Ladeira abaixo

Meus pais tinham amigos que moravam no Rio de Janeiro e passei a minha infância viajando para a então Cidade Maravilhosa. Tenho boas recordações dos vários passeios que fizemos na década de 70.

No início da década de 80, estudei na Escola de Marinha Mercante. Foi bem na época em que Moreira Franco entregou o governo da cidade para Leonel Brizola e seus CIEPS. A mudança inclusive do cheiro nas ruas da cidade mudou justamente neste período.

Este início da década de 80 marca outros acontecimentos importantes, como o surgimento da Social Democracia (que se mostrou não ser nem uma coisa e nem outra) e líderes importantes como Reagan e Thatcher.

Atualmente, o Rio de Janeiro não é mais o principal destino turístico dos estrangeiros em férias no Brasil, assustados com a violência nas “comunidades”.

Na verdade, sinto que a cidade perdeu a sua identidade quando deixou de ser Guanabara, a capital do país, tornando-se apenas Rio de Janeiro, capital do Estado. Quando a família imperial portuguesa ali chegou, em pouco tempo, transformou a cidade não apenas em centro de poder, mas também num pólo cultural importante. D. Pedro II tinha um apreço especial pela ciência, pela cultura e pelas artes. São Paulo superou o Rio como principal pólo cultural e artístico no país apenas durante a década de 80.

Como centro econômico e comercial, o Rio sempre atraiu migrantes particularmente do norte do país. De uma forma geral, pode ser dito que o carioca era essencialmente cordial e hospitaleiro, como eternizado no personagem do Zé Carioca, de Walt Disney. Os migrantes foram, em sua maioria, bem recebidos adaptando-se facilmente à cidade. Porém, na outra extremidade da sociedade, vimos as conspirações e a contravenção, que costumam andar onde há dinheiro. Na década de 80 era apenas o jogo do bicho, que financiava o Carnaval.

Com a perda de importância da cidade, os pobres se tornaram os miseráveis e começaram a subir os morros: os cortiços se tornaram as favelas (hoje, “comunidades”). A teia em torno do jogo do bicho foi substituída pelo tráfico, com drogas e armas, tornando-se absurdamente violenta.

Sem nenhuma ética ou controle, o dinheiro da corrupção drenou o dinheiro para as obras públicas para o bolso de uns poucos, num arremedo perverso de Zé Carioca do mal. Apesar dos royalties do petróleo, os recursos gerados na cidade não eram mais suficientes para mantê-la, dependendo de uma combalida e péssima administração pública. No Brasil, os recursos sempre aparecem depois da tragédia (embora nem sempre alcancem quem realmente depende deles).

Com o triste incêndio do Museu Nacional, resolvi inquirir sobre o mapa da fundação da cidade. As cartas de Anchieta relatam que Estácio de Sá fundeou seus navios na sombra da Ilha Grande, onde elaborou o seu plano para reconquistar a cidade dos franceses. Seu plano era simples, entrar na barra da Baía de Guanabara quando a maré estivesse enchendo, pois assim, as pequenas embarcações dos tupinambás teriam a maré contra elas. Como a maré encheu logo no início da manhã, por volta de 05:30 horas, os nativos ainda teriam o brilho do Sol em seus rostos, diminuindo também a velocidade.

Rio_1555_França_Antártica

Segundo Anchieta, o plano teve êxito absoluto e as naus portuguesas puderam aportar nas proximidades do morro Cara de Cão em seguida. Considerando todas as possibilidades náuticas e astronômicas, é provável que a fundação da cidade tenha se dado entre 07 e 08:30 horas do dia 01/03/1565. Embora não tenha realizado um cálculo completo do ajuste de hora, emprego o horário de 07:30 horas, que resulta num Ascendente em 17° de Aquário.

Sob esta perspectiva não acredito numa diminuição da violência por conta do tráfico de drogas e armas; ao contrário, tenho expectativas que ela se expanda a níveis maiores a partir de novembro de 2018. Com relação à cultura, o incêndio no Museu Nacional gerará comoção e acabarão entrando (muito atrasados) os recursos para o seu restauro. É bastante provável que surjam investimentos de outros países (França? Alemanha?) mas sem um projeto geral e inclusivo. Há teatros e outros museus em situação financeira delicada. O carioca se orgulha de sua história (e há muitas para contar)… mas os recursos para manter e preservar o seu patrimônio quaisquer que tenham sido os desvios, não chegam onde são necessários.

Sobre a falta de verbas destinadas ao museu (acervo Estadão).

A força do povo carioca está em sua pluralidade e no amor a sua terra. É preciso reconquistá-la.

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2018, a Copa do Mundo e as Eleições

Confesso estar pouco disposto a escrever sobre “previsões 2018” ou sobre “previsões para os Signos 2018”. A humanidade vive um momento de transição que ainda levará alguns anos. E particularmente no Brasil, basta acompanhar o noticiário para ser tomado pelo pessimismo.

Por outro lado, é preciso lembrar (todos astrólogos o fazem) que as previsões para o ano são obtidas, à princípio, empregando o mapa do ingresso do Sol em Áries, que ocorrerá em 20/03/2018. Este mapa é de fato considerado o mapa do “Ano Novo Astrológico”, aquele que dispõe sobre os temas e o tom do ano em curso até o próximo ingresso, no ano seguinte.

Uma das principais características do ano de 2018 é que todos os Astros ficarão retrógrados, inclusive Marte e Vênus. Ocorrerão três eclipses solares, nenhum deles visível no Brasil, embora mereça alguma atenção aquele que ocorre em 11/08/2018, visível sobre o nordeste da Ásia (China, Mongólia…) ao norte da Europa (Suécia, Finlândia, Noruega…) até a Groelândia, uma vez que forma conjunção partil com Vênus do mapa da Independência do Brasil.

Este Astro (Vênus) teve participação importante nos eventos recentes de nosso país, especialmente na Era Temer, além de estar conjunto ao nefasto Nodo Lunar Sul (Cauda do Dragão).

Júpiter e Saturno vibram no tom de uma semiquadratura minguante, aspecto que não é considerado na Astrologia Tradicional, embora seja de grande importância como indicadora da “eletricidade” compartilhada por dois Astros. Trata-se de um aspecto moderadamente tenso, que prepara o terreno para a conjunção que se aproxima (ocorre em dezembro de 2020).

Portanto, dos tópicos acima listados, não dá mesmo para esperar nenhum evento de proporções midiáticas, impactante a ponto de ser tomado como fator de mudança de uma era ou de uma geração. O fato é que, como um todo, 2018 será um ano morno até o início de novembro, quando Júpiter ingressa em Sagitário. Como Saturno já se encontra em Caprícórnio, nos dois últimos meses do ano teremos estes dois Astros superiores domiciliados, embora sem manterem relação entre si.

As retrogradações destes dois Astros ocorrem todos os anos e novamente se superpõem parcialmente, em razão de sua proximidade zodiacal. Porém, a retrogradação de Marte acrescenta um tempero adicional ao período entre o final de junho e o final de agosto. Júpiter retoma ao movimento direto cerca de uma semana após o início da retrogradação de Marte, que por sua vez, retoma ao movimento direto uma semana antes de Saturno.

Há uma retrogradação de Mercúrio nesta mesma época, ocorrendo entre 26/07 e 19/08, formando três conjunções justamente com a Vênus que citei acima, do mapa da Independência do Brasil. Este será o período mais confuso do ano e com reflexos em nossa atividade produtiva (indústrias) e nos esportes.  É provável que se estenda ainda para o setor de serviços, particularmente aquele voltado para o turismo de negócios.

E Vênus retrograda em Escorpião/Libra entre 05/10 e 19/11. Ou seja, exatamente no período correspondente às eleições gerais no Brasil, para todos os cargos do executivo e do legislativo. Se você estiver contando com alguma limpeza ou renovação dos quadros políticos, a expectativa, com este movimento de Vênus, é que teremos mais do mesmo, particularmente no legislativo.

brasil 2018

Há a Copa do Mundo, entre 14/06 e 15/07, na Rússia. Este evento está compreendido entre duas conjunções entre Marte e Saturno, ambos em Capricórnio: a 1ª conjunção ocorre em 08/06, com Marte direto e Saturno retrógrado; a 2ª conjunção ocorre em 28/07, com ambos retrógrados. Vênus formará uma conjunção com Vênus do mapa natal da Independência do Brasil em 29/06. Júpiter estará na órbita de um sextil com o Sol do mapa natal da Independência do Brasil.

Acredito que a seleção brasileira passará facilmente pela 1ª fase. A partir da 2ª fase, os adversários tornarão o caminho para a conquista da Copa mais difícil. De qualquer modo, veremos uma equipe onde a colaboração, a cooperação e o entrosamento produzem os resultados (gols). Apesar de realizar um bom trabalho, é pouco provável que esta equipe seja campeã (deve chegar em 2º ou 3º lugar).

Qualquer que seja o resultado da Copa, será uma época (antes e depois, como de costume) em que os problemas do país serão temporariamente deixados de lado, o que não é novidade.

Aí é hora de pensar nas eleições. E a primeira pergunta é se Lula será candidato. O julgamento de Lula em 2ª instância será ainda no 1º semestre e pode torná-lo inelegível. Há um período crítico e decisivo com relação às suas pretensões ocorrendo após o Carnaval, em fevereiro. Este julgamento deve ocorrer nos últimos dias de abril ou nos primeiríssimos dias de maio e, mesmo que não seja preso, deve ser tornado inelegível, ficando fora da disputa (ao menos num 1º momento).

Lembra-se daquele período em que ocorrem várias retrogradações? Pois é, entre outras coisas pode indicar alguma comoção popular, bem como, as tentativas da defesa do ex-presidente em invalidar ou desqualificar o julgamento… aí vem a Copa… e muitas coisas acontecerão nos bastidores…

Bem… e quem ganha as eleições? Já existe uma lista de possíveis candidatos e outros ainda podem surgir. Portanto, o mais adequado é tentar descrever o perfil daquele que tomará posse. Tenho até o meu palpite, para não dizer que faço proselitismo.

Para obter a informação de quem subirá a rampa do Palácio do Planalto, uso o mapa da posse. Combinando com as Direções Secundárias de Arco Solar do mapa da Independência do Brasil e seu mapa natal, chega-se a uma tônica de Saturno. Portanto, o próximo presidente eleger-se-á a partir de uma plataforma de austeridade econômica, retorno aos fundamentos da economia, É bastante provável que se mostre bem identificado com os problemas do país, bem como, com o funcionamento do Congresso. Durante a campanha eleitoral, terá de lidar com suspeição, embora nada seja efetivamente provado a seu respeito (e nada surgirá depois).

O que irá lhe assegurar a vitória será a sua capacidade de se comunicar com as bases populares, sem exatamente se tratar de um candidato populista. Em outras palavras, saberá dizer o que os outros querem ouvir. Sua campanha iniciar-se-á por meio de palestras a empresários do país e coalização com os governadores dos Estados. Antes de assumir, deve articular com os líderes partidários e iniciará seu mandato com um voto de confiança do de deputados e senadores.

Se eu estiver certo com respeito ao candidato vencedor, será durante o seu mandato que veremos, após cerca de dois anos (um ciclo de Marte) o Brasil voltar a crescer, baseado tanto na confiança interna em razão da austeridade e respeito às regras, como também, ao estímulo às exportações (que tanto interessa à indústria, agronegócio e mineração).

De toda forma, o ano de 2018, apesar de morno, será um ano de esperança, de sonhos e de expectativas. Embora a Câmara e o Senado pareçam andar um na contramão do outro, os sinais de recuperação da credibilidade virão da Câmara baixa e não da alta.

Outras áreas de interesse:

Cultura: Surge um novo estilo musical ou de dança, que logo vira modismo. A cultura popular tem projeção na mídia, graças à curadores ou campanhas através de organizações com capacidade de penetração. Mostras fotográficas com temas históricos devem percorrer algumas capitais do Brasil.

Educação: Apesar do marco regulatório proposto e aprovado no final de 2017, ainda persiste a evasão no período do ensino fundamental. Ocorrerão quedas de braço entre a justiça trabalhista e as universidades “fast food”, que contam com capital estrangeiro. Melhor para as universidades…

Esportes: Destaque para o atletismo e muita esperança no futebol. Porém, os destaques ocorrem nos esportes individuais e não nos coletivos, muito mais em função de um talento do que em razão do desenvolvimento técnico. Os esportes de luta, como boxe, judô, etc… devem receber premiações.

Religião: Apesar de sermos um país laico, as bancadas religiosas (especialmente as articuladas  bancadas evangélicas) terão algum revés na justiça, em razão de problemas legais de alguns líderes em países do exterior. Não custa recordar que os líderes de duas grandes igrejas evangélicas são investigados nos EUA (entrada ilícita de valores, evasão de divisas e sonegação fiscal).

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Janus 5 (review)

Se você já considera o Janus 4.3 muito bom, recomendo baixar o Janus 5. Pode ser testado gratuitamente por 30 dias, é uma excelente oportunidade para avaliar as novidades e aprimoramentos.

Instalação: Extremamente simples! É só baixar e seguir as instruções na tela. Se puder, desabilite o seu antivírus. Quando você executa o programa pela 1ª vez, abre-se o módulo de configuração.  Logo de cara, percebe-se que a inicialização do programa é mais rápida e leve.

Lembrando que a partir do Windows 7, a versão anterior (Janus 4.3) trava eventualmente e/ou não inicia, necessitando reiniciar o equipamento. O Janus 5 foi totalmente reescrito (não é uma atualização do Janus 4.3) . Sua arquitetura mais leve permite assim uma inicialização mais ágil e rápida inclusive no Windows 10, o que já é um benefício enorme.

Configuração: Nesta versão, a configuração é mais completa e pode ser acessada posteriormente através do menu, usando a opção “Settings”. Neste momento, você já se depara com a primeira grande novidade do Janus 5: tudo é fácil e totalmente configurável e editável a qualquer momento. Então, basta seguir as abas do menu de configuração e ir ajustando os parâmetros de acordo com o seu método de trabalho. É extremamente fácil.

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Principais novidades:

  • Acesso ágil aos diretórios de mapas (clientes, família, etc…) a partir da tela inicial.
  • Função “Preset” em todos os módulos de trabalho, dispostos em duas categorias (geral e particular) permitindo agilizar suas rotinas e tarefas habituais, deixando-as pré-configuradas. O programa já vem com várias configurações elaboradas de fábrica, que podem ser utilizadas como exemplo.
  • Importação dos diretórios de mapas do Janus 4.3 para o Janus 5.
  • Módulo de pesquisa em bancos de dados aperfeiçoado.
  • Módulo de Astrologia Tradicional: A tabela de dignidades está completa, apresentando as três Triplicidades. Aqui se encontram também as técnicas da Astrologia Helenística e os métodos de predição. Oferece várias outras opções, a maior parte delas com textos explicativos do método.  A apresentação dos mapas é configurável, sendo possível até empregar o mapa “bolinha”. Uma dica: a SAN é encontrada na aba das Partes Árabes. Há um apresentação específica para o mapa de Antíscia.

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  • Módulo de Astro-Cartografia permite apresentar as órbitas das linhas. Pode ser pré-configurado para representar apenas as linhas de buscas específicas (melhores locais para casamento, trabalho, escola, etc…)
  • Inclusão de um módulo de Astrologia Védica.

Prós (não listados acima):

  • Baixo custo de investimento (seja novo ou atualização), podendo ser testado gratuitamente por 30 dias.
  • O Janus 5 evoluiu bastante, mantendo a sua simplicidade e filosofia de módulos de trabalho (Tradicional, Cosmobiologia, Védica, ACG…).
  • Manteve a funcionalidade dos módulos de retificação de hora, com a possibilidade de apresentar apenas dois mapas (natal e secundárias) ao invés dos quatro mapas do Janus 4, melhorando a visibilidade. Pode ser acessado de diversos módulos diferentes.
  • A função “Linha do Tempo” inclui as datas. As Efemérides Gráficas incluem os aspectos.
  • Inclusão da função Calendário, útil para quem trabalha com horóscopos.
  • Atlas e fusos horários facilmente editáveis.
  • É possível configurar as estrelas, partes árabes e/ou asteroides que deseja empregar em suas rotinas de trabalho.

Contras:

  • O módulo de exportação de imagens está mais elaborado e com mais possibilidades de configuração, mas não suporta mais o formato WMF, que oferece melhor qualidade para exportação em Word e Power Point.
  • Não existe mais a função “Aspects to Stars”, que facilita encontrar os aspectos das estrelas em relação ao gráfico astrológico. É possível criar uma rotina através da função “Preset”.
  • A SAN se encontra na aba das Partes Árabes e não mais na listagem dos dados do mapa natal.
  • É bom checar as datas de início e fim do Horário de Verão no Brasil, uma vez que é bastante irregular. Contudo, é facilmente editável, como acima.

Conclusão:

  • Se você é um “heavy user” e  usuário do Janus 4.3, vale a pena migrar para o Janus 5. O suporte é excelente. Entrei em contato com o pessoal da Astrology House, que produz o programa, sendo sempre muito rápido e bem atendido. Mencionei alguns pequenos bugs, para os quais prometeram uma atualização brevemente.
  • A função “Preset” é muito interessante: dedique algum tempo experimentando e testando até se familiarizar completamente. Use as rotinas pré-instaladas como exemplo.
  • O manuseio e edição dos gráficos astrológicos é muito mais fácil e simples.
  • O programa é interessante e útil para os astrólogos iniciantes, intermediários e profissionais, com uma excelente relação custo-benefício.

O programa pode ser testado e/ou adquirido baixando o arquivo de instalação em https://www.astrology-house.com/

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A escolha de um programa de Astrologia

question03-e1495504425590.jpgAs atualizações do Windows são mais frequentes que as atualizações dos programas de Astrologia. Bons programas tornam-se obsoletos em razão da incompatibilidade especialmente a partir do Windows Vista.

A partir do Windows 10, este quadro ficou ainda mais crítico. Assim, fiz uma pesquisa dos programas disponíveis atualmente no mercado. De uma forma geral, os programas são semelhantes, portanto, utilizei alguns critérios:

  • Dignidades Essenciais Maiores e Menores (preferencialmente, apresentando os três astros das Triplicidades).
  • Antíscia e Contra-Antíscia.
  • Direções Primárias In Mundo.
  • Apresentação de pelo menos três gráficos astrológicos simultâneos (triwheel).
  • Apresentação do gráfico astrológico no modo “Casas = 30°”.
  • Aspectos corpo a corpo.
  • Partes Astrológicas por Sect.
  • Astrocartografia e Astrolocalização com boa visualização para o consulente.
  • Efemérides Gráficas.
  • Exportação em WMF ou PNG.

Sou usuário do Janus 4.3, atualizado em 2009. Trata-se do programa com a melhor relação custo/benefício. Preenche quase todos os requisitos acima, mas costuma travar quando outros programas estão em aberto. No próprio site do desenvolvedor, recomenda iniciá-lo antes de qualquer outro programa para evitar que a tela de abertura congele. Atende às principais modalidades de Astrologia organizados por módulos (Astrologia Contemporânea, Tradicional, Huber, Cosmograma, etc…). Não permite configuração dos aspectos corpo a corpo, o mais próximo disso é a moeitia, no módulo de Astrologia Tradicional. Uma nova versão estava prometida para o final de 2016.

Praticamente no mesmo nível, encontra-se o Solar Fire 9. É um dos programas mais populares em uso. Permite configuração dos aspectos corpo a corpo. Contudo, o módulo de Astrocartografia e Astrolocalização é sofrível, parecendo não ter sofrido nenhuma atualização desde a época do Windows XP. Também atende às principais modalidades de Astrologia, mas sem uma organização específica (é preciso primeiramente obter o mapa e depois selecionar a modalidade). A distribuição dos ícones é bastante semelhante ao Janus 4.3, embora a rotina de trabalho seja diferente. Esta diferença é percebida na hora de configurar um ou outro programa.

Há uma opção gratuita, o programa Morinus que, no entanto, não tem um módulo de Astrocartografia e Astrolocalização. Voltado especialmente para os cálculos, atende tanto à Astrologia Tradicional como à Contemporânea. O cálculo das Direções Primárias é completo e é o mesmo algoritmo encontrado no Janus 4.3, Solar Fire 9 e Placidus, por Rumen Kolev. Há uma versão apenas para os praticantes de Astrologia Tradicional. Não tem um banco de dados de cidades com as suas respectivas horas civis, é preciso inserir manualmente. E as apresentações dos gráficos são bastante simples, embora completas. Sua configuração é bastante complexa, sendo desaconselhável para iniciantes em Astrologia.

Os programas acima são em inglês. Existem alguns programas em português também.

O mais conhecido é o Pegasus Photon. Há também o Vega Plus Online, cuja grande vantagem é o fato de não necessitar instalação. Embora o Pegasus Photon tenha uma apresentação mais bonita (e colorida), o Vega Plus Online acaba sendo mais funcional. Atendem apenas à Astrologia Contemporânea e não contam com as Direções Secundárias de Placidus, padrão para qualquer outro programa estrangeiro, o que acarreta alguma confusão entre os usuários brasileiros. O módulo de Astrocartografia e Astrolocalização é fraco em ambos. O ponto alto do Pegasus Photon é a impressão. No Vega Plus Online, tabelas customizáveis por assunto (saúde, finanças, aquisições, etc…).

O Canopus 2008 foi descontinuado, mas roda em Windows 10. Não tem módulo de Astrocartografia e Astrolocalização. Contém um módulo de Astrologia Vocacional pelo método de Gauquelin e a uma apresentação gráfica interessante dos Trânsitos e Direções.

Nenhum dos três programas brasileiros acima citados permite a representação do gráfico astrológico no modo “Casas = 30°”. Também não permitem configuração de aspectos corpo a corpo ou Partes Astrológicas por Sect.

O estudante de Astrologia Tradicional, Medieval ou Helenística não encontrará nenhuma referência nestes programas. Se você é praticante de alguma destas modalidades de Astrologia, o programa mais indicado é o Delphic Oracle. Originalmente feito para Mac, foi adaptado para Windows. A versão 8 é estável, a versão 9 trava no Windows 10. Eu adquiri numa promoção de final de ano e recebi os registros para o Delphic Oracle 8 e 9, bem como, o Timaeus 9 Pro (para Astrologia Horária e Eletiva). Os programas são muito parecidos, com menus confusos. Custa um pouco para você se entender. Mas são absolutamente completos. Obviamente, não tem um módulo de Astrocartografia e Astrolocalização. As efemérides gráficas são sofríveis e a exportação das imagens é de baixíssima qualidade.

Continuei procurando…

A Cosmic Patterns Software produz os programas Pegasus 4.0, Kepler 8.0 e Sirius. São semelhantes entre si, diferenciando-se pela complexidade. O Pegasus 4.0 é voltado para o estudante ou astrólogo iniciante, tem menos opções de cálculos e apresentações. O Kepler 8.0 é um programa completo, atendendo aos profissionais exigentes e contém tudo o que um astrólogo profissional necessita em seu dia-a-dia de trabalho. O Sirius é ainda mais sofisticado. O diferencial destes programas é a possibilidade de imprimir relatórios e a existência de um curso de Astrologia embutidos (a partir do Kepler 8.0), todos em inglês. A partir do Kepler 8.0, há gráficos sobre diversos temas (amor, finanças, etc…). Para quem está acostumado com a sobriedade dos menus dos programas brasileiros, estranha o menu destes programas, excessivamente coloridos. Estes programas tem um bom mecanismo de pesquisa. O Kepler 8.0 preenche todas os requisitos. Os cálculos de Astrologia Tradicional estão completos nesta versão; para os praticantes de Astrologia Helenística, é preferível comprar o Sirius.

Meu primeiro programa profissional de Astrologia foi o BlueStar, instalado a partir de um monte de disquetes de 5 ¼”… Alguém se lembra? O BlueStar se encontra na versão 6 e se tornou um programa voltado para o público que precisa de relatórios astrológicos. A Matrix produz também o WinStar 6.0, voltado para todos os estudantes e profissionais de Astrologia. Este programa é apresentado em três versões: Standard, Extended e Professional. A versão Extended preenche a todos os requisitos. O módulo de Astrocartografia e Astrolocalização é um dos melhores disponíveis. Na versão Professional, os módulos de Astrocartografia e Astrolocalização, bem como o módulo de pesquisa, são mais sofisticados.

Foi quando me lembrei do Zet. Há uma versão gratuita que permite praticamente tudo, Zet Lite. As versões pagas são apresentadas como Zet Pro e Zet Geo (a mais sofisticada). Trata-se de um programa funcional com um excelente módulo de Astrologia Tradicional. A versão Zet Pro permite os cálculos da Astrologia Helenística. A navegação deste programa é confusa, a apresentação é limpa e simples. Porém, encontra-se sem nenhuma atualização desde 2012.

O AstroApp tem uma versão gratuita ou o pagamento de apenas uma mensalidade, para versões um pouco mais sofisticadas. Sua principal vantagem é ser totalmente online. Encontrei problemas ao rodar a versão para tablet ou smartphone. A área de trabalho é confusa e as tabelas costumam ser maiores que a tela, exigindo o uso da barra de rolagem. É porém um ótimo programa, completo e adequado para todos os níveis de estudantes e profissionais de Astrologia.

Testei também, depois de indicações, o programa Regulus Platinum/Meridian e tive uma feliz surpresa. Trata-se de um software completo de Astrologia desenvolvido Juan Saba e que não deve nada ao Solar Fire e com um valor extremamente acessível à realidade brasileira. Tem um bom módulo de Astrocartografia e de Astrologia Tradicional. Possui efemérides gráficas, contando com uma apresentação extremamente interessante, com os trânsitos dinâmicos desenhados ao redor do mapa astrológico, numa escala de tempo simples. Não permite configurar os aspectos corpo a corpo.  Exporta as imagens em BMP, em baixa resolução.

Conclusão

Se for você for estudante de Astrologia ou esteja começando nesta profissão, opte pelo Pegasus Photon ou Vega Plus Online, conforme a sua preferência.

Delphic Oracle 8.0 é o melhor programa para Astrologia Tradicional e Helenística.

Janus 4.3 e Solar Fire 9 são completos e muito semelhantes, diferindo apenas nos seus preços.

Kepler 8.0 é um programa completo; entretanto, os módulos de pesquisa e de Astrocartografia e Astrolocalização no Winstar 6.0 Extended são mais sofisticados. São os programas indicados para o profissional médio ou “heavy user” como é o meu caso.

O Pegasus Platinum/Meridian Gold é uma excelente alternativa de baixo custo para quem deseja um programa completo.

Os programas estrangeiros tem o problema do câmbio, o que torna os seus valores um tanto quanto salgados para a média de ganhos da maior parte dos astrólogos brasileiros. Você pode consultar os preços clicando nos links abaixo:

 

 

 

 

 

 

 

 

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O fim da República?

Assim como você, também tive acesso à notícia da delação envolvendo nosso atual presidente, Michel Temer e um ex-candidato à presidência, Senador Aécio Neves. É impossível não ficar estarrecido diante da gravidade do que nos é apresentado por intermédio dos noticiários. Por esta razão, para preservar a isenção e a imparcialidade, optei por estudar os mapas astrológicos correspondentes no dia seguinte.

A primeira impressão, após uma análise minuciosa, é o abalo sofrido pela identidade e imagem do país. A repercussão na imprensa estrangeira foi imediata e, entre nós, misturam-se assombro, indignação e falta de perspectivas. Fala-se de novas eleições, contrariando o que prescreve a Constituição de 1988. Hoje, vieram-me à lembrança as palavras de meu avô, que dizia que bastavam um único artigo: “Todo brasileiro deve ter vergonha na cara. Revogam-se todas as disposições em contrário”. Chamava aos parlamentares de “Assembléia prostituinte“.

Com esta palavras em mente, resolvi investigar dar outro rumo às minhas investigações astrológicas e incluir o mapa da promulgação da Constituição de 1988. Ao fazê-lo, minhas suspeitas se confirmaram. As notícias da época deram ênfase aos aspectos sociais da nova Constituição. Porém, como dependia de regulamentação em vários aspectos, permitiu diversas brechas jurídicas, propiciando o surgimento da promiscuidade entre os três Poderes e o meio empresarial através do sistema eleitoral.

Em outras palavras, apesar de aparentemente minuciosa e abrangente, de fato, a Constituinte foi promulgada incompleta, a ponto de existirem diversas emendas. Com respeito às eleições, acabaram dando vantagem a quem obtivesse mais exposição nos meios de comunicação e não necessariamente que estivesse melhor preparado para exercer a função a qual se candidatava ou ainda (e principalmente), tivesse um plano de governo (cargos executivos) ou uma proposta a ser defendida (cargos legislativos). O resultado é conhecido, transformando os Poderes da República em balcões de negócio.

Sem dúvida, é preciso apurar minuciosamente os fatos, responsabilizar aqueles que cometeram delitos. Entretanto, é preciso olhar um pouco além percebendo que o atual sistema eletivo não tem representatividade. Trata-se de um fenômeno mundial, que no Brasil, resultou no desvio de enormes recursos públicos para fins particulares, quando o mandato é, de fato, público e não pessoal.

O clipe abaixo contém a avaliação astrológica a partir dos mapas da Independência do Brasil, Eclipse Solar de 26/02/2017 e a hora (aproximada) em que a notícia veio a público através do plantão do Jornal Nacional.

Conclusão

Uma análise preliminar dos mapas acima aponta que a notícia do envolvimento de Michel Temer e Aécio Neves são apenas a ponta do iceberg de mudanças há muito esperadas nos rumos da condução da política em nosso país. Estas não virão de imediato, mas ocorrerão a partir de outubro e dezembro de 2017, estendendo-se ao longo de 2018, ano eleitoral.

As configurações que incluem Vênus, em todos os mapas, inferem a importância das mulheres neste momento vivido pelo Brasil, especialmente através de uma maior participação não apenas no mercado de trabalho, mas também, nas decisões dos destinos da economia. Acredito que são um mercado consumidor respeitável (em São Paulo, o número de mulheres que adquire imóveis ou veículos ou ainda, inicia novos empreendimentos, é considerável e superior ao dos homens).

Por fim, a análise destes mapas não permite indicar a renúncia ou impedimento de Michel Temer. Para este fim, outros mapas terão de ser investigados.

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O ataque a Shayrat

Preparei um pequeno clipe explicando o mapa do ataque.

  • Principais tópicos:
  • Ascendente em Peixes.
  • Júpiter retrógrado em oposição ao Sol.
  • Marte sem aspecto.

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Horas Planetárias – como usar

As Horas Planetárias são um dos métodos mais antigos de se avaliar as condições particulares de um certo intervalo de tempo de cerca de uma hora. Embora se saiba que a sua origem, não se sabe a respeito dos princípios que os nortearam.

Imagem1As Horas Planetárias foram trazidas da Babilônia pelos astrólogos gregos no século III aec. Combinam a semana de sete dias com o dia de 24 horas a partir da estrela setenária e, portanto, considerada mágica, uma vez que suas razões, disposição e ordem desafiam a lógica.

O estudante de Astrologia se depara com as Horas Planetárias quando aprende Astrologia Horária ou Eletiva e é dito que a Hora Planetária deve combinar com o Ascendente. Também aprende alguns significados para as Horas Planetárias que se confundem com aquela dos dias da semana, e que divergem em alguns aspectos do que aprendeu sobre a natureza dos Astros. Curiosamente, estes significados são muito semelhantes àqueles encontrados na Cabala Hebraica, o que reforça o seu caráter “mágico”. Assim, acaba sendo um instrumento de predição e planejamento que é deixado de lado pela maior parte dos estudantes de Astrologia.

Isso ocorre porque as Horas Planetárias não são um sistema fechado e não estão dissociados dos Trânsitos. Isso implica dizer que uma Hora Planetária de Júpiter, por exemplo, só será eficaz se este Astro, no céu, estiver em boas condições (essencial e acidentalmente) e puder realizar o que promete.

Primeiramente, tomam-se as Dignidades Essenciais Primárias (Domicílio e Exaltação). Encontra-se livre dos raios do Sol? Rápido? Aumentando em luz? Livre das aflições dos maléficos? Em bom aspecto com os benéficos? Angular ou em casa desafortunada? Estas são as condições principais a serem consideradas. As respostas acima indicarão o quão efetivo aquele Astro é naquele dia em particular.

Modernamente, avalia-se também o Astro no Tema Natal (natividade ou evento).

Do julgamento acima podemos concluir que:

  • Se o Astro considerado estiver débil e/ou fraco no Mapa Natal, os resultados das Horas Planetárias correspondentes igualmente o serão.
  • Se o Astro considerado estiver débil e/ou fraco nos Trânsitos, os resultados das Horas Planetárias correspondentes igualmente o serão, qualquer que seja a condição no Mapa Natal.

Outra questão é o planejamento de atividades que duram mais que cerca de uma hora. A maior parte da bibliografia existente aponta exemplos de ocorrências que se restringem a intervalos pequenos. Porém, é possível planejar o início e o fim de eventos que durem intervalos maiores de tempo, como uma cirurgia, por exemplo.

Uma cirurgia que se iniciar na hora de Saturno tende a se estender mais que o necessário, a menos que seja nas partes do corpo governadas por este Astro. Contudo, é muito provável que uma cirurgia iniciada nesta Hora Planetária se encerre na hora de Júpiter ou Marte, desfavoráveis para as cirurgias em geral. O ideal é concluir a cirurgia durante a hora de Mercúrio, devendo se iniciar na hora de Vênus ou Sol.

Usando estes princípios, pode-se planejar diversas atividades, como a melhor hora para ir se deitar e acordar, iniciar e concluir longas viagens, dedicar-se aos estudos (tema do exemplo abaixo). O único limite é a sua criatividade. Experimente!

Vale lembrar que as Horas Planetárias se iniciam ao nascer do Sol. A 1ª Hora Planetária sempre será a mesma do dia da semana. A duração das horas planetárias (diurnas e noturnas) varia ao longo do ano e está vinculada ao local para onde são calculadas.

Tutorial – Horas Planetárias

horas planetarias

Horas Planetárias diurnas e noturnas

 

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