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Olhar para o céu

Ganhamos o direito do Livre-Arbítrio na mesma época em que a Terra deixou de ocupar o centro do Universo. Paradoxalmente, ao destronar o planeta de sua posição importante, também destronamos os deuses de seu papel relevante. Iluminismo, Positivismo e Revolução Industrial forjaram o pensamento ocidental e, seu filho mais querido, o monetarismo.

O céu passou a ser um conjunto de engrenagens que se moviam segundo princípios mecânicos. Há uma mudança de paradigma na passagem de Kepler para Newton. Onde o primeiro via harmonia, beleza e desígnios divinos, o segundo encontrava lógica e precisão (embora fosse um místico).

As cidades cresceram, especialmente para cima e qualquer semelhança com Babel não é apenas coincidência. O fato é que não olhamos mais para o céu. Você poderá me dizer que não o faz porque há luz demais. Mas tenho certeza que se maravilha quando vai à praia ou ao campo, fitando uma noite pontilhada de estrelas.

O papel das estrelas é muito maior do que a Ciência consegue perceber ou imaginar. Os antigos transformaram o céu na morada dos deuses. Em todas as culturas e povos, além de marcar o tempo, as estrelas e constelações marcavam também as suas referências culturais, as tradições e origens.

Sob esta perspectiva, o céu é a morada dos mitos, dos arquétipos e dos deuses. Olhar para o céu é entrar em sintonia com estas vibrações e, uma vez que viemos do pó das estrelas, com as nossas próprias origens.

Nas grandes metrópoles, não se vê mais o horizonte. Ver o horizonte é ter perspectivas, alcance, alternativas, possibilidades. O horizonte é a fronteira entre a terra e o Céu. E não ver o céu significa perder a ligação com o divino. Acredito que muito do que acontece ao nosso planeta se dá por conta da perda de conexão com o divino, uma vez que cada um vive em trono de si mesmo, num mundo virtual de avatares e perfis na internet.

As estrelas são as indicações mais precisas dos mitos e heróis que devem ser perseguidos. Há uma estrela para cada um de nós. Você já encontrou a sua?

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Onde está a sua estrela?

Olhe bem para o seu mapa astrológico e observe uma linha mais escura, destacada, que aponta para a parte superior, para um par de letras, um código denominado MC. Corresponde exatamente ao Mio-Céu ou Medium Coeli, em latim.

Astronomicamente, é o Zênite. Onde fica esse tal de Zênite? O que é? Se você estiver de pé, corresponde a um ponto no céu exatamente acima de sua cabeça, que fica no prolongamento da linha que parte do centro da Terra, passa por sua coluna, atravessa o cérebro (misteriosamente passando pela glândula pineal) e indo alcançar o céu.

Tecnicamente, corresponde à imagem que você deseja projetar em seu meio social, a reputação que pretende construir ao longo de sua vida e, muito provavelmente, à sua carreira.

No entanto, é muito mais do que isso pois, quando você se prepara para vir para este mundo, para uma nova encarnação, O Meio-Céu é justamente onde você coloca a sua energia para elaborar um plano ou projeto, uma espécie de programa para a vida em curso.

É também por onde você inicia o processo de encarnação, que ocorre primeiramente no útero da mãe, vindo a aflorar, por ocasião do nascimento, no Ascendente.

O tal do Meio-Céu, por seu significado, é onde você poderá encontrar a razão pela qual se encontra encarnado. Corresponde ao seu mito pessoal e tudo o que você fizer por ou através dele, leva a tornar-se uma espécie de herói.

De certa forma, é como se você estivesse restabelecendo a ligação entre a Terra e o Céu, através de você (via sistema nervoso, na coluna e, da glândula pineal).

Portanto, se você estiver em busca de seu mito pessoal, para acordar o seu herói interior e viver mais plenamente, um dos caminhos mais rápidos é obter o seu mapa astrológico antes de seguir pelos próximos passos.

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