Fim de Ano, renovação da vida

No calendário civil, 2011 já vai pelo fim. Vivemos as expectativas de dezembro, com confraternizações e celebrações em todos os círculos de relacionamento e camadas sociais. Afinal, é Natal e logo depois, Ano Novo.

Quantas promessas são realizadas neste período, tendo o Sol no Signo de Sagitário. E justamente por isso, a tendência a prometer mais do que efetivamente poderá cumprir, sempre com boa vontade, coragem, boas expectativas e otimismo. É uma antevisão do futuro, sem estar exatamente lá: uma viagem mental.

O Natal ocorre no severo Signo de Capricórnio e além da reunião entre familiares e amigos, é costume dispor de uma mesa farta para simbolizar prosperidade. Repete-se esta atitude por ocasião do Ano Novo, mas com certa informalidade. É como se estivéssemos pedindo aos deuses da Astrologia, que não se deixasse levar pelo espírito de Capricórnio, que fala de economizar e poupar, de maximizar os recursos disponíveis e eventualmente, ser até avarento.

A maneira que comemoramos as festas natalinas, representa de fato como os nossos ancestrais faziam para agradecer pelas colheitas e benefícios do ano, por isso, o pernil, o peru, as nozes e os grãos. A uva é uma fruta importante, pois dela se extrai o vinho e costumava ser associada a vários importantes deuses ancestrais. No Hemisfério Norte, esta é a época mais fria do ano, após o que, o Sol reinicia a sua viagem de volta, para repetir o ciclos das estações, com destino à Primavera, a estação da renovação da vida.

Atualmente, o Ano Novo é comemorado uma semana após o Natal. Porém, de uma perspectiva astronômica, o ano se inicia entre 21 e 22 de março (atualmente). O início do calendário civil variou muito ao longo dos anos e esta data teve muito mais uma associação política do que astronômica ou mesmo, religiosa.

A celebração do Natal sempre se deu numa data próxima ao Solstício de Inverno e, em diversas culturas ao longo da História, sempre foi motiva para comemorar, ora com júbilo e alegria, outras vezes, com temor e esperança. É sabido que corresponde à época em que o deus-sol se encontra em sua fase máxima de escuridão, no Nadir de sua trajetória. Porém, o novo ano, para os povos que associaram a sua vida aos ciclos naturais, sempre se deu por ocasião do Equinócio da Primavera, quando o deus-sol ressurgia das trevas e retornava para o mundo da Luz.

Assim, é muito provável que a origem do Carnaval esteja associada ao final deste ciclo. Um ano tem 365 dias e um círculo 360º e esta diferença de 5 dias, quando colocada antes do nascimento do Sol, poderia ser muito bem associada às festividades em que os deuses dariam um cochilo para que os humanos pudessem se divertir com atividades e festividades  que, de fato, serviriam apenas para espantar os maus espíritos.

O Concílio de Nicea (325 d.C.) fixou a data da Páscoa no primeiro domingo após a primeira Lua Cheia da Primavera.  Mas, convém, ainda, notar o seguinte:

  • A data da Páscoa nunca pode ocorrer antes de 22 de Março nem depois de 25 de Abril. Se o cálculo ultrapassar este último limite, passa para o domingo anterior.
  • O dia de Carnaval, sempre à terça-feira, é 47 dias antes da Páscoa. O Dia da Ascensão, numa quinta-feira, 39 dias depois. O Domingo de Pentecostes, 49 dias depois. O Corpo de Deus, numa quinta-feira, 60 dias depois.
  • Os anos múltiplos de 100 não são bissextos, excepto se forem também múltiplos de 400.

Portanto, o Carnaval acabou se dissociando do ciclo anual, tornando-se uma data profana atrelada ao calendário religioso. Ainda, em 1582, a reforma do calendário juliano acabou por suprimir 11 dias do calendário civil. Quem dormiu no dia 04/10 daquele ano, acordou em 15/10. nem todos os países adotaram o calendário gregoriano após a sua promulgação.

De toda forma, resultou que certas festividades associadas ao ciclo do Sol e às estações do ano perdessem o seu sentido e significado, como é o caso do Ano Novo e do Carnaval (Saturnálias, para os romanos).

O Natal, entretanto, permaneceu inalterado, seja em essência, simbolismo e significado. Qualquer que seja a orientação religiosa, há plena concordância quanto à trajetória aparente do Sol em torno da Terra ao longo do ano e sua importância para a manutenção da vida em nosso planeta. Natal é o renascimento do deus ou de Deus, que encarna novamente entre a humanidade para nos redimir ou, no mínimo, nos ensinar o caminho para a reintegração com o divino.

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A Dança dos Luminares

Eclipses são indicadores de mudança. Eram sempre temidos pelos antigos.

Neste caso, não poderia ser diferente. Será visível apenas nas altas latitudes do Hemisfério Sul e, portanto, tem a sua ação e influência diminuídas também em razão da baixa altitude.

Imagem do Eclipse (Nasa Eclipse Web Site).

Pertence à Série de Saros nº 123, iniciada em 1074. Este período corresponde ao da Cisma da Igreja Católica e o início das Cruzadas. Porém, vale citar que a primeira universidade foi fundada em 1088. Sua implantação se deu sob a vigência deste primeiro eclipse da série.

O eclipse atual é o 53º de 70 e se encerra em 2318. Uma pesquisa nos eclipses anteriores desta série coloca os temas em religião e ambiente acadêmico em foco. Há uma ênfase (direta ou indireta) no Signo de Sagitário. O primeiro deles começa com Saturno ocupando este Signo.

Há uma diferença entre os eclipse que ocorrem nos Nodos Lunares Norte e Sul. Este ocorre no Nodo Norte e é considerado agregador e construtivo. Ou menos destrutivo. É Mercúrio retrógrado quem dá o tom deste eclipse em particular, chamando a atenção especialmente para o emprego da ética e os valores realmente tradicionais da humanidade.

Sugere o retorno a conceitos simples de educação e cultura, sem adereços ou enfeites. Impele à busca da lealdade e confiabilidade como valores básicos. Júpiter, regente de Sagitário, encontra-se igualmente retrógrado em Touro em mútua recepção com Vênus. Portanto, trata-se de uma ética dos sentidos, de pegar, tocar, cheirar.

Este eclipse fala de coisas simples, de valores e conceitos que já eram conhecidos por nossos pais e avós. Trata de um retorno às origens, em que negócios eram selados à base de um fio de bigode. Em meio a uma grave crise de consumo, em que os mercados encolhem e até Deus se tornou um negócio rendoso e próspero, é hora de lidar com os paradoxos que a sociedade contemporânea se encontra imersa.

As Cruzadas promoveram a devastação e a destruição por onde passaram. Hoje, é a necessidade de consumo que esgota com os recursos do planeta. Rios e lagos tem secado e desaparecido, drenados para irrigação de imensas áreas de plantio. O solo dos mares está coberto de lixo, óleo e plástico. Mineração e agricultura tem criado enormes modificações na morfologia do solo, criando áreas erodidas. Onde haviam florestas e morros, hoje só existem extensas planícies, várias delas, desertificadas em razão da exaustão do solo.

As diferenças religiosas ainda são causadores de guerras e desentendimentos entre Ocidente e Oriente. Porém, assistimos à mudanças importantes no Islã africano, que podem resultar em cismas ainda maiores, bem como, no avanço da pobreza e miséria onde a riqueza é pouca e para poucos.

Este eclipse aponta para o futuro da humanidade e apresenta soluções, dá pistas do caminho a seguir. Não promete nenhuma devastação, pois leva à reflexão (Júpiter e Mercúrio retrógrados), a busca da ética e dos costumes tradicionais. De tentar viver com mais simplicidade, antes que esta crise de recursos nos devore e ao planeta.

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Netuno e os Peixes

Netuno é um astro confuso… ou será que a Humanidade o é?

Vem brincando na cúspide do Signo de Peixes desde abril de 2011 e entra definitivamente neste Signo em fevereiro de 2012. Ingressa em Áries pela primeira vez em 2025.

Assim como Urano, é um astro cujo significado está voltado para uma geração inteira e cuja interpretação deve ser feita em conjunto. Ambos tem conotações semelhantes, embora funcionando a partir de uma ótica particular. Ambos se dirigem para o futuro, tendo como base a temática da igualdade social. Contudo, Urano o faz por meio de métodos e sistemas e Netuno, por meio de utopias e sonhos. Curiosamente, os dois planetas tem composição física parecida, quase o mesmo tamanho e tem a mesma coloração azul.

Urano encontra-se em Áries e está associado ao empreendedorismo e às iniciativas pessoais, não apenas no âmbito profissional, mas especialmente no âmbito social. Netuno, em contrapartida, age “comendo pelas bordas”, sem que ninguém se dê conta. Um fenômeno mundial que se encontra associado a este astro é o crescimento considerável das igrejas evangélicas.

Além das igrejas evangélicas tradicionais e históricas, há um sem número de outras igrejas que abrem todos os dias e são responsáveis por movimentar milhões em dinheiro, contando apenas com a força da fé para sustentá-las. No fundo, é como se o dízimo se tornasse uma espécie de perigosa economia paralela. É perigosa na medida em que a riqueza movimentada não se encontra associada a um bem, produto ou serviço. Ou ainda, o serviço prestado não pode ser medido, aferido e certificado.

É perigoso na medida em que emprega a boa fé e a esperança de uma vida melhor, seja nesta ou na outra vida. Porém, quem o oferece não foi investido desta autoridade e não pode de fato assegurar seu sucesso.   E Netuno também leva à ilusão e à decepção. O fanatismo do Signo de Peixes acaba sendo potencializado pela regência de Júpiter, o profeta, o arauto do amanhã. E não dá para garantir que, nesta época em que transitará os Signos de Touro e Gêmeos (2011, 2012 e 2013) esteja bem intencionado

Netuno em Peixes é a dissolução de tudo o que poderia ser considerado eterno e duradouro. Com Saturno ingressando em Escorpião em 2012, fatalmente Netuno e Saturno formarão um trígono que colocará em cheque a credibilidade das instituições financeiras, particularmente no segundo semestre de 2012. Netuno em Peixes é o socialismo utópico. Parafraseando Karl Marx, em 2012, tudo que é sólido desmancha no “mar”. A retrogradação de Marte leva a uma oposição com Netuno, muito próxima em abril de 2012: nos primeiros meses do ano, a indústria terá de adaptar a diferentes meios de produzir, encontrar novas técnicas e, quem sabe, possa-se refrear o consumo neste período.

Netuno permanecerá em Peixes até 2025, sempre passando cerca de seis meses retrógrado e outro tanto direto, costurando sonhos com ilusões, esperanças com decepções, fé com amargura. Trata-se de uma ótima oportunidade oferecida pelos “deuses da Astrologia” para tornar a nossa existência na Terra mais humana.

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Sentir ou viver no mundo real?

Previsão ou predição? Há uma diferença conceitual em ambos os vocábulos. Prever é “ver antes ou mais longe”. Embora predição tenha essencialmente o mesmo significado, implica em verbalizar um vaticínio. Em ambos os casos, visa descrever um evento ou acontecimento futuro.

Conquanto que os indivíduos não consigam se manter no presente (um enorme desafio!!!) oscilam a sua atenção ou consciência entre o passado e o futuro. Como o passado já é conhecido, buscam descortinar o futuro, o amanhã, independente de quão longe ou perto possa estar. Informação: saber é poder. Em todas as esferas da vida e em todos os campos da atividade humana, inúmeros métodos foram desenvolvidos ao longo dos tempos para predizer o futuro.

A meteorologia prevê para evitar catástrofes ou até para fornecer subsídios para a elaboração de eventos. A economia prevê o desempenho industrial baseada em curvas e índices complexamente metafísicos. Predizer é, portanto, o ato de verbalizar a ocorrência de um evento no tempo e no espaço. Porém, na vida pessoal, poderá parecer curiosidade, pois, “o futuro a Deus pertence…” ou “somos nós que escrevemos o nosso destino…”.

Os astrólogos da Antiguidade prescrutavam o céu para entender as mensagens dos deuses deixadas através da linguagem dos planetas, estrelas e cometas. Cada configuração traz sempre um significado (ou presságio). Há um sincronismo hermético entre os acontecimentos no céu e aqueles que acontecem em nosso mundo. Você pode estar rindo desta afirmação, ao mesmo tempo que postula a sincronicidade junguiana.

Uma abstração mecanicista poderia entender todos os movimentos de nossa galáxia (apenas para limitar um campo ou espaço) operam como as rodas de um enorme relógio, com contagens que variam de bilhões de anos a alguns segundos. Que parte das estruturas complexas de quasares e estrelas, até a molécula de DNA. A respeito desta última, sabe-se que possui uma memória topológica, que governa o crescimento do embrião, enviando sinais para que num dado momento ocorra uma especialização e um órgão ou sistema se forme.

O DNA possui uma série de condicionantes, como a hereditariedade e os fatores ambientais. Mas também se encontra inserida num mecanismo mais complexo de relojoaria que é o Sistema Solar e, numa escala além de nossa compreensão, de nossa Galáxia.

Sob a perspectiva astrológica, predizer é compreender as harmônicas existentes numa determinada combinação celeste. Trata-se de estabelecer relações e paralelos com eventos conhecidos para encontrar a direção para onde converge esta ou aquela vida. Os astrólogos da antiguidade não perguntavam ao seu consulente “como se sente nesta situação?”… Eles afirmavam que haveria guerra, que a colheita seria abundante, que um deveria se casar com o outro e ter muitos filhos. Ou ainda, que A ou B não eram de confiança…

Não acredito no valor e importância de uma predição (ou previsão) que diga ao consulente que eles se sentirá triste numa dada época se não incluir as razões concretas para tal. Vivemos num mundo material e é a partir dele que podemos crescer e nos aperfeiçoar. Portanto, uma predição que parta de  premissas astrológicas e referências celestes, mesmo que não tente mais entender os deuses por meio delas, tem a obrigação de informar questões eminentemente práticas do tipo:

  • Cuidado! Acidente, corte no dedo!
  • Cuidado! Risco de assalto! Proteja a sua casa…
  • Curta! Compre uma roupa nova e alegre!
  • Aproveite para estar com seus familiares e colocar as conversas em dia.
  • Reveja os seus amigos!
  • Peça um aumento ao chefe…

Informação é poder e os métodos astrológicos para este fim permitem uma avaliação interessante e ampliada, desde que se empregue as técnicas adequadas com conhecimento e segurança. Aí dá para sair daquela linguagem de psicólogo (que me perdoe a categoria…) de apenas ficar sentindo…

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Júpiter e o Carneiro

Hamal é a principal estrela da constelação de Áries. Encontra-se a 07º de Touro e declinação 23º S 17′, na testa do Carneiro.  A influência geral desta estrela se encontra associada à destruição, morte e todos os tipos de crimes. Os antigos diziam que quando Vênus cruza a região entre os chifres do carneiro, haveria guerra ou morte de reis.

Segundo Ptolomeu, é da natureza de Marte e Saturno e, por conseguinte, um grande indicador de más notícias.

Júpiter esteve na órbita de Hamal pela primeira vezes este ano entre os dias 11 e 19/07. Nestes dias, Marte estava em conjunção com Bellatrix, da constelação de Órion e da natureza de Marte e Mercúrio, numa combinação que favorece as atividades militares e inclina a acidentes.

Em meados de setembro, começou o movimento “Ocupe Wall Street”, um protesto contra as consequências da crise econômica. As manifestações se estenderam também à Europa, que enfrenta problemas semelhantes. Especialmente a Grécia, busca socorro financeiro.

Retrógrado, Júpiter entrou novamente na órbita de Hamal entre 10 e 18/10. Neste período, o banco Dexia, da Bélgica, se mostrou insolvente e será nacionalizado.

Voltará a estar na órbita desta estrela novamente entre 26/02 e 03/03/2012. Será que podemos esperar por boas notícias?

Sobre a crise financeira, há uma excelente Linha do Tempo aqui.

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Superpopulação… mas faltam super heróis…

Vimos a população do planeta atingir a cifra de 7 bilhões de habitantes, embora com alarmantes níveis de desigualdades sociais.

Sustentabilidade voltou a ser uma palavra da moda: a nossa Terra aguenta toda essa quantidade de gente consumindo o planeta? Fala-se de reduzir o consumo, em produzir com energias limpas e reciclar mais… mas você sabia que um cafézinho requer 120 litros de água? Eu não sabia…

Em março de 2011, Urano e Saturno formaram uma oposição entre si, iniciando a segunda metade de um ciclo que começou em 1988, nos últimos graus de Sagitário e se encerra em 2032, nos últimos graus de Gêmeos.

1988 foi ano em que atual Constituição foi promulgada. No ano seguinte, cerca de 2 milhões de nativos de Estônia, Letônia e Lituânia se deram as mãos, formando uma cadeia de 600 km, buscando paz e independência da antiga URSS. Este período marca também o fortalecimento dos cartéis das drogas e também, do aumento do processo de favelização (no Brasil e no mundo). Começa a crise do desemprego. Há falta de dinheiro para financiamentos e créditos.  Os problemas se alastraram rapidamente e podem ser considerados a fagulha para aqueles que enfrentamos hoje em dia.

Com a oposição, há uma certa consciência global com respeito aos recursos do planeta e de que estamos nos limites de fazer algo pela manutenção de nosso planeta ou de prejudicar definitivamente a qualidade de vida de nossos filhos, netos e descendentes.  No entanto, existe um fator complicador, pois vivemos novamente uma crise econômica. Sobre este assunto, recomendo a leitura do artigo Analogias da Crise.

Considerando apenas os movimentos destes dois astros, não é possível visualizar um cenário otimista. Saturno ingressa no signo de Escorpião, indicando a necessidade de maior comprometimento e envolvimento do setor industrial junto ao setor financeiro, numa relação de cumplicidade, parceria e, acima de tudo, de confiança. permanecerá em Escorpião até o final de 2014.

Com respeito a Urano, a tendência é de um progresso elitizado e individualista. Embora este astro possa igualmente representar tecnologias pioneiras e inovadoras enquanto permanecer em Áries. Em 2018, ingressa em Touro e talvez possamos ter soluções com respeito à crise econômica, mais por necessidade do que por boa vontade. Saturno estará em Capricórnio e por isso, podemos esperar por mais interesse da parte da indústria e do comércio.

O nosso planeta não pode esperar… Há muita gente passando fome e qualquer política de sustentabilidade precisa levar em conta este vetor. Mas enfrentamos outro problema, em esfera global: faltam líderes, faltam super heróis capazes de polarizar as atenções para soluções reais e salvadoras. Existem, é verdade, alguns super heróis anônimos (ou não tão conhecidos). Neste sentido, vale a pena o que escreveu Stephen Kanitz no artigo Fazendo a Diferença.

Sim, já ingressamos numa nova era geológica: o Antropoceno, em que a humanidade é responsável pelas mudanças geológicas e climáticas do planeta.

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Amor, amar e astros

Será que é possível avaliar a intensidade afetiva entre duas pessoas através do Mapa Astral?

Há um paradigma em Astrologia de que a combinação entre dois mapas representando duas pessoas não permite avaliar se existe ou não amor entre ambos. Será isso mesmo verdade?

Normalmente, diz-se que a Sinastria (método que compara o mapa entre duas ou mais pessoas) possibilita apenas identificar o potencial de realização entre ambos e suas compatibilidades. Esta é a teoria…

Para os místicos, a força da gravidade é uma espécie de amor, a força de atração existente entre os corpos e astros num dado sistema. No entanto, a gravidade mantém os corpos em movimento, sem fazer com que se toquem, o que seria uma colisão. Assim, a gravidade faz com que as distâncias entre eles sejam mantidas e respeitadas. Em nosso planeta, ao contrário, espera-se que o amor resulte em toque e carinho.

Há dois astros que, no mapa astral, referem-se a algum tipo de amor.

Primeiramente, temos a Lua, satélite da Terra. Este astro representa um tipo de amor instintivo, natural, irracional. Também significa a simpatia (ou antipatia) existente entre as pessoas.  No mapa astral individual, é um dos indicadores que aponta a capacidade de se ligar aos outros e como isso acontece, especialmente num certo ambiente.

O outro astro que representa o amor e os sentimentos é Vênus. Este planeta representa um tipo de amor onde há algum tipo de interesse, seja de segurança e proteção ou apenas da necessidade de se agregar. No mapa astral, mostra como a pessoa lida com aquilo que gostaria de chamar de seu bem como, o que ela faz para atrair ou seduzir o que deseja para si.

Lembrando que é o Sol que representa esse tipo de desejo, o que o indivíduo realmente quer, visceralmente.

Entre dois mapas, boas relações entre as Luas mostram como se simpatizam, qual é o grau de familiaridade que conseguem construir juntos. E Vênus, como elas se atraem, seja pela sedução como pela necessidade de mutuamente se protegerem. Porém, mesmo a existência de bons aspectos,  de relações harmoniosas entre esses dois astros, por mais que indiquem um forte magnetismo, não podem assegurar de que exista amor entre ambos. Ou, que A ame B ou vice-versa; no máximo, que há espaço e potencial para que se amem.

É mais ou menos como afirmar que a rede elétrica está instalada e desimpedida, mas sem assegurar de que haja energia fluindo nos fios.

Porém, embora não se possa garantir a existência do amor, com certas técnicas, é possível indicar se aquela união resultará em frutos e benefícios, apontando para uma relação duradoura. Neste ponto, a Sinastria oferece vantagens sobre as outros métodos de avaliar a combinação entre duas pessoas.

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Sobre estrelas e anjos

Segundo a Cabala e o pensamento religioso do povo judeu, as estrelas nomeadas correspondem aos anjos e arcanjos. Em suas diversas categorias, os anjos servem de intermediários ou mensageiros entre Deus e o Homem.

Encontramos passagens interessantes a respeito no Sefer Yezirah (ou Livro da Criação), quando afirma que o número de estrelas corresponde ao resultado da permutação entre as 22 letras do alfabeto hebraico. Este número se encontra muito próximo da estimativa realizada pelos cientistas a respeito das estrelas existentes no Universo.

Há passagens sobre os anjos, relacionando-os com as estrelas, em vários locais da Bíblia, como em Isaías 40:26 e Salmos 147:4, em que é dito que possuem nome e alma.

As estrelas são, portanto, o nosso elo com o Criador. O papel de mensageiros atribuído aos anjos pode ser abordado, a partir de uma visão mais contemporânea, sendo exercido pelas estrelas.

No mapa astrológico individual (ou Mapa Natal), algumas estrelas são mais importantes que outras em razão de sua posição. É lógico que aquela que estiver junto ao seu Meio-Céu é crucial para o seu destino na vida atual. Mas não podemos deixar de incluir as estrelas que formam conjunção com o Sol e a Lua, que formam os elos com a nossa encarnação atual.

Seguem as principais estrelas associadas às Constelações Zodiacais:

  • Leão: Regulus e Denébola.
  • Virgem: Spica e Vindemiatrix (associada a Libra).
  • Escorpião: Antares e Alioth.
  • Sagitário: Nunki
  • Capricórnio: Deneb Algedi e Giedi Prima.
  • Aquário: Sadalmelik e Saldasuud.
  • Peixes: Alrisha.
  • Áries: Hamal.
  • Touro: Aldebaran e Elnath (também Plêiades e Hyades).
  • Gêmeos: Castos e Pollux.
  • Câncer: Acubens e Aselli.

Torno a fazer a pergunta: qual é a sua estrela? Ou ainda, qual é o seu anjo?

Para saber mais sobre as estrelas: Constellations of Words (em inglês).
 

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Olhar para o céu

Ganhamos o direito do Livre-Arbítrio na mesma época em que a Terra deixou de ocupar o centro do Universo. Paradoxalmente, ao destronar o planeta de sua posição importante, também destronamos os deuses de seu papel relevante. Iluminismo, Positivismo e Revolução Industrial forjaram o pensamento ocidental e, seu filho mais querido, o monetarismo.

O céu passou a ser um conjunto de engrenagens que se moviam segundo princípios mecânicos. Há uma mudança de paradigma na passagem de Kepler para Newton. Onde o primeiro via harmonia, beleza e desígnios divinos, o segundo encontrava lógica e precisão (embora fosse um místico).

As cidades cresceram, especialmente para cima e qualquer semelhança com Babel não é apenas coincidência. O fato é que não olhamos mais para o céu. Você poderá me dizer que não o faz porque há luz demais. Mas tenho certeza que se maravilha quando vai à praia ou ao campo, fitando uma noite pontilhada de estrelas.

O papel das estrelas é muito maior do que a Ciência consegue perceber ou imaginar. Os antigos transformaram o céu na morada dos deuses. Em todas as culturas e povos, além de marcar o tempo, as estrelas e constelações marcavam também as suas referências culturais, as tradições e origens.

Sob esta perspectiva, o céu é a morada dos mitos, dos arquétipos e dos deuses. Olhar para o céu é entrar em sintonia com estas vibrações e, uma vez que viemos do pó das estrelas, com as nossas próprias origens.

Nas grandes metrópoles, não se vê mais o horizonte. Ver o horizonte é ter perspectivas, alcance, alternativas, possibilidades. O horizonte é a fronteira entre a terra e o Céu. E não ver o céu significa perder a ligação com o divino. Acredito que muito do que acontece ao nosso planeta se dá por conta da perda de conexão com o divino, uma vez que cada um vive em trono de si mesmo, num mundo virtual de avatares e perfis na internet.

As estrelas são as indicações mais precisas dos mitos e heróis que devem ser perseguidos. Há uma estrela para cada um de nós. Você já encontrou a sua?

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Onde está a sua estrela?

Olhe bem para o seu mapa astrológico e observe uma linha mais escura, destacada, que aponta para a parte superior, para um par de letras, um código denominado MC. Corresponde exatamente ao Mio-Céu ou Medium Coeli, em latim.

Astronomicamente, é o Zênite. Onde fica esse tal de Zênite? O que é? Se você estiver de pé, corresponde a um ponto no céu exatamente acima de sua cabeça, que fica no prolongamento da linha que parte do centro da Terra, passa por sua coluna, atravessa o cérebro (misteriosamente passando pela glândula pineal) e indo alcançar o céu.

Tecnicamente, corresponde à imagem que você deseja projetar em seu meio social, a reputação que pretende construir ao longo de sua vida e, muito provavelmente, à sua carreira.

No entanto, é muito mais do que isso pois, quando você se prepara para vir para este mundo, para uma nova encarnação, O Meio-Céu é justamente onde você coloca a sua energia para elaborar um plano ou projeto, uma espécie de programa para a vida em curso.

É também por onde você inicia o processo de encarnação, que ocorre primeiramente no útero da mãe, vindo a aflorar, por ocasião do nascimento, no Ascendente.

O tal do Meio-Céu, por seu significado, é onde você poderá encontrar a razão pela qual se encontra encarnado. Corresponde ao seu mito pessoal e tudo o que você fizer por ou através dele, leva a tornar-se uma espécie de herói.

De certa forma, é como se você estivesse restabelecendo a ligação entre a Terra e o Céu, através de você (via sistema nervoso, na coluna e, da glândula pineal).

Portanto, se você estiver em busca de seu mito pessoal, para acordar o seu herói interior e viver mais plenamente, um dos caminhos mais rápidos é obter o seu mapa astrológico antes de seguir pelos próximos passos.

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