Algo maior?

Hoje em dia, é costume perguntar sobre tudo, ao menos entre os acadêmicos ou pesquisadores. E resolvi fazer o mesmo com a Astrologia.

Embora possa ser mais antiga, sabe-se que ela surgiu na Suméria em cerca de 2400 aec, junto com outras técnicas, artes e ciências. É intrigante que uma civilização que vivia praticamente no neolítico, em cerca de 300 anos passou a dominar conhecimentos especializados como trigonometria, arquitetura, hidráulica, astronomia e leis (Código de Hamurabi).

Entre os antropólogos, a tese mais aceita é que o saber astrológico, juntamente com todos os demais saberes que possibilitaram o florescimento da civilização suméria, tenha sido revelado ou transmitido por agentes externos. Há algumas teses acadêmicas escritas sobre o tema, variando a maneira como discorrem a respeito desta hipótese, denominada exógena. Entretanto, existem indícios de que a observação astrológica seja bem mais antiga, recuando a talvez cinco ou seis mil anos.

Partindo da premissa de que um agente exterior, um mensageiro ou ET (ou um conjunto deles, mensageiros ou Ets) tenha transmitido o saber astrológico entre vários outros saberes eu pergunto:

  • Porque estes seres supostamente evoluídos (a ponto de se deslocarem até este longínquo planeta) se deram ao trabalho de ensinar a Astrologia?

Vários livros tentam nos convencer que a Astrologia surgiu pela necessidade de prever as estações e melhores épocas para a colheita. Trata-se de uma resposta que pode ser facilmente descartada na medida em que sabemos que em várias partes do mundo foram erigidos monumentos ou templos a céu aberto para acompanhar o movimento de alguns astros.

Particularmente, defendo a ideia de que a Astrologia surgiu como instrumento para contar o tempo, com a função de servir de calendário. No Oriente Médio e Vale do Indo, onde a Astrologia floresceu nos primórdios, dispunha de calendários astrológicos de longo prazo, muito maiores e mais extensos que a duração de uma vida humana. Não há sentido em contar ciclos de mais de dois ou três mil anos.

Ter o controle sobre o tempo permite planejar o futuro. Controlar o tempo é ter o poder sobre a existência. Hoje, dizemos “tempo é dinheiro”. Alguns sacerdotes (magos-astrólogos) incutiam medo prevendo eclipses (ocultação do Sol ou da Lua).

Mas deve existir algum propósito ainda maior. Várias culturas e tradições antigas associam as estrelas e constelações aos deuses e muitas delas, dizem que suas origens são desta ou daquela estrela (Sirius, Capella, Vega, Aldebaran, etc…). E a Astrologia dos primórdios estava diretamente associada às constelações e estrelas, os signos não eram tão importantes como hoje em dia.

Novamente uma pergunta:

  • Será que a Astrologia era um caminho eu poderia nos indicar o caminho de ida para algum outro lugar que não a Terra? Ou um retorno a uma morada perdida ou superior?

Se esta hipótese puder ser verdadeira, então a Astrologia poderia nos dar um caminho de algo que hoje denominamos “elevação espiritual” de uma maneira tanto coletiva como individualizada, como queriam Kepler e Campanus.

Como isto se processa? Como obter esta informação? Será uma espécie de gnose terapêutica? Um autoconhecimento profundo com propósitos transcendentes e apologéticos?

O saber astrológico que chegou até os gregos e egípcios já veio desfigurado e o foi mais ainda durante os vários séculos na Europa. O século XX assistiu, quanto à Astrologia, novas pesquisas e estudos, mas também, enxertos e adaptações que tornaram irreconhecível as fontes originais, a ponto da Astrologia se tornar um instrumento bidimensional (The Round Art, de A. T. Man é um exemplo).

Mas ainda dá tempo… Como escrevi acima, os antigos lidavam com ciclos muito longos. Um ciclo de eclipses, por exemplo, dura entre 17 a 21 séculos…

Vamos reencontrar o nosso Caminho através da Astrologia?

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  1. #1 by Neto on 10 de Agosto de 2012 - 19:25

    Artigo inspirador. A Astrologia nos ajudará a reencontrarmos nosso caminho de elevação. É importante que os astrologos exponham seus conhecimentos. Vivemos um tempo de expansão do conhecimento.

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    • #2 by Henrique on 11 de Agosto de 2012 - 11:15

      Ando refletindo muito a respeito dos horizontes da Astrologia. Por mais que considere que a Astrologia Comportamental tenha graves incorreções e enormes limites, também tenho questionado a Astrologia Tradicional. Será que ela não foi oportuna e os magos-sacerdotes guardaram para si os seus maiores segredos?

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  2. #3 by Luciana Graff on 19 de Outubro de 2012 - 16:51

    Muito interessante seu artigo. Você poderia descrever de modo mais exaustivo de que forma ‘O saber astrológico que chegou até os gregos e egípcios já veio desfigurado’ ? Qual a literatura indicada para tratar este assunto ?

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    • #4 by Henrique on 19 de Outubro de 2012 - 22:36

      Oi, Luciana! Essencialmente eu usei uma referência do livro “O Instinto Geométrico”, de Horst Oochmann. São 30 gerações desde os surgimento documentado da Astrologia até as primeiras compilações deste saber, num povo sabidamente supersticioso. Aproveitando, sim, eu ministro cursos à distância. Estou em fase de transição do meu site para abrigar uma plataforma EAD dentro dele. Atualmente, uso o Udemy para os cursos online. Em razão disso, estou aproveitando para reformular a estrutura geral do curso. Assim que tiver novidades, entro em contato. Obrigado por seu interesse.

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