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Reflexões sobre a pandemia do Coronavírus

Ainda em outubro do ano passado, avaliava os impactos do eclipse ocorrido logo após o Natal, considerando seus efeitos sobre a economia. Nem de longe cogitei a possibilidade de estar relacionado a uma pandemia.

Saturno é praticamente o regente do eclipse, governando ainda Júpiter e Vênus (esta última, sem aspecto). Marte encontra-se domiciliado em Escorpião num sextil separativo com o regente do eclipse. O mapa do eclipse obtido para as coordenadas geográficas de seu ápice proporciona Ascendente em Áries, com Júpiter angular junto ao Meio-Céu. Ou seja, uma nítida conotação de retração econômica. A percepção de algum obstáculo à circulação da economia me era nítida, mas não conseguia alcançar a razão.

Marte fez conjunção com o grau do eclipse em 22/02/2020. Em tese, esta conjunção assinalaria o fim dos efeitos do eclipse. Porém, corresponde à chegada do vírus na Itália. Este foi o primeiro país fora da Ásia a decretar quarentena. Se as bolsas de valores já sofriam quedas repetidas pelo mundo afora, estas últimas notícias levaram praticamente à estagnação da circulação da economia. Não custa recordar que anteriormente várias empresas já haviam dispensado seus funcionário por falta do fornecimento de componentes (que vem da China, que fecharas suas fronteiras e praticamente parando as suas atividades econômicas).

Entretanto, o quebra-cabeça não estava solucionado para mim, apesar do mapa do eclipse estar absolutamente óbvio e coerente com o que sabemos desta “gripe”. Faltava encontrar um significado para estes acontecimentos representados pelo mapa do eclipse.  A Hanna Opitz fez falta, teria entrado em contato com ela e teríamos trocado figurinhas. Dentre os vários artigos que recebi pelos grupos do WhatsApp que faço parte, alguns remeteram a palestras proferidas por Rudolf Steiner (1861-1925) relacionando estas pandemias a acontecimentos ocorridos pouco antes à humanidade, deixando-a em estado de “baixa imunidade” e suscetível à ação do vírus. Lembrando que a função da doença é fazer com que o indivíduo pare, olhe para si mesmo e mude algum hábito ou comportamento para restabelecer a sua saúde. Steiner associou este modelo à humanidade. Bem… é o que estamos vivendo neste momento.

Para evitar a disseminação do contágio, várias atividades comuns da vida humana estão suspensas e a recomendação é que as pessoas permaneçam em casa com os seus familiares. Locais e atividades públicas estão suspensas. Nas grandes cidades, implica em encerrar as atividades dos shoppings centers, locais de comércio e lazer. Ou seja, não há circulação nem de pessoas ou de dinheiro. Por falta de componentes, várias indústrias já haviam interrompido as suas atividades. Ou seja, a movimentação da economia como nós a conhecemos foi suspensa por um vírus que sequer é visível a olho nu.

O ingresso do Sol em Áries traz a mesma ênfase de Saturno. Vênus, Astro que não está à disposição de Saturno, separa-se da Lua e aplica-se à conjunção partil entre Marte e Júpiter, em Capricórnio. Desta vez é Mercúrio que se encontra sem aspecto. O Ascendente deste mapa pode variar de acordo com a localidade para o qual for obtido. Este mapa tem várias implicações:

  • manutenção do status quo econômico a qualquer custo.
  • busca de saídas e alternativas para a produção de bens de consumo.
  • pesquisas para a solução da pandemia.
  • em alguns setores, a consciência da falência do atual modelo econômico.

Quando o mapa do Ingresso em Áries é aplicado ao Brasil, pode-se cogitar em algum ótimo resultado proveniente da área médica, como uma vacina ou tratamento mais eficaz vindo de um grupo de jovens pesquisadores universitários. Porém, o impacto em nossa economia será sentido até meados de setembro. Nosso país vive uma situação particularmente interessante na medida em que certas ações sociais servirão de exemplo para a elaboração de políticas públicas, aplicáveis inclusive em países europeus.

Considerando ainda o mapa de ingresso, esta pandemia se relaciona com o carma da população brasileira e contribui para sua mudança de comportamento.

De qualquer modo, a minha percepção é que estes mapas refletem, em conjunto e em perspectiva, o fim de ciclo econômico e uma mudança gradual da consciência da humanidade em relação a si mesma. Há aqui também o papel das mudanças climáticas causadas pela ação humana. Mas isto é assunto para a interpretação dos eventos relacionados à conjunção entre Júpiter e Saturno.

Conclusão:

A rapidez de contágio desta gripe foi capaz de interromper o fluxo do mercado, em vários níveis de seu funcionamento. As medidas de controle e combate da pandemia seguem modelos existentes há pelo menos um século (isolamento social), apesar da tecnologia existente. Esta interrupção causará reflexos na economia até meados de setembro, provocando ainda uma reavaliação dos parâmetros que a regulam.

Surtos de gripe ocorrem com frequência e devem acontecer novamente em breve. É sabido que independente de sua forma de contágio (contato ou ar), os imuno deprimidos são sempre as primeiras vítimas. A miséria e a fome são ainda os maiores males em nosso planeta.

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Nota: As palestras descritas acima, de Rudolf Steiner, podem ser encontradas no livro As Manifestações do Carma.

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Olhar 2020/21

Diz que o Seu Zé, pescador antigo daquelas bandas, fitava o céu em busca de algum sinal naquela noite sem Lua. O mar era calmo, uma brisa suave soprava nordeste. O céu, veludo escuro pontilhado de estrelas, limpo e sem nuvens. Olhando para o alto, encontrou as Três Marias e, apertando os olhos, tentou vislumbrar a claridade da costa. Com seu barco parcialmente cheio, considerou melhor voltar para casa, tomar um banho e deitar-se junto de sua esposa.

Num grande centro urbano, Carlos Antônio digita a partir das informações que recebe pelo portal de negócios. Pega um de seus smartphones, liga para um cliente antes de tomar algumas decisões. Há algumas mensagens no outro smartphone, responde rapidamente uma ou outra e volta sua atenção para a tela do notebook. Novos índices sugerem novas oportunidades. Seu smartwatch avisa de uma reunião dois andares acima.

Enquanto isso, no FB, surgem várias postagens a respeito de um eclipse que, nenhum dos dois acima viu, sequer tomaram conhecimento. Há outras postagens sobre uma tal conjunção entre Júpiter e Saturno que, igualmente, nenhum dos dois faz ideia do que se trata.

Algumas digressões…

Embora não tenham consciência do que está acontecendo no céu, não estarão isentos de suas consequências gerais. Contudo, como se tratam de eventos de cunho social, não terão ação sobre as vidas pessoais do Seu Zé e do Carlos Antônio. Para eles, a vida segue…

A vida segue porque suas perspectivas, suas visões de futuro, estão em algum ponto adiante por no máximo um ano. Porém, os Eclipses contam uma estória que se desenrola por cerca de 17 séculos. As conjunções entre Júpiter e Saturno descrevem eventos econômicos e sociais que se estendem por cerca de 800 anos. É mais, muito mais do que Seu Zé e Carlos Antônio podem perceber ou alcançar com a sua consciência.

E como não estarão conscientes do fluxo dos acontecimentos, simplesmente serão levados pela torrente, sem conseguir interferir em suas consequências.

A verdade é que existem informações demais para serem acessadas pelos mais diversos meios e a mente humana está próxima de seu limite, tendo de recorrer à inteligência artificial para a solução de questões complexas que possam ser resolvidas por algoritmos. Alguns autores contemporâneos apontam que a humanidade se aproxima de sua inutilidade, na medida em que a individualidade se torna uma falácia, sob qualquer perspectiva (emocional, psicológica ou mesmo mental). É preciso abstrair para compreender o que está verdadeiramente acontecendo, deixar de lado as páginas dos portais de notícias.

Há um grande paradoxo em jogo, pois de um lado, uma das chaves é o desenvolvimento da consciência individual. Trata-se de um movimento entrópico com o objetivo de se defender da agressividade do meio exterior. Astrologicamente, é representada pelo Sol.

Por outro lado, a outra chave é a participação social, o senso comum, o envolvimento coletivo e humanitário, representado por Aquário (onde ocorre a conjunção entre Júpiter e Saturno).

A crise ética que assistimos nos últimos anos é reflexo dos paradoxos acima. Corrupção e a escalada da violência são as manifestações visíveis da falta de consciência individual e de participação social.

A Grande Conjunção Júpiter-Saturno

As conjunções entre Júpiter e Saturno ocorrem a cada 20 anos, com um avanço de 243° com relação ao anterior. Depois de 60 anos, a terceira conjunção ocorrerá com uma diferença de 9° com relação à primeira. Após 800 anos (40 conjunções), haverá uma diferença de apenas um grau em relação à primeira conjunção.

A próxima Grande Conjunção encerra um ciclo iniciado em 05/03/1226. Uma pesquisa nos acontecimentos da época indicam o avanço das tropas mongóis (que chegaram até a Hungria), o surgimento das feiras livres e das guildas de comércio e, as cruzadas (que abriram oportunidades comerciais através das rotas marítimas).

Atualmente, encontramos os produtos chineses em qualquer prateleira no mundo e vemos que o mercado tenta se reinventar desde a Grande Crise de 2008. Enquanto a China não consegue mais um crescimento de sua economia no patamar de dois dígitos, a economia (mercado) opera com juros cada vez menores e com princípios artificiais (criptomoedas, blockchains).

A Grande Conjunção do final de 2020, ocorrendo no início do Signo Astrológico de Aquário assinala o fim da “Lei de Mercado” como nós a conhecemos. Com o avanço da IA e dos algoritmos, haverá um número cada vez maior de desempregados (a Europa já está cheia deles há décadas!!!). Com menos indivíduos economicamente ativos contribuindo para o Estado por meio dos impostos menos dinheiro haverá na Economia. Juros baixos significa que o dinheiro (ou os créditos) tem menos valor. A redução do consumo é uma realidade e fortalece a distância entre os mais e os menos economicamente favorecidos. A solução da indústria vem sendo agregar valor através da tecnologia de ponta, acessível para poucos.

É esta bomba relógio que irá estourar a partir de 2021, representada pela Grande Conjunção. Num primeiro momento, a descrição acima, tomada do Homo Deus, de Yuval Harari e muito difícil de desmontar a partir do atual quadro político e econômico mundial. O retorno do nacionalismo é um aspecto dos mecanismos de defesa das economias dos países onde surgem, como é o caso do BREXIT.

Uma semana antes da Grande Conjunção há um Eclipse Solar total de Nodo Sul. Ocorrendo no Signo Astrológico de Sagitário, será efetivo por pouco mais de três anos. Será visível no Chile, na Argentina e parte do Brasil. Não me causará espanto se houver graves movimentos sociais nos primeiros dois países. No Brasil, acredito que o clima entre certos setores militares, o parlamento e o judiciário azedará de vez. A Europa lida com os milhões de imigrantes islâmicos, onde as políticas públicas não refletem a vontade da maioria da população, que vê a sua cultura sendo colocada de lado em favor do islamismo.

O sentido de humanidade que se espera tem, sob a perspectiva econômica, a questão do aquecimento global x sustentabilidade.  Para alimentar a crescente população, cada vez mais subempregada, é necessário produzir mais alimentos. A agricultura precisa de irrigação: sem água, não há colheita.

Battle-of-the-Doomed-Gods[1]

A minha expectativa para as primeiras três conjunções seguintes entre Júpiter e Saturno são o aumento da fome e da miséria no mundo, bem debaixo de nossos olhos. Onde há miséria há a exploração da miséria (favelização, marginalização social e crimes de todos os tipos, consumo e tráfico de entorpecentes, etc…). A saída é a solução do paradoxo apresentado anteriormente, uma vez que o desenvolvimento da consciência individual leva à percepção de uma consciência universal e torna a ética bem como, a contribuição e participação social uma necessidade.

Assim, este Eclipse Solar de dezembro de 2020 lida também com fechar os olhos e voltar-se para dentro de si mesmo em busca do atributo divino que o anima, do pó das estrelas que o originou. E então olhar para os demais humanos como uma grande coletividade que, para sobreviver, precisa aprender a colaborar uns com os outros. Uma total utopia…

Os maiores progressos da humanidade ao longo da História foram alcançados quando o Homem aprendeu a colaborar com os demais, desinteressadamente.

Talvez o Seu Zé consiga pescar melhor e Carlos Antônio trabalhe com menos ansiedade. E ambos consigam dedicar mais tempo às suas famílias e pessoas de suas comunidades.

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