Para obter o Regente do Ano

Uma discussão no Facebook me levou a uma salutar pesquisa sobre o tema. Tive o prazer de conhecer Robert Ambelain em 1990, com quem fiz um curso de Ajuste de Hora. Porém, durante os dois meses em que frequentei a casa deste ilustre senhor, aprendi muito mais do que havia me proposto.

Em seu livro “Retorno à Alexandria”, ele trata de dois métodos para obter o Regente do Ano.  No entanto, ele defende a ideia de que o Tema do Ingresso do Sol em Capricórnio deveria ser utilizado para avaliar as características do ano. Dizia ele que da mesma maneira que o dia começa à meia-noite, é o tema do Solstício de Inverno (Hemisfério Norte) que equivale à “meia-noite” e melhor caracterizaria o ano, além de estar mais próximo do dia 1º de Janeiro. Embora tenha a sua razão, usa-se o tema do Ingresso em Áries por se tratar do primeiro Signo.

Segundo os astrólogos medievais, se o Ascendente estiver em Signos Cardinais, será necessário avaliar todos os quatro ingressos; em Signos Fixos, o tema valerá para todo o ano; e em Signos Móveis, basta ainda calcular o Ingresso em Libra.

No 1° método, o Regente do Ano é aquele considerado o mais forte no tema, a partir uma certa contagem de pontos. Conforme se pode observar, o fato de empregar as Casas Astrológicas na contagem dos pontos faz com que possam existir diferentes Regentes do Ano para diferentes localidades no mundo.

O planeta mais forte do tema é considerado o Regente do Ano:

  • Planeta em seu Domicilio ou sua Triplicidade: 3 pontos.
  • Planeta em Exaltação: 4 pontos.
  • Planeta regente da Hora Planetária: 6 pontos.
  • Planeta regente da Casa I: 5 pontos.
  • Planeta na Casa I: 5 pontos.
  • Planeta na Casa II: 6 pontos.
  • Planeta na Casa III: 3 pontos.
  • Planeta na Casa IV: 9 pontos.
  • Planeta na Casa V: 7 pontos.
  • Planeta na Casa VI: 2 pontos.
  • Planeta na Casa VII: 10 pontos.
  • Planeta na Casa VIII: 4 pontos.
  • Planeta na Casa IX: 5 pontos.
  • Planeta na Casa X: 12 pontos.
  • Planeta na Casa XI: 3 pontos.
  • Planeta na Casa XII: 1 ponto.

No 2° método, são empregadas tabelas de “conjunções”. Estas tabelas são indicadas no Centilóquio L, de Ptolomeu. Surge através dos astrólogos judeus, que praticamente copiaram o que havia na Babilônia, por ocasião de seu cativeiro. Trata-se de um ciclo de 119 anos que tem início por ocasião do surgimento de Adão, datado em 4000 aec. Contudo, é provável que para os caldeus, a data de início deste calendário tenha ocorrido em algum momento astronômico preciso. Este método era empregado por Nostradamus.

119

Porém, existe um 3° método, divulgado por Saint Germain. Nestas tabelas, o ciclo completo é de 36 anos. Este é o método utilizado nas Ordens Ocultistas com sede na França e chegou ao Brasil particularmente através da OMB, da qual Francisco Lorenz era integrante. Deve-se a ela a popularização deste método no Brasil. As primeiras tabelas publicadas contemplavam o período de 1800 a 1938, sendo ampliadas posteriormente por outros(as) astrólogos(as). O atual ciclo é o do Sol, cuja tabela pode ser encontrada em 2014 – Ano de Júpiter.

Em relação ao 1º método, segue o resultado do cálculo do Planeta Regente do Ano, com o tema de Ingresso calculado para São Paulo e Berlin. Note que, como a disposição das Casas Astrológicas (Placidus) é diferente, resulta num regente diferente para cada localidade.

ingressos

Em São Paulo, o Regente do Ano é a Lua; em Berlin, o Sol.

A tabela abaixo apresenta os ciclos para o 2º método:

119_14Como podemos perceber, há várias maneiras de obter o Regente Anual e nenhuma delas pode ser considerada “errada” simplesmente pelo fato de ser “aritmética”. A Estrela dos Magos é a fonte de referência de dois dos métodos acima. E, com relação aos 1º método, localidades de diferentes longitudes terão diferentes regentes, o que pode criar alguma confusão.

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  1. #1 by Kayque Girão on 21 de Janeiro de 2014 - 0:55

    Bateu no ponto que levantei na discussão do artigo no Facebook Henrique. Bastante elucidativo seu artigo e serve de suporte para análises do grau macro ao micro (mundo>país>cidade>pessoa) e sincronizar esses fatores. Pelo menos é dessa forma que eu vejo. De qualquer modo, parabéns pelo artigo e explanação. Abraço! 🙂

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    • #2 by Henrique on 21 de Janeiro de 2014 - 1:31

      Obrigado. Respeito a Tradição. A gente nunca tem a exata certeza de quem foram os caras que nos transmitiram este Saber. Porém, na certa, estão a anos luz de nós.

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  2. #3 by Lela Pontes on 21 de Janeiro de 2014 - 9:24

    Muito obrigada pela partlha. Vou ler tudo com atenção. Abraço

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  3. #5 by Leonardo Lemos on 21 de Janeiro de 2014 - 23:26

    Na parte em que diz: “Segundo os astrólogos medievais, se o Ascendente estiver em Signos Cardinais, será necessário avaliar todos os quatro ingressos; em Signos Fixos, o tema valerá para todo o ano; e em Signos Fixos, basta ainda calcular o Ingresso em Libra.”, o correto não seria: “… e em Signos Mutáveis, basta ainda calcular o Ingresso em Libra.”?

    Respeitosamente, Leo

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  4. #7 by Ana Maria on 6 de Maio de 2018 - 8:13

    Hay gente que no tiene en cuenta que la existencia o no de las cosas en el imaginario colectivo de un grupo humano depende básicamente de la transmisión oral y escrita. http://www.caesaremnostradamus.com

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