O que fazer depois?

Para a maior parte dos indivíduos, estamos vivendo numa espécie de limbo, na medida em que é praticamente impossível estabelecer um planejamento em qualquer área. Fazemos parte de uma geração acostumada a lidar com metas claras e definidas e, o planejamento cumpre o propósito de pavimentar o caminho para alcançá-las.

A habilidade de elaborar perguntas torna-se mais que nunca importante do que ter as respostas. A questão mais óbvia é sobre quando haverá algum controle sobre a pandemia. Considera-se ser provável que elas se sucedam umas às outras.

Vivemos mundialmente sob um regime de restrições sanitárias e sociais. Cabem então duas outras perguntas:

  • O que provocou que a mutação genética que resultou no vírus do COVID tenha migrado para os organismos humanos?
  • O que podemos aprender com os erros e acertos de controle da pandemia?

O conceito de aldeia global já existe a décadas. A rápida disseminação do vírus pelo mundo se deu justamente em razão de estarmos todos facilmente conectados. Uma das primeiras atividades suspensas foram as viagens internacionais, seguidos pelos cultos religiosos, cinema, teatro e apresentações musicais. A partir das restrições acima citadas, continuamos conectados, embora fisicamente distantes uns dos outros.

E assim, quero propor uma outra questão, com efeitos de longo prazo:

  • O que significam estas restrições e o reset econômico para a humanidade?

Para tentar responder esta pergunta, farei uso da história da Astrologia, inserida desde muito tempo na cultura de diversos povos e largamente disseminada em suas várias vertentes.

Surgiu historicamente em cerca de 4.000 aec, na Suméria. Veio pronta e, por isso mesmo, é muito provável que tenha sido legada por instrutores como uma maneira de dialogar com os “deuses”. A hipótese que tenha se desenvolvido a partir da agricultura é absolutamente inverossímil e incabível. Os astrólogos de então eram iniciados e sacerdotes com o papel de prever quando chegaria à Terra o próximo avatar/messias, numa clara é óbvia função calêndrica.

Segundo Rudolf Steiner (A Crônica do Akasha), naquele tempo, a comunicação entre homens e deuses se dava de forma espontânea e natural. Abraão era sacerdote em Ur e também astrólogo e, foi o último dos patriarcas a falar diretamente com Deus. Viveu em torno de 4.200 aec. Este período corresponde, de certa forma, ao tempo dos deuses olímpicos.

Interlúdio

Na mitologia grega, Ourannos foi o responsável por colocar “ordem no Chaos”. Pode-se interpretar atualmente que seu papel foi ionizar a nuvem de plasma formada após o Big Bang. Há então a Era dos Titãs, dos quais nos interessa Chronos/Saturno (Saitan) responsável pela organização da matéria. Foi destronado por Zeus/Júpiter, que inaugurou a Era de Ouro da Humanidade. Para aborrecimento e irritação de Hera, sua esposa, Zeus assumiu várias formas para copular com ninfas e princesas, dando origem à multiplicidade da flora e especialmente, da fauna.

À época de Moisés, em cerca de 1.400 aec, os homens não conseguiam mais se comunicar diretamente com os deuses ou com Deus, que tende de se valer de artifícios, como é o caso da sarça ardente.

Em 1.700 aec, na Suméria, Hamurabi ordenou que todo o conhecimento astrológico então existente fosse compilado e organizado.

Ainda hoje, os planetas do sistema solar são denominados de acordo com o nome dos deuses do panteão greco-romano.

Os filosofia grega exerceu forte influência na Astrologia. O período que se estende até cerca do século IV aec, a Astrologia tem como principal propósito a vida ou a própria existência. De um lado, através do restabelecimento ou manutenção de uma condição de saúde e, do outro, a discussão sobre os princípios do Universo (qualidades primitivas). A característica principal da humanidade era a imaginação.

A capacidade de abstração se encontra representada especialmente pelo período em que a Astrologia se desenvolveu no cadinho da Escola de Alexandria. Surgem as bases matemáticas sobre as quais se assenta a Astrologia até hoje. O período árabe da Astrologia vai até o século VIII.

A Astrologia ingressa na Europa e se torna mecânica ao longo da Idade Média. O pensamento é excludente e engessa a imaginação. Embora a Astrologia e a Ciência como um todo viveram um desenvolvimento ímpar, os aspectos filosóficos e harmônicos que as norteavam foram deixados de lado. Note que Isaac Newton inaugura a Mecânica Celeste.

Esta visão mecânica do mundo aperfeiçoou-se de tal maneira resultando nos algoritmos que, por sua vez, possibilitam a existência da inteligência artificial. No início do século XX, a Astrologia perdeu a sua essência e identidade graças à Sociedade Teosófica e a AFA. Na década de 80, com o advento e a popularização do computador, a derradeira pá de cal se deu por conta da possibilidade de se calcular qualquer coisa. Neste início de século XXI, a inteligência artificial permite até responder a questões de Astrologia Horária!

Atualidade

Yuhval Harare, em Homo Deus, vaticina que se a humanidade não evoluir para um próximo estágio de sua existência, tornar-se-á desnecessária.

Em dezembro de 2021, Júpiter e Saturno formaram uma conjunção em Aquário inaugurando um ciclo de cerca de 800 anos. Estes astros regem as estruturas da sociedade: ciência, organização social, economia, política, cultura e principalmente, o progresso. É Zeus quem destrona Chronos: é o saber que subverte a lógica do mecanicismo.

Hoje, pode-se afirmar que a Astrologia tem essencialmente três linhas: uma rasa e absolutamente popular, que apela para clichês e princípios que, em sua maioria, não se sustentam a um pensamento mais elaborado; a outra, ainda com raízes no século XX, que insiste que o indivíduo é mais importante que a humanidade; e por fim, uma última que percebe que a humanidade é composta de indivíduos que precisam conviver num mesmo ecossistema que interage e se interrelaciona.

O homem e a humanidade não tem mais como evoluir ou aperfeiçoar a sua mente. As lógicas e as necessidades do cotidiano moderno tornaramse tão complexas que abrir mão dos benefícios da inteligência artificial seria um retrocesso. Porém, neste ponto em que estamos, é ainda a mente mecanicista que alimenta os algoritmos que compõem a IA.

Qual é o próximo passo? É o da consciência. A consciência de si mesmo e do todo. A consciência de que não há outro. Você, eu e todos os “outros” formam a humanidade. Se houvesse uma resposta global à pandemia, muitos de nós já estaríamos vacinados e não estariam faltando insumos para a vacina (podemos pensar na globalização da produção em geral).

Precisamos ter consciência que o nosso planeta e tudo o que nele existe é uma entidade viva, a cada dia mais degradada, enferma e desgastada em razão das elevadas necessidade de consumo dos indivíduos. Produzimos tanto lixo (desperdício) que precisamos criar naves-robô para colhê-las na órbita terrestre.

Os próximos vinte anos serão cruciais para a humanidade. É quando ocorre a conjunção seguinte deste ciclo de 800 anos e, espero que as lições aprendidas durante este período de transição entre 2020 e 2021 resultem em mudanças significativas em lidar com os nossos limites (inclusive as fronteiras entre as nações) para constatar que, de fato, não há limites. É a lição de Zeus, que destrona Chronos/Saturno (Saitan).

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