento da Social Democracia (que se mostrou não ser nem uma coisa e nem outra) e líderes importantes como Reagan e Thatcher.

Atualmente, o Rio de Janeiro não é mais o principal destino turístico dos estrangeiros em férias no Brasil, assustados com a violência nas “comunidades”.

Na verdade, sinto que a cidade perdeu a sua identidade quando deixou de ser Guanabara, a capital do país, tornando-se apenas Rio de Janeiro, capital do Estado. Quando a família imperial portuguesa ali chegou, em pouco tempo, transformou a cidade não apenas em centro de poder, mas também num pólo cultural importante. D. Pedro II tinha um apreço especial pela ciência, pela cultura e pelas artes. São Paulo superou o Rio como principal pólo cultural e artístico no país apenas durante a década de 80.

Como centro econômico e comercial, o Rio sempre atraiu migrantes particularmente do norte do país. De uma forma geral, pode ser dito que o carioca era essencialmente cordial e hospitaleiro, como eternizado no personagem do Zé Carioca, de Walt Disney. Os migrantes foram, em sua maioria, bem recebidos adaptando-se facilmente à cidade. Porém, na outra extremidade da sociedade, vimos as conspirações e a contravenção, que costumam andar onde há dinheiro. Na década de 80 era apenas o jogo do bicho, que financiava o Carnaval.

Com a perda de importância da cidade, os pobres se tornaram os miseráveis e começaram a subir os morros: os cortiços se tornaram as favelas (hoje, “comunidades”). A teia em torno do jogo do bicho foi substituída pelo tráfico, com drogas e armas, tornando-se absurdamente violenta.

Sem nenhuma ética ou controle, o dinheiro da corrupção drenou o dinheiro para as obras públicas para o bolso de uns poucos, num arremedo perverso de Zé Carioca do mal. Apesar dos royalties do petróleo, os recursos gerados na cidade não eram mais suficientes para mantê-la, dependendo de uma combalida e péssima administração pública. No Brasil, os recursos sempre aparecem depois da tragédia (embora nem sempre alcancem quem realmente depende deles).

Com o triste incêndio do Museu Nacional, resolvi inquirir sobre o mapa da fundação da cidade. As cartas de Anchieta relatam que Estácio de Sá fundeou seus navios na sombra da Ilha Grande, onde elaborou o seu plano para reconquistar a cidade dos franceses. Seu plano era simples, entrar na barra da Baía de Guanabara quando a maré estivesse enchendo, pois assim, as pequenas embarcações dos tupinambás teriam a maré contra elas. Como a maré encheu logo no início da manhã, por volta de 05:30 horas, os nativos ainda teriam o brilho do Sol em seus rostos, diminuindo também a velocidade.

Rio_1555_França_Antártica

Segundo Anchieta, o plano teve êxito absoluto e as naus portuguesas puderam aportar nas proximidades do morro Cara de Cão em seguida. Considerando todas as possibilidades náuticas e astronômicas, é provável que a fundação da cidade tenha se dado entre 07 e 08:30 horas do dia 01/03/1565. Embora não tenha realizado um cálculo completo do ajuste de hora, emprego o horário de 07:30 horas, que resulta num Ascendente em 17° de Aquário.

Sob esta perspectiva não acredito numa diminuição da violência por conta do tráfico de drogas e armas; ao contrário, tenho expectativas que ela se expanda a níveis maiores a partir de novembro de 2018. Com relação à cultura, o incêndio no Museu Nacional gerará comoção e acabarão entrando (muito atrasados) os recursos para o seu restauro. É bastante provável que surjam investimentos de outros países (França? Alemanha?) mas sem um projeto geral e inclusivo. Há teatros e outros museus em situação financeira delicada. O carioca se orgulha de sua história (e há muitas para contar)… mas os recursos para manter e preservar o seu patrimônio quaisquer que tenham sido os desvios, não chegam onde são necessários.

Sobre a falta de verbas destinadas ao museu (acervo Estadão).

A força do povo carioca está em sua pluralidade e no amor a sua terra. É preciso reconquistá-la.

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2018, a Copa do Mundo e as Eleições

Confesso estar pouco disposto a escrever sobre “previsões 2018” ou sobre “previsões para os Signos 2018”. A humanidade vive um momento de transição que ainda levará alguns anos. E particularmente no Brasil, basta acompanhar o noticiário para ser tomado pelo pessimismo.

Por outro lado, é preciso lembrar (todos astrólogos o fazem) que as previsões para o ano são obtidas, à princípio, empregando o mapa do ingresso do Sol em Áries, que ocorrerá em 20/03/2018. Este mapa é de fato considerado o mapa do “Ano Novo Astrológico”, aquele que dispõe sobre os temas e o tom do ano em curso até o próximo ingresso, no ano seguinte.

Uma das principais características do ano de 2018 é que todos os Astros ficarão retrógrados, inclusive Marte e Vênus. Ocorrerão três eclipses solares, nenhum deles visível no Brasil, embora mereça alguma atenção aquele que ocorre em 11/08/2018, visível sobre o nordeste da Ásia (China, Mongólia…) ao norte da Europa (Suécia, Finlândia, Noruega…) até a Groelândia, uma vez que forma conjunção partil com Vênus do mapa da Independência do Brasil.

Este Astro (Vênus) teve participação importante nos eventos recentes de nosso país, especialmente na Era Temer, além de estar conjunto ao nefasto Nodo Lunar Sul (Cauda do Dragão).

Júpiter e Saturno vibram no tom de uma semiquadratura minguante, aspecto que não é considerado na Astrologia Tradicional, embora seja de grande importância como indicadora da “eletricidade” compartilhada por dois Astros. Trata-se de um aspecto moderadamente tenso, que prepara o terreno para a conjunção que se aproxima (ocorre em dezembro de 2020).

Portanto, dos tópicos acima listados, não dá mesmo para esperar nenhum evento de proporções midiáticas, impactante a ponto de ser tomado como fator de mudança de uma era ou de uma geração. O fato é que, como um todo, 2018 será um ano morno até o início de novembro, quando Júpiter ingressa em Sagitário. Como Saturno já se encontra em Caprícórnio, nos dois últimos meses do ano teremos estes dois Astros superiores domiciliados, embora sem manterem relação entre si.

As retrogradações destes dois Astros ocorrem todos os anos e novamente se superpõem parcialmente, em razão de sua proximidade zodiacal. Porém, a retrogradação de Marte acrescenta um tempero adicional ao período entre o final de junho e o final de agosto. Júpiter retoma ao movimento direto cerca de uma semana após o início da retrogradação de Marte, que por sua vez, retoma ao movimento direto uma semana antes de Saturno.

Há uma retrogradação de Mercúrio nesta mesma época, ocorrendo entre 26/07 e 19/08, formando três conjunções justamente com a Vênus que citei acima, do mapa da Independência do Brasil. Este será o período mais confuso do ano e com reflexos em nossa atividade produtiva (indústrias) e nos esportes.  É provável que se estenda ainda para o setor de serviços, particularmente aquele voltado para o turismo de negócios.

E Vênus retrograda em Escorpião/Libra entre 05/10 e 19/11. Ou seja, exatamente no período correspondente às eleições gerais no Brasil, para todos os cargos do executivo e do legislativo. Se você estiver contando com alguma limpeza ou renovação dos quadros políticos, a expectativa, com este movimento de Vênus, é que teremos mais do mesmo, particularmente no legislativo.

brasil 2018

Há a Copa do Mundo, entre 14/06 e 15/07, na Rússia. Este evento está compreendido entre duas conjunções entre Marte e Saturno, ambos em Capricórnio: a 1ª conjunção ocorre em 08/06, com Marte direto e Saturno retrógrado; a 2ª conjunção ocorre em 28/07, com ambos retrógrados. Vênus formará uma conjunção com Vênus do mapa natal da Independência do Brasil em 29/06. Júpiter estará na órbita de um sextil com o Sol do mapa natal da Independência do Brasil.

Acredito que a seleção brasileira passará facilmente pela 1ª fase. A partir da 2ª fase, os adversários tornarão o caminho para a conquista da Copa mais difícil. De qualquer modo, veremos uma equipe onde a colaboração, a cooperação e o entrosamento produzem os resultados (gols). Apesar de realizar um bom trabalho, é pouco provável que esta equipe seja campeã (deve chegar em 2º ou 3º lugar).

Qualquer que seja o resultado da Copa, será uma época (antes e depois, como de costume) em que os problemas do país serão temporariamente deixados de lado, o que não é novidade.

Aí é hora de pensar nas eleições. E a primeira pergunta é se Lula será candidato. O julgamento de Lula em 2ª instância será ainda no 1º semestre e pode torná-lo inelegível. Há um período crítico e decisivo com relação às suas pretensões ocorrendo após o Carnaval, em fevereiro. Este julgamento deve ocorrer nos últimos dias de abril ou nos primeiríssimos dias de maio e, mesmo que não seja preso, deve ser tornado inelegível, ficando fora da disputa (ao menos num 1º momento).

Lembra-se daquele período em que ocorrem várias retrogradações? Pois é, entre outras coisas pode indicar alguma comoção popular, bem como, as tentativas da defesa do ex-presidente em invalidar ou desqualificar o julgamento… aí vem a Copa… e muitas coisas acontecerão nos bastidores…

Bem… e quem ganha as eleições? Já existe uma lista de possíveis candidatos e outros ainda podem surgir. Portanto, o mais adequado é tentar descrever o perfil daquele que tomará posse. Tenho até o meu palpite, para não dizer que faço proselitismo.

Para obter a informação de quem subirá a rampa do Palácio do Planalto, uso o mapa da posse. Combinando com as Direções Secundárias de Arco Solar do mapa da Independência do Brasil e seu mapa natal, chega-se a uma tônica de Saturno. Portanto, o próximo presidente eleger-se-á a partir de uma plataforma de austeridade econômica, retorno aos fundamentos da economia, É bastante provável que se mostre bem identificado com os problemas do país, bem como, com o funcionamento do Congresso. Durante a campanha eleitoral, terá de lidar com suspeição, embora nada seja efetivamente provado a seu respeito (e nada surgirá depois).

O que irá lhe assegurar a vitória será a sua capacidade de se comunicar com as bases populares, sem exatamente se tratar de um candidato populista. Em outras palavras, saberá dizer o que os outros querem ouvir. Sua campanha iniciar-se-á por meio de palestras a empresários do país e coalização com os governadores dos Estados. Antes de assumir, deve articular com os líderes partidários e iniciará seu mandato com um voto de confiança do de deputados e senadores.

Se eu estiver certo com respeito ao candidato vencedor, será durante o seu mandato que veremos, após cerca de dois anos (um ciclo de Marte) o Brasil voltar a crescer, baseado tanto na confiança interna em razão da austeridade e respeito às regras, como também, ao estímulo às exportações (que tanto interessa à indústria, agronegócio e mineração).

De toda forma, o ano de 2018, apesar de morno, será um ano de esperança, de sonhos e de expectativas. Embora a Câmara e o Senado pareçam andar um na contramão do outro, os sinais de recuperação da credibilidade virão da Câmara baixa e não da alta.

Outras áreas de interesse:

Cultura: Surge um novo estilo musical ou de dança, que logo vira modismo. A cultura popular tem projeção na mídia, graças à curadores ou campanhas através de organizações com capacidade de penetração. Mostras fotográficas com temas históricos devem percorrer algumas capitais do Brasil.

Educação: Apesar do marco regulatório proposto e aprovado no final de 2017, ainda persiste a evasão no período do ensino fundamental. Ocorrerão quedas de braço entre a justiça trabalhista e as universidades “fast food”, que contam com capital estrangeiro. Melhor para as universidades…

Esportes: Destaque para o atletismo e muita esperança no futebol. Porém, os destaques ocorrem nos esportes individuais e não nos coletivos, muito mais em função de um talento do que em razão do desenvolvimento técnico. Os esportes de luta, como boxe, judô, etc… devem receber premiações.

Religião: Apesar de sermos um país laico, as bancadas religiosas (especialmente as articuladas  bancadas evangélicas) terão algum revés na justiça, em razão de problemas legais de alguns líderes em países do exterior. Não custa recordar que os líderes de duas grandes igrejas evangélicas são investigados nos EUA (entrada ilícita de valores, evasão de divisas e sonegação fiscal).

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O fim da República?

Assim como você, também tive acesso à notícia da delação envolvendo nosso atual presidente, Michel Temer e um ex-candidato à presidência, Senador Aécio Neves. É impossível não ficar estarrecido diante da gravidade do que nos é apresentado por intermédio dos noticiários. Por esta razão, para preservar a isenção e a imparcialidade, optei por estudar os mapas astrológicos correspondentes no dia seguinte.

A primeira impressão, após uma análise minuciosa, é o abalo sofrido pela identidade e imagem do país. A repercussão na imprensa estrangeira foi imediata e, entre nós, misturam-se assombro, indignação e falta de perspectivas. Fala-se de novas eleições, contrariando o que prescreve a Constituição de 1988. Hoje, vieram-me à lembrança as palavras de meu avô, que dizia que bastavam um único artigo: “Todo brasileiro deve ter vergonha na cara. Revogam-se todas as disposições em contrário”. Chamava aos parlamentares de “Assembléia prostituinte“.

Com esta palavras em mente, resolvi investigar dar outro rumo às minhas investigações astrológicas e incluir o mapa da promulgação da Constituição de 1988. Ao fazê-lo, minhas suspeitas se confirmaram. As notícias da época deram ênfase aos aspectos sociais da nova Constituição. Porém, como dependia de regulamentação em vários aspectos, permitiu diversas brechas jurídicas, propiciando o surgimento da promiscuidade entre os três Poderes e o meio empresarial através do sistema eleitoral.

Em outras palavras, apesar de aparentemente minuciosa e abrangente, de fato, a Constituinte foi promulgada incompleta, a ponto de existirem diversas emendas. Com respeito às eleições, acabaram dando vantagem a quem obtivesse mais exposição nos meios de comunicação e não necessariamente que estivesse melhor preparado para exercer a função a qual se candidatava ou ainda (e principalmente), tivesse um plano de governo (cargos executivos) ou uma proposta a ser defendida (cargos legislativos). O resultado é conhecido, transformando os Poderes da República em balcões de negócio.

Sem dúvida, é preciso apurar minuciosamente os fatos, responsabilizar aqueles que cometeram delitos. Entretanto, é preciso olhar um pouco além percebendo que o atual sistema eletivo não tem representatividade. Trata-se de um fenômeno mundial, que no Brasil, resultou no desvio de enormes recursos públicos para fins particulares, quando o mandato é, de fato, público e não pessoal.

O clipe abaixo contém a avaliação astrológica a partir dos mapas da Independência do Brasil, Eclipse Solar de 26/02/2017 e a hora (aproximada) em que a notícia veio a público através do plantão do Jornal Nacional.

Conclusão

Uma análise preliminar dos mapas acima aponta que a notícia do envolvimento de Michel Temer e Aécio Neves são apenas a ponta do iceberg de mudanças há muito esperadas nos rumos da condução da política em nosso país. Estas não virão de imediato, mas ocorrerão a partir de outubro e dezembro de 2017, estendendo-se ao longo de 2018, ano eleitoral.

As configurações que incluem Vênus, em todos os mapas, inferem a importância das mulheres neste momento vivido pelo Brasil, especialmente através de uma maior participação não apenas no mercado de trabalho, mas também, nas decisões dos destinos da economia. Acredito que são um mercado consumidor respeitável (em São Paulo, o número de mulheres que adquire imóveis ou veículos ou ainda, inicia novos empreendimentos, é considerável e superior ao dos homens).

Por fim, a análise destes mapas não permite indicar a renúncia ou impedimento de Michel Temer. Para este fim, outros mapas terão de ser investigados.

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Retrospectiva 2016/Expectativas 2017

Tenho acompanhado os acontecimentos deste segundo semestre de 2016 com as mesmas expectativas (acredito) que a maioria das pessoas. Entretanto, como venho dizendo em conversas informais, os problemas que o mundo (e não apenas o Brasil) enfrenta atualmente não surgiram de uma hora para outra e, da mesma forma, não irão se resolver rapidamente como que por um passe de mágica.

2017

Os mesmos desafios e tendências que verificamos em nosso país também ocorrem em outros locais de nosso planeta, mas com direcionamentos diferentes em razão das culturas e histórias dos países ou regiões.

Isso sem contar na foice ceifadeira que levou um monte de gente bacana este ano…

A radicalização é um desses temas comuns, com aspectos e desdobramentos muito similares:

O Mundo

  • No Oriente Médio, há a guerra civil da Síria e o Estado Islâmico são os mais conhecidos, porque rondam a mídia como pano de fundo dos atos terroristas na Europa. Mas é bom recordar a fragmentação que os demais países muçulmanos sofreram nos últimos anos (Líbia, Iraque, Iêmen, Egito…) que permanecem à disposição de qualquer liderança populista. Nestes casos é bom lembrar que numa mesmo nação podem existir vários povos, como é o caso da Turquia, por exemplo.
  • O caso dos países da África Central é parecido com o caso do Afeganistão e Paquistão, onde a miséria extrema abriu espaço para milícias e lideranças populares, com um povo tentando subjugar ao outro.
  • A Europa está assolada de problemas, após o BREXIT, outras nações já se manifestaram a favor de sair do bloco, a partir de um sentimento nacionalista cada vez mais forte. A invasão dos refugiados reforçou este sentimento e aguçou a xenofobia, que não é novidade deste período. A Bulgária fechou as suas fronteiras, a Áustria reforçou a segurança e apertou as restrições à entrada de imigrantes. França, Inglaterra, Bélgica e Noruega já declararam que não os querem. Espanha e Itália ainda lidam com um elevado número de desempregados. A Alemanha ainda não conseguiu reintegrar a Alemanha Oriental por completo. O PIB Europeu encolheu significativamente. Os movimentos conservadores têm crescido em razão do nacionalismo e de seu apelo popular.

mundo2017Todos os assuntos acima citados se agravaram a partir do trânsito de Saturno (pouco à vontade e por isso, ditatorial) no Signo de Sagitário.

  • Nos EUA, nos oito anos que presidiu o país, Barack Obama obteve relativo sucesso em restabelecer o crescimento econômico e os empregos, bem como, distanciar-se dos conflitos militares em outras regiões do globo. Exerceu a sua autoridade como presidente da nação mais importante do planeta evitando intervenções diretas e mortes de americanos. Contudo, Donald Trump se elegeu graças ao forte apelo populista e uma campanha baseada em promessas de 140 caracteres. Alguns o veem com apreensão.

Tanto na Europa como nos EUA, há mecanismos reguladores extremamente restritivos. Na Europa, o excesso de regulação (burocracia) é responsável por toda sorte de atrasos no processo de tomada de decisões que deveriam ser tomadas em poucas horas. Nos EUA, tudo isso é mais ágil e, portanto, mais eficiente, o que não dá tanto espaço ou margem para que um presidente faça o que lhe der na telha.

  • Na América Latina, ainda persistem alguns governos de cunho populista, como até bem pouco tempo era o caso inclusive do Brasil. Por sinal, somos o país com o mais moderno sistema jurídico no mundo, o que não parece ser uma vantagem, como vimos recentemente…

O Brasil

O maior problema do Brasil é a ineficiência. A corrupção pode ser enquadrada nesta ineficiência, uma vez que os mecanismos reguladores dos contratos e das transações comerciais não foram capazes de (ou não quiseram) detectar o dinheiro que se esvaía para outros destinos que não aqueles de interesse público.

A corrupção pode ser comparada como uma rede de abastecimento de água tratada que deveria chegar a todos os destinos com pressão suficiente… Mas como foram feitos gatos e há vazamentos logo na saída da estação de tratamento, o volume e pressão da água entregue é diferente daquele que saiu inicialmente. Portanto, a água que retorna para ser tratada, será igualmente menor, ocasionando um déficit de armazenamento…

Alguns países, como a Dinamarca, extinguiram o dinheiro de papel em 2016 para ter maior controle sobre a circulação de divisas e tentar estancar estes “vazamentos”, que também ocorrem por lá e em outros países do 1º Mundo.

Como o dinheiro que deveria retornar sob a forma de serviços era inferior ao que realmente foi pago, começou a faltar dinheiro em toda a cadeia… O primeiro passo é o desemprego e com ele, a diminuição do poder aquisitivo, que prejudica inicialmente o comércio e depois a indústria e pronto, está armado o círculo vicioso que todos conhecemos.

br2017

Em nosso país, a cultura do superfaturamento é um problema cultural, que ocorre desde os tempos do Brasil-Colônia…

A ineficiência vem acompanhada de um outro problema global: a falta de ética, numa época em que vivemos um mundo de aparências pautado pelo “politicamente correto” que, neste período de Júpiter em Libra transformou o mimimi numa arte…

Bom moço

Existem, porém, os aspectos positivos desta relação entre Saturno em Sagitário e Júpiter em Libra. Casos de violência doméstica, estupros, homofobia e xenofobia sempre existiram desde tempos remotos, mas agora saíram de sob o tapete e entram em nossos lares casa através dos noticiários, sendo discutidos inclusive nas escolas. Tornados crime, suas ocorrências são denunciadas e as pessoas que cometeram tal ato, condenadas e presas.

Expectativas

Durante o ano de 2017, Saturno transitará no Signo de Sagitário até meados de Dezembro, quando ingressa em Capricórnio; e Júpiter, no Signo de Libra, até meados de Outubro, ingressando no Signo de Escorpião. Durante todo o ano, Júpiter estará na Via Combusta. Estes dois Astros formarão um sextil ao final de Agosto, quando Saturno retoma o movimento direto. Trata-se do último contato entre os dois astros, antes de formarem a conjunção, em Aquário, ao final de Dezembro de 2020.

A colega Barbara Abramo afirmou em sua página pessoal (14/12/2016) que “o navio Brasil vai encontrar o seu prumo apenas em 2020”. Pelo que descrevi acima, devemos ter boas expectativas para o nosso país apenas a partir do início de 2021. Aí você irá me perguntar: conseguiremos sobreviver até lá? Sim!!! Com certeza!!!

Mas não dá para pensar que todos os problemas que elenquei anteriormente sejam solucionados, com esta configuração entre os dois astros regentes dos acontecimentos sociais, econômicos e culturais. Com Saturno em Sagitário ainda teremos notícias de atentados, de miseráveis fugindo de seus países e buscando melhor sorte em outros países, além das fronteiras… Com Júpiter em Libra, haverá muitas discussões políticas, marcos regulatórios, protocolos, mas nenhuma decisão concreta que corrija o que está errado.

Ao mesmo tempo que ocorre um vazio de lideranças, há também um empobrecimento do pensamento e das reflexões (limitadas a 140 caracteres, será que me leu até aqui?). É um campo fértil para todos os tipos de movimentos populares baseados em slogams sem qualquer probabilidade de se tornarem realidade (as campanhas das utopias sociais são realizadas através do Signo de Sagitário).

Com relação aos EUA, os mecanismos regulatórios (Constituição, Senado, etc.) são suficientemente eficientes para evitar desastres e catástrofes provocadas por algum desorientado. Quanto à perda de importância dos EUA no cenário global, isto já ocorreu a partir da Era Obama, pois teve de primeiro arrumar a casa antes de tentar cuidar dos quintais dos vizinhos.

Brasil 2017

Os temas que se seguem serão melhor desenvolvidos em artigos futuros. Nos tópicos abaixo pretendo apenas responder ás questões mais importantes para o nosso país no ano de 2017.

  • A chapa Dilma-Temer será cassada pelo TSE? Há um período extremamente crítico em torno de 11/05/2017, época em que o risco de enfrentar problemas que levem à sua cassação é grande. Contudo, não existe nenhuma indicação particular no mapa de Dilma Rousseff. Assim, é mais provável que Temer esteja recebendo duras críticas e lidando com acusações graves, sem que seja cassado, cumprindo o seu mandato até o final.
  • As investigações de corrupção irão continuar? Sim, sem dúvida, mas de uma forma mais branda, uma vez que já obtiveram muito material que precisa ser analisado. Deverá entrar em nova fase a partir de meados de Outubro, quando Júpiter ingressar em Escorpião.
  • Lula será preso? Escrevi um artigo sobre esse tema e continuo achando pouco provável. Lambuzou-se com as oportunidades que teve acesso. Terá um período complicado quase na mesma época que Temer, em torno de 12/05/2015. Pessoalmente, acredito que o ex-presidente era apenas uma importante figura de fachada, uma espécie de fiador do esquema arquitetado e administrado pelas empreiteiras, de um lado e, José Dirceu e Antonio Palocci, do outro. Estes sim, com inteligência, sagacidade e perspicácia para um esquema desta dimensão.
  • A economia voltará aos trilhos? Não. No 1º semestre, particularmente entre os meses de Março e Junho, ainda veremos mais desemprego, dificuldades com arrecadação e inadimplência generalizada. A construção civil é um dos setores que já se encontra prejudicado e é o que mais deve sofrer neste período. Nesta época surge ainda a tendência inflacionária em razão da elevação dos serviços públicos. Apenas depois das eleições e graças à definição do presidente seguinte é que haverá perspectivas da economia voltar a crescer. Este tema será melhor desenvolvido em um artigo futuro.
  • Como fica a crise ética na política? Até Outubro, ainda teremos de lidar com abusos e absurdos. Porém, neste período, começa-se a se desenhar o cenário para as eleições de 2018. É bastante provável que os candidatos de maior destaque não sejam políticos de carreira. Porém, neste mês, em razão das investigações de corrupção, vários políticos terão de deixar os seus cargos, sendo substituídos por seus suplentes, alguns deles, inexpressivos, o que não quer dizer incapazes. Esta renovação trará um novo perfil, cujas consequências deverão influenciar na corrida presidencial do ano seguinte. Entretanto, em ano de Júpiter em Libra, deve-se esperar muitas tentativas de obter acordos, conversas de bastidores, mimimi que não leva a lugar nenhum. Este é mais um fator de estagnação para o país. Este tema também será melhor desenvolvido em um artigo futuro.

Conclusão

Em resumo, em 2017, lidaremos com os mesmos problemas que enfrentamos no 2º semestre de 2016.

Em nosso país, a curva do desemprego deve se estabilizar, ainda sem uma retomada. A ineficiência ainda será o maior problema. No mundo, também teremos de lidar com as mesmas questões (violência generalizada, terrorismo, diminuição do PIB e da renda per capita). Apesar de não ocorrer nenhum milagre, 2017 será mais tranquilo sob a perspectiva jurídica. Mas ainda não é o ano das soluções e dos resultados.

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Mudança de comando: Dilma – Temer

Como já foi observado, após a posse de Michel Temer como presidente interino, não houve mudanças perceptíveis no cotidiano das pessoas comuns. É o que está ilustrado abaixo.

dilma_temer

O mapa interno é o do Brasil; o exterior, os trânsitos atuais representando os problemas atravessados pelo país. O mapa intermediário representa a presidente afastada Dilma Rousseff  e o presidente interino Michel Temer (à esquerda e á direita, respectivamente.

É como se um navio (Brasil) tivesse trocado de comandante (presidente) em meio a uma forte tempestade: a tempestade enfrentada por ambos a partir do mesmo navio será a mesma, o que muda é a gestão de um e de outro perante a crise (tempestade).

Cumpre ressaltar que paira incerteza quanto ao horário correto do nascimento de Dilma Rousseff. Porém, não há dúvidas de que o Marte de seu mapa se encontra no Descendente do mapa do Brasil e representa toda a animosidade que conquistou recentemente.

Em contrapartida, Michel Temer tem Marte transitando igualmente em Virgem, formando conjunção com Mercúrio do mapa do Brasil, indicando que, além de não ser consenso, também se verá diante de reações contrárias em razão de medidas impopulares que serão tomadas (algumas já o foram).

Contudo, especialmente a Lua de Michel Temer (em conjunção com o Meio-Céu) sugere um voto de confiança de parte da população, que confiará “desconfiando”.

Michel Temer é citado no processo de impedimento que tramita no TSE, o que está representado pelo trânsito de Júpiter que, brevemente, formará conjunção com Marte e o Sol de seu mapa.

Tomando-se os dois mapas (Dilma e Michel), vale ressaltar os pontos abaixo:

  • Dilma: Conjunção Saturno-Júpiter e quadratura Júpiter-Júpiter, apontam as dificuldades que resultaram em seu impedimento.
  • Michel: Sextil Marte-Sol, desafiador, indicando a colaboração de “amigos” para a solução dos problemas enfrentados pelo país. Terá um período crítico ao final de agosto, estendendo-se aos primeiros dias de setembro, época em que deve lançar as principais medidas de ajuste fiscal. O cenário jurídico no qual se encontra inserido (incluindo-se o julgamento de Dilma Youssef no Senado) deve estar encaminhado nesta época. Agosto é o mês a ser superado.

Na verdade, o que realmente muda é a gestão da crise-tempestade, como apontado acima. E neste sentido, contrastam o modo centralizador de Dilma com a política conciliadora de Michel. Portanto, o presidente interino tem procurado se cercar de pessoas com as quais possa contar, em suas respectivas áreas, uma vez ele já declarou que não há margem para tentativas ou erros.

Eu já havia apontado em artigo anterior que o caminho para a solução da crise econômica passa pelo entendimento entre a indústria e os bancos, entre quem produz capital e quem o movimenta. Este desenho se torna mais claro com a participação de Michel Temer do que com Dilma Rousseff em razão do perfil pessoal de cada um.

Resta a pergunta: será bem sucedido? A minha resposta é sim, evitando o colapso, mas não participando da recuperação; embora os resultados sensíveis serão notados apenas a partir de 2017.

E se Dilma estivesse na presidência? Ela não tem o perfil necessário (conciliador) para se cercar de pessoas que efetivamente colaborem na gestão dos problemas.

Resta ainda uma questão, sobre a investigação conduzida pelo juiz Sérgio Moro, conhecida como Operação Lava Jato: astrologicamente, ela não será interrompida e fatalmente alcançará outros nomes importantes antes de ser considerada concluída. Acredito que a reta final desta investigação ocorrerá a partir de Março de 2018.

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O hábil Michel Temer

Com a recomendação da Comissão do Senado de seguir com o processo de impedimento da Presidente Dilma, parece realmente óbvio que o vice-presidente Michel Temer venha a assumir a Presidência do país em breve.

Antes de escrever estas linhas, li sua biografia na Wikipedia. Visivelmente, trata-se de um político hábil e ambíguo. Da biografia acima, destaco uma passagem que reflete com clareza o problema que sempre representou para Dilma Roussef:

Ao chamar a atenção para um potencial problema da união PT-PMDB em um futuro governo, o historiador Luiz Felipe de Alencastro disse: “Uma presidenciável desprovida de voo próprio na esfera nacional, sem nunca ter tido um voto na vida, estará coligada a um vice que maneja todas as alavancas do Congresso e da máquina partidária peemedebista.”

O atual momento político vivido pelo país desde o início de dezembro de 2015 reflete a frase acima e o poder de articulação do vice-presidente, a liderança que exerce sobre o PMDB, seus amigos de vários anos, bem como, suas alianças.

O diagrama abaixo contém o mapa astrológico de Michel Temer ao redor do mapa astrológico do Brasil. As diversas e importantes conjunções entre os dois temas apontam indiscutivelmente a relação existente entre os rumos e destinos de ambos, ou seja, Michel Temer tem a sua vida associada ao país.

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A conjunção entre Vênus dos dois mapas aponta sua capacidade de articulação junto ao meio empresarial bem como, a credibilidade que dispõe para fazer funcionar a relação “indústria e comércio”. Esta característica é reforçada pela posição de Marte em seu mapa, em Virgem e na Casa I.

Michel Temer possui a conjunção entre Júpiter e Saturno em Touro, formando uma conjunção com Saturno do mapa do Brasil. Esta combinação sugere uma reorganização das contas públicas, seguindo padrões tradicionais, afasta qualquer tipo de desvario. Ao contrário, sugere que a cartilha econômica seguida por Michel Temer será conservadora e óbvia.

Marte, que citei acima, forma uma conjunção com Mercúrio, regente do Sol, todos em Virgem. Mercúrio governa ainda a conjunção existente entre Júpiter e Lua, no mapa do Brasil. Considerando que a Lua de Michel Temer se encontra a pouco menos de 2° de seu Meio-Céu, a expectativa é que, ao assumir, adote um discurso mais inflamado, pragmático e eficiente ao anunciar as primeiras medidas para conter a crise que tanto tem atingido a população e a classe trabalhadora.

Entretanto, não podemos esquecer que Michel Temer é articulador hábil e a sua principal “arma” será governar com amigos em quem confia, podendo, graças às suas relações e credibilidade, montar o tal do “gabinete de notáveis”.

Para finalizar este primeiro artigo a respeito do vice-presidente, que apesar de ser filiado ao PMDB desde 1981, mantém ótimas relações com o PSDB através dos amigos José Serra, FHC e Mário Covas (falecido em 2001). E como diz o ditado: “Quem tem amigo, não morre pagão…

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342º Sim na Câmara dos Deputados

O primeiro passo para o impedimento da Sra. Presidente acabou de ser dado.

No mapa abaixo, ao centro, encontramos o mapa da Independência do Brasil, que conta com a conjunção entre Júpiter e Lua em Gêmeos (o povo bom, mas que se apequena). Esta conjunção se repete no mapa da aprovação do pedido de impedimento, em Virgem (distando 29′ um do outro), formando uma conjunção com o Sol. Há também uma conjunção da Parte da Fortuna ao Descendente.

Em poucas palavras, trata-se de uma ocasião histórica em que a lei e o desejo popular prevaleceram sobre aqueles que buscam apenas se apropriar do patrimônio da nação. A combinação citada acima forma uma quadratura, indicando que o debate popular apenas está começando. De fato, esta combinação revela a existência de conflitos verbais e disputas, que ainda virão por aí.

Vênus em quadratura ao Ascendente e no Fundo do Céu (dos trânsitos) corresponde ao acompanhamento televisivo, que deixou claro o voto de cada um e pode ter prejudicado o futuro eleitoral de vários deputados.Forma um trígono com Vênus do mapa da Independência: ainda há o que ser feito para que o impedimento de fato ocorra.

Acredito que o encaminhamento ao Senado ocorra com celeridade, embora nesta Casa, não se possa esperar a mesma agilidade que vimos na Câmara dos Deputados (Júpiter se encontra retrógrado).

E com respeito à violência, tanto Saturno como Marte se encontram ambos retrógrados em Sagitário: existirão incidentes isolados. Até meados de junho assistiremos a uma nação sem rumo ou direção justamente em razão da posição destes dois astros.

Trata-se apenas de uma avaliação breve, ainda sem a devida reflexão de outros movimentos e implicações, apenas para registrar as minhas primeiras impressões.

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